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Nós dois chegamos ao terraço de seu prédio, eu ainda tinha várias dúvidas sobre o que iriamos fazer aqui. Mais logo vi uma cama depositada bem ao centro da enorme área, lençóis brancos, limpos... E perfumados. Eu estava com um vestido vermelho justo e bem colado ao corpo, o batom também era vermelho- a cor do desejo- da atração impulsiva, descontrolada. E próximo da cama, não muito perto, estava uma mesa elegantemente arrumada para duas pessoas. Deduzi sem o medo de errar, que isso era, sem dúvida, algum terceiro encontro. Seus olhos buscaram os meus, que permaneciam arregalados, surpresos. Então ele nobremente murmurou:
-Porque não unir o útil ao agradável? Em outras palavras o sexo ao amor.
A forma como as palavras fluíam de seus convidativos lábios me deixava ardendo, a maneira elegante e ao mesmo tempo rústica era a forma perfeita de sua verdadeira essência. –Espere. -Ele sussurra. Suas mãos buscaram a cadeira, os traços esculpidos nelas, deixava exposta a bruta masculinidade que corria em suas veias. Então ele á empurrou formalmente. –Sente-se agora. –Ele murmura, enquanto cravava seus olhos nos meus. –Obrigada. –Eu digo. Ao sorrir, ele novamente expõe seus perfeitos dentes brancos impecáveis. Ao me servir o champanhe eu percebo logo ao lado uma cesta cheia de cerejas. E realmente não chego á nenhuma conclusão do por que da cesta. Ambos sentados usufruímos lentamente da refeição primorosa preparada pelo charmoso anfitrião. Meus pés agora livres do salto se alongam em busca de sua virilha, ele afronhou-se na cadeira e permitiu que eu tocasse com meu pé direito sua parte mais intima. O barulho que sua cinta fez ao se desprender da calça deixou-me apuradamente excitada, e lá estava ele com sua mão direita ocupada com seu intimo objeto de prazer. Sua masturbação iniciou-se entre nossos olhares de perdição, ele encarando-me severamente, seus lábios tempestuosos formando linhas desgovernadas, seus olhos fixos em um dos meus seios expostos. Sua camiseta estava propositalmente aberta. Seu cabelo adequadamente arrumado, alinhado em sua forma absoluta de perfeição. Ele então interrompeu bruscamente sua impulsividade desenfreada e disse com seus olhos ainda desfocados de prazer;
- Quero seus lábios tocando-me. –Ele murmura. Então desta vez, sou eu que terei que agora obrigar-me a mim mesma a sua perdição. Ele deita-se rapidamente e seu corpo majestosamente másculo deixa visível sobre, seus milhões de traços, as partes antes cobertas pela sua elegante roupa. Meus lábios tocam a pele frágil de seu pênis. –Oh... –Ele geme, em meio ao meu enlouquecedor toque. Sua mão instala-se sobre meus cabelos puxando-os, entrelaçando-os em seus dedos. As suas preliminares enfim acabaram. A hora do verdadeiro prazer havia chegado. Antes, ele correu rapidamente á mesa e buscou uma cereja. Ao sentar novamente na cama, ele gentilmente ordenou:
-Abra a boca. Ele depositou entre meus lábios a cereja. Seus dedos passaram ligeiramente no meu seio esquerdo, excitando-o. Depois sua boca encostou sobre a minha, e o gosto doce da cereja, ambas as bocas sentiu. Antes que voltássemos pra cama, ele jogou cruelmente seu olhar sobre mim, os meus tímidos olhos cor de mel cintilaram com o inesperado agora á minha vista. -Um anel. –Eu apressadamente murmurei. –Sim, um anel. E então quer namorar comigo? –Ele sussurra.
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