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Carros-fortes poluem e congestionam o calçadão
Galdino Mesquita

Sábado de manhã, famílias inteiras estão no calçadão da Barão de Jundiaí. O local é considerado um shopping a céu aberto, com fachadas restauradas e chão de tabletes de cimento; deveria ser frequentado somente por pessoas, pombos, pets e, quem sabe? bicicletas. Exceção deveria ser só para carro da polícia, guarda ou ambulância atendendo emergência. Mas o que se vê são dois, três carros-fortes parados no meio da rua, com motores ligados e soltando fumaça por horas. Os funcionários destas empresas coletoras de dinheiro não falam com as pessoas, não respondem, olham pras pessoas com o dedo no gatilho. Alguns almoçam e dormem nos carros-fortes. Uma senhora pergunta para o guarda municipal se infrações podem ser cometidas por transportadoras de valores. Resposta: "Sempre foi assim e vai continuar sendo".

A Folha de São Paulo fez uma reportagem sobre o assunto em fevereiro (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/875210-carro-forte-prejudica-transito-de-sp-para-almoco-de-vigilantes.shtml) apontando os abusos cometidos pelos carros-fortes na capital. Tanto lá como cá, estes veículos não têm autorização para estacionar em fila dupla, em vagas de idosos ou invadir o calçadão (das 8 às 18 horas). Fora deste período, podem sim fazer carga e descarga nos lugares sinalizados para isso. O fato de todos eles nunca desligarem o motor, segundo as empresas, é por motivo de segurança: sempre estão prontos para acelerar e fugir de assaltos (mesmo que seja em cima da faixa de pedestre ou num calçadão lotado de pessoas).

Na cidade de Cascavel (PR), em abril deste ano, foi aprovada uma lei municipal com algumas regras para coibir abusos dos carros-fortes. O Projeto de Lei 028/2011, de autoria do vereador cascavelense Leonardo Mion (PSDB), disciplina a parada e estacionamento de carros-fortes das empresas transportadoras. A proposta foi aprovada na Câmara mas não sancionada pela Prefeitura ainda. Mion disse que seu projeto faz com que o município fique adequado ao Código Nacional de Trânsito, proibindo a parada em fila dupla nas imediações de estabelecimentos bancários e outras empresas onde são feitas as coletas de valores.

A matéria da Folha informa que o horário do almoço é crítico. "No centro de São Paulo, se vê uma sequência de infrações de trânsito. Carros-fortes estacionados em zona azul e em local proibido enquanto funcionários da empresa almoçam em churrascaria. Um carro-forte estaciona diante do ponto de ônibus e obriga os passageiros a embarcarem no meio da rua. Outro 'come' um pedaço da guia rebaixada. O terceiro não se intimida com a placa de proibido estacionar. O outro ignora a exigência do cartão de zona azul -- às vezes, ocupam as vagas reservadas para os idosos. A empresa Transbank alega instruir seus empregados 'a cumprirem com rigor as normas de trânsito' e que um 'eventual descumprimento objetivamente constatado é tratado com a responsabilização do funcionário".


Biografia:
Jornalista, editor, professor de jornalismo na Universidade Paulista - Unip. Com especialização em Educação Ambiental, pela FSL de Jaboticabal, tem artigos publicados em várias capitais.
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