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Cerveja!
Não devo te chamar assim, nãoé¿ De tanta intimidade que tenho com você!
Você, a mais bela do mundo, do El mundi, a mais gostosa, linda por natureza, pode ser loira, morena, vermelha ou negra! Te amo da sua maneira. Mas serei sincero: prefiro todas, mas só amei a loira.
Como próximo de você sei que sou, te chamo de Breja e quando já começo a trocar seu nome, você não se importa, você é Bela, muy, você é Cerva!
A Cerva, só você me entende! Não se importa de ir para os lugares que eu vou, aliás, sempre adivinha aonde vou estar. Não sou perseguido por você, sei que talvez eu seja admirado.
Sente-se agora aqui na minha mesa. Solta fumaça. Acho que é fogo, calor. Venha para mim, venha. Deixe eu por meus lábios em você, e sentir seu sabor. Sei que irá me embebedar novamente, irá ouvir minhas tristezas, meus caminhos desajustados, e no final, sempre no final, já estará quente.
Aquela noite, darei mais uma com você: minha saidera – e irei embora para aquela casa, com seu cheiro e bêbado, bêbado de Amor, Amor que foi você.
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