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O inicio de tudo...
Estava chovendo forte e eu permanecia em minha confortável limusine. As tempestuosas gotas da chuva que caiam no capô violentamente pareciam que iria rompê-lo. Olhei com dificuldade pelo vidro que estava embaçado pela incessante água. Uma moça lutava ferozmente para controlar seu rebelde guarda-chuva. Em um ato de solidariedade pedi ao meu motorista que avançasse pela rua e parece perto de onde a mulher estava. Abri o vidro da porta. –Quer ajuda? –Eu disse me dirigindo á ela. –Obrigado eu posso me virar! –Ela sussurrou por entre seus lábios carnudos. Isso mesmo! Eu não pude deixar de perceber seus lábios. Seus enlouquecedores lábios carnudos molhados pela chuva. Particularmente eu tinha uma queda por mulheres com lábios tão convidativos quanto os dela. Mais em especial, ela me chamou atenção de uma forma descontrolada. Não, eu não sou tarado! Ao menos que queiram que eu seja. –Eu insisto! Entre no carro ou você vai acabar sendo levada por esse dilúvio. –Eu disse á ela. –Será? –Ela me pergunta, ou talvez tenha perguntado alto demais pra si mesma. –Ok, mais eu não costumo pegar carona de pessoas desconhecidas! Eu deixo muito claro isso. –Ele murmura enquanto entra no carro. –Vejo que sua mãe lhe ensinou perfeitamente. –Eu disse brincando, expondo á ela meu senso sarcástico. –E nem aceitar doces de estranhos também. –Ela replicou com o mesmo tom sarcástico, mais agora, expondo também seu delicioso sorriso. Sua camiseta molhada, colada ao corpo, deixou seus peitos á amostra. O bico do seu seio esquerdo atirou-se descaradamente na camiseta. Minhas pernas fixaram-se, umas nas outras, em rejeição á excitação que eu estava sentido. Poderia reprimir meu olhar mais meu extinto masculino implorava que eu visse, e contemplasse a bela mulher que estava em minha companhia. Quando o carro parou, eu mesmo me peguei perdido em minhas convicções, em meus pensamentos, talvez eróticos ou simplesmente meus. Antes que ela saltasse e eu nunca mais a visse, rapidamente peguei um pedaço de papel da minha desorganizada agenda e anotei meu número. Uma dedicatória engraçada flutuou sobre minha cabeça e resolvi escreve-la também.
De seu Admirador nada secreto, David.
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