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O grande caderno azul - XXIV
R.N.Rodrigues

XXIV
Quarta-feira de manhã bem cedo no dia 23 de janeiro. pronto para encarar a realidade do meu cotidiano simples
Entre dez e maia a onze horas
A grade montada, os ferros torcidos a esperada serem desempenados e curvados para depois serem soldados. Mas o dono apareceu e falou-me que vem buscar somente no dia 28. essa conversa caiu como um trovão. A situação na Casa Bamba - Vila Embratel esta a beira de um colapso, contava com essa verbinha para amenizar um pouco a situação, mas tudo bem vamos esperar alguma coisa boa nova. Deus é quem sabe. Pensei que ainda tinha dois reais guardados, encontrei somente cincoenta centavos. Uma coceirada da porra. Para escapar relia com grande interesse aluta de Quasimodo contra os 1truands' que querem invandir a catedral de Notre Dame para pegar a bela cigana esmeralda - Je relis deux roman de cet ´pecrivain français que j1aime beaucoup.A tarde é a vez de ir para Petersburgo acompanhar o tormento de Raskolnikov e a franzina Sonia que perdera o pai alcoolatria atropelado por uma carruagem. Trouxe Dickens mais ainda não o li hoje, talvez depois do almoço. Vou voltar para Paris de 1641 nas penas do grande mestre Victor Hugo.
- Onze e dez - respondeu-me um conhecido em comum comigo e seu Raposo.
Zé Caraca acompanhou-me até o fim do espedi ente, especulando sobre a minha vida privada. Mas o sorriso da bela encheu-me de alegria momentânea, ao contemplar sue escultural corpo bem delineado numa calça justa de malha deixando a mostra os seus belos atributos que enlouquecem qualquer homem. Num momento desses é que sinto falta de dinheiro, mas de muito dinheiro para bancar o otário e satisfazer a minha sanha sexual. Mas o destino não quis assim, então tenho que me conformar e quem sabe um dia por intermédio do divino eu não venha ser agraciado com algum evento positivo.
Começo da tarde
12:10 - Há uma luz no findo do túnel. Deus é quem sabe o que Ele pôde pode fazer por mim (Dieu est qui sait, qu'il peut faire par moi) Deixei Dickens na oficina e trouxe Vitor Hugo, que li depois do dejeuner. Meu livro em cima da do escritor russo Andre Bitov e baaixo de Hugo. Um fomizinha chata corroí o meu vazio estomago.
16;00 - Comprei dois pães ainda pouco, o céu nublado et fait un peu de chaud. J'ai bu une verre de café au lait. O cheiro agridoce do meu calção, je gratte la barbe. Ma belle-soeur ets allé vister leur souer qui est venu d'interriuer. Elle est malade.
Começo da noite
18:00 - Minha cunhada ainda não chegou . Professor saiu para o segundo turno do grogue, depois de dormir. A coceira da voltou, não tem lugar certo é no corpo todo, no rosto, no pescoço, nos braços - é reflexo da urina desse gatos insuportáveis que minha cunhada tanto amo e estima..
18:45 terminei a leitura de Notre dame de Paris - a segunda leitura esclareceu-me muitos pontos obscuros que eu havia esquecido, como a morte por enforcamento da bela esmeralda de quinze anos, o reencontro emocionante com sua débil mãe, a morte do vilão e de Quasímodo cujo mo restos mortais ficaram juntos com as duas. As princesinhas sentadas no sofá vendo um desenho animado. Larissa lavando as louças do jantar na pia da cozinha. Uma das irmãzinhas do salão vem sentar-se para esperar o casal. Antenor abusado como sempre.. Fico indeciso na próxima leitura - Vitor Hugo ou Dostoiévski?
22:05 - Minha cunhada ébria relembra um episodio que ocorrera no almoço com as irmãs. Conta pela decima vez a mesma historia. Contemplo os meus livros, os únicos bens que possuo e me orgulho muito de te-los e nas horas chatas quando estou deprimo, são eles que renovam as minhas combalidas forças - Ainda pouco relia John do Passos um texto sobre a vida do banqueiro multimilionário J.P. Morgan e assim por diante. Faz uma semana que nunca mais comprei um bom livro. Então releio os que tenho e eles são os melhores - Dostoiévski, Dickens, Balzac, Hugo, Turguniev, Tolstoi, Daudet, Joyce, Cervantes, Voltaire, Proust e outros como Hemingway, Fitzgerald, Faulkener e Steinbeck. - Há tempo que não digito o meu romance que esta já no final. Mas esses grogues cada vez me tirando de tempo atrasando a minha vida literária. Há uma esperança para sair da lisura, mas vou contar muito com o ovo na bunda da galinha. Deus é quem sabe.


Biografia:
Sou ludovicense, serralheiro e adoro escrever. ja publiquei dois livros de poesias e agora estou publicando os meus poemas no site francês.
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