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Um dia,
quando todos estiverem a odiar, desolados,
ao pé da última montanha sobre a terra
lá estará meu coração a gritar
e a abrir os braços,
a traçar no céu em fúria o compasso
onde todas as coisas se guardam,
lá estará como velha árvore encharcada,
a mover seus galhos e a repartir
a última porção de amor,
a multiplicar a cor
que devolverá à pele da vida
o sentido da paisagem infinita,
onde cada cisco desenhado
gritará onde está a saída...
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