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A NAVE DA VIDA
Carlos de Almeida


O começo, meio e fim,
Ninguém sabe ao certo,
As cabeças são confusas,
É a lei do mais esperto.
Palavras ditas ao vento,
Concretizadas com cimento,
Com areia do deserto.

São vagas as explicações,
Atitudes são tomadas,
Nos templos das ilusões,
As verdades são guardadas.
Um lendário templário,
Pode sair de um armário,
Com espadas e flechadas?..

Buscar, sempre o caminho,
O tempo não dá sossego,
Os portais teem espinhos,
Mas na fé, tem aconchego.
Quem procura uma resposta,
Achará várias propostas,
Até mesmo, o desapego.

Uma mente bem arejada,
Facilita à reflexão,
Ao invés de insanas pedradas,
Vale mais a compreensão,
Assim se planta a semente,
É mais um sobrevivente,
Chamado então “de irmão.”

O sentido de toda vida,
É evitar a extinção,
A resposta talvez esteja,
Na palma de cada mão.
Cada um tem sua chave,
É piloto da sua nave,
No compasso do coração.





Este texto é administrado por: Carlos Mambucaba
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