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Morte enuvial
Maria Luiza

I
O ar não se condensa, apenas é gélido.
No ar brota a dança do coração fétido.
Tão perverso, tão negro, tão pesado,
Não há escapatória, por mais alado.

A densidade pode ser cortada com uma faca,
O silêncio nasce, o silêncio reina. Ele mata.
As lágrimas alheias que no teu pranto cria,
São marcas esculpidas da ilusão sombria.

Talhado com mil faces, em base de brutalidade.
Do ar fúnebre em combustão, o ar da saudade.

II
Tão rasteira, tão delicada. Silenciosa.
Está aguardando na curva mais sinuosa.
Escorre o manto por tua face dourada,
Apaga as lembranças da alegria recuada.

Tão voraz, repentina. Deliciosa.
O alívio do radical, da agonia tempestuosa.
Tão abrasadora, tão suave, tão gentil.
Ignora a força do músculo mais vil.

Pesa-te nos ombros, pressiona suas pálpebras.
Sensações tão cruéis, tão pacíficas. Cálidas.


Biografia:
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