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As árvores pareciam correr, mais evidentemente, que elas permaneciam grudadas no chão. Erámos nós que corríamos á uma velocidade absurda. Eu olhava sobre meu confortável aposento a única coisa que meus olhos humanos podiam visualizar; a majestosa lua que se equilibrava no céu sem nuvens. No perfeito céu abarrotado de brilhantes estrelas. Ele permanecia com uma tranquilidade insondável, seu olhar fixo na estrada, enquanto eu contemplava-o no meu intimo. O frio tornou-se um incomodo para mim, ele logo percebeu e passou seu casaco. Nossas mãos tocaram por um breve instante, ele sorriu amavelmente para mim, eu perdi á compostura como o seu viciante sorriso e seus intimidantes pares de olhos verdes. Finalmente o carro para. –Espere um momento! –Ele pediu educadamente. Eu permaneci inspirando o seu perfume do seu casaco. Outra vez, preciso recompor-me, o aroma instalado no casaco causou-me uma prazerosa embriaguez. Ele da á volta no carro e abre a minha porta e lança sua mão para mim. –Vem. –Ele disse. Meus pés depositam-se no chão e quando os sinto firme me levanto e saio do carro. Ele abriu o porta-malas e tirou dali uma toalha finíssima, eu quis ajuda-lo, porém, ele rejeitou sutilmente minha ajuda. Ele espalhou a toalha sobre o gramado extenso. E pediu que eu me deitasse ali consigo. Nós dois permanecíamos apreciando as estrelas e o perfeito luar. Ambas as bocas se alinharam em uma linha perfeita e continua, ele aproximou-se de mim lentamente inclinando seu troco, cada vez mais perto, ate tocar-me nos lábios. Os dois lábios pareciam estar como dois polos de atração magnética, como um imã que se recusa a separar-se de sua fonte de atração. Sinto como se cada parte do meu corpo fosse uma espécie de lava do meu vulcão interior que por meio de nossos corpos a expelissem descontroladamente. Derretendo assim, instantaneamente, cada mínima pedra de gelo que nos encostasse. Mais aqui não havia gelo e muito menos chuva. Era verdadeiramente a previsão do nosso particular momento ou clima. Que ilusoriamente gerava uma nevasca e ao mesmo tempo, um insuportável calor sem que houvesse sol.
Sim, era deste modo que eu me sentia ao estar ao lado dele. O planeta, as pessoas, nada fazia sentido sem sua existência. –Eu te amo! –Eu murmuro, buscando seus olhos hipnotizantes. –Eu te amo mais que a minha própria vida. –Ele conclui. Ficaremos aqui, nesse nosso lugar especial, esperando o amanhecer destacar-se no horizonte e a realidade voltar ao normal se é que é possível.
-Hei? -Ele murmura.
-O que é? -Eu pergunto.
-Eu te amo, agora e para sempre!
Eu assenti com os olhos e o coração trasbordando alegria.
-Sim, agora e para sempre!-Eu termino.
*Nota (Dedico este texto a duas pessoas que verdadeiramente se amaram, porém, a morte com uma intrusa, interrompeu o amor de ambos. Enfim eu vou ama-los agora e para sempre)
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