|
Atualmente muito se discute sobre a educação, no Brasil. É fato que as escolas realmente se encontram carentes de profissionais capacitados e até mesmo de infraestrutura. A partir disso, surgiu o “homeschoolling”, prática que consiste em: os pais educarem seus filhos em casa sem os mesmos terem que ir à escola, com esse modismo, veio também a polêmica:
Será mesmo a melhor saída para pais e educandos abandonar o ensino que lhes é aplicado nas escolas?
O MEC se opõe a este projeto de lei a favor do Ensino Domiciliar e embasa sua posição na Lei de diretrizes e Bases da Educação (LDB), que diz que é dever dos pais ou responsáveis matricular na escola filhos com idade entre 4 e 17 anos.
Embora esses pais encontrem brechas na lei e segundo a Associação Nacional de Ensino Domiciliar (Aned), existam 800 famílias adeptas a essa forma de ensino, cabe lembrar que ela ainda não se encontra regulamentada no Brasil.
Apesar de os pais afirmarem que o ambiente escolar pode ser nocivo e pobre e que em casa o ensino pode ser totalmente direcionado a seus filhos, surgem perguntas como: e a sociabilização da criança? Como preparar para a vida em sociedade se não é permitida tal convivência. Os pais estão realmente capacitados para ensinar didaticamente seus filhos? E os pais que trabalham fora? Como conseguem conciliar os horários? E quanto às matérias que não são preferidas pelo próprio educando como são ministradas? São muitas as dúvidas que vão aparecendo e, até agora, poucas respostas..
O que se pode afirmar é que ao contrário do que esses pais alegam de que a ideia principal desse projeto é alcançar o sucesso individual, privar seus filhos de um convívio coletivo pode ser extremamente perigoso, numa sociedade com tendências tão individualistas e egocêntricas. Assim, a escola ainda é um espaço fundamental de aprendizado social, capaz de preparar o homem para interagir com seus semelhantes nas mais diversas situações.
Aproveitando as palavras do sábio professor Carlos Alberto Cury, da Faculdade de Educação da PUC-MG, “ Devemos procurar melhorar a escola e não abandoná-la”.
|