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RIO DAS ALMAS 2 IND 14 ANOS LIVRE
DE PAULO FOG
ricardo fogzy

Resumo:
BOM

Leandra desce na rodoviária de Presidente Epitácio SP, segue numa Van da empresa que presta serviço a empreiteira onde ela irá trabalhar.
     O serviço de terraplanagem e preparo do solo para a implantação do campo industrial da usina faz Leandra derramar lágrimas ao ver aquele pequeno exército de homens e máquinas ali.
     Roney vem até ela se apresentando, ele é um dos engenheiros colega de trabalho dela.
     - Isso esta ficando lindo.
     - Pois é, e vai melhorar muito, estamos quase ao término de uma das fases.
     - Sério?
     - Sim, só que ainda temos algum impasse com o meio ambiente.
     Um outro engenheiro se aproxima deles, chama-se Marcelo, Leandra sente algo ruim ao ve-lo.
     - Olá.
     - Oi.
     Almoçam os 3 ali em uma parte reservada para os cargos acima dos trabalhadores normais no restaurante improvisado pela empresa, a comida vem de Rio das Almas, a cidade mais próxima dali, uns 50 km.
     - Gente, não sei vocês, mais eu estava morrendo de fome.
     - Acredite, nós também.
     Leandra olha para os dois ali a sua frente, Roney a olha com alegria, já Marcelo com desejo misturado em outras intenções.
     Eles conversam mais um pouco quando vem até eles uma moça que pede para que Leandra a acompanhe.
     - Sim, obrigado.
     As duas andam por entre as máquinas pesadas ali agora paradas, estacionadas devido ao horário de almoço.
     - Por aqui.
     - Sim.
     Elas entram numa varanda, na terceira porta, a mulher bate levemente, abre esta e indica a Leandra que entre.
     - Obrigado.
     - Tudo bem.
     Diante dela numa sala improvisada, um senhor de seus 60 anos, termina de acender um charuto.
     - Você é a nova engenheira?
     - Sim senhor.....?
     - Claudionor, sou o responsável por toda essa loucura ai fora.
     - Me desculpe sr Claudionor, conversamos por telefone muito brevemente, não consegui ligar a voz a pessoa.
     - Tudo bem, pode ficar tranquila, é nova, sacudida, isso é bom, estamos precisando de gente jovem por aqui.
     - Bem e quando começo?
     - Amanhã, bem cedo, de preferência chegue junto dos cabras ou antes.
     - Que horas seriam essas?
     - Por volta das 4 horas.
     - Ás quatro?
     - Sim.   Ela olha para o lado e leva a mão a cabeça, Claudionor não segura o riso e cai na gargalhada.
     - Brincadeira doutora, os engenheiros chegam por volta das 7.
     - Ai que bom. Alivia Leandra rindo também.
     Leandra se sente bem junto de Claudionor que lhe aponta o sofá ao lado da mesa, ela senta e os dois ficam a papear, ele lhe mostra os projetos e até onde foram avançados.
     - Mais desse jeito, nesse rumo não vamos entregar nem 50 por cento no tempo determinado.
     - Tá vendo, isso que digo, a gente conhece quem quer e sabe trabalhar.
     - Olhe senhor Claudionor, a partir de amanhã, vamos correr contra o relógio.
     - Pronto, gostei de ouvir isso.
     O homem lhe serve café, Leandra bebe enquanto ouve as estórias dele, por onde passara e como conseguiu chegar naquele status na empresa.
     - Nossa senhor Claudionor, com certeza o senhor sacrificou e muito sua vida.
     - Sim, e olhe, valeu, cada instante, hoje cá estou a gerar sustento e garantir que o país não fique por inteiro no escuro.
                    
                                               23012020.............
    








                             2




               Ás 7 da manhã, Leandra já esta no canteiro de obras, já fora até o escritório e revisara as plantas, marcou uma reunião com so 3 seguranças de trabalho onde fora discutido vários pontos sobre a segurança geral e individual dos funcionários.
      Claudionor observa da janela de sua sala, o proceder de Leandra faz o homem suspirar ali em lembranças do tempo em que ele estava ali.
      Jovem e se sentindo destemido, Claudionor fora em seus 20 anos para sua experiência campo de trabalho.
      Agora ali, ele limpa os olhos, pois sua mente fora invadida por lembranças e algumas passagens um tanto tristes.
      - Agora vou ter de limpar estes olhos, por que fui juntar essas lembranças.
      Batem a porta e logo entra ali Marcelo que logo se serve de café enquanto passa os olhos em algumas revistas e jornais.
      - Bom dia.
      - Bom dia dr.
      - O que houve?
      - Eu gostaria de falar sobre as rotas de fuga na ala sul.
      - Já não fizemos o projeto disso?
      - O problema é que estes materiais, sinceramente dr, esta usando produtos de excelente qualidade assim que.......
      - O que quer Marcelo, por acaso quer usar materiais de baixa qualidade?
      - Não é bem assim, o fato é que poderíamos deixar estes materiais para outro ponto mais importante.
      - Não creio que estou a ouvir isso.
      - Por favor, só escute o que lhe digo tio.
      - Pare Marcelo, já te disse, aqui você é um engenheiro empregado, não se esqueça um empregado.
      - Sim doutor.
      - Só era isso, por favor........
      - Tudo bem.
      Marcelo segue para a porta, mais antes olha para o chefe ali a olhar pela janela.
      - Ela é muito bonita mesmo.
      - Vá trabalhar.
      - Sim doutor.
      Em Rio das Almas, Moisés ajuda na limpeza do Flor da Noite, a melhor casa de diversão noturna para homens da cidade.
      Matilde se aproxima do garoto, traz consigo duas laranjas sendo que uma ela ja faz uso.
      - Pegue garoto.
      - Obrigado.
      - Olhe, isso aqui nunca ficou tão limpo quanto a estes dias que esta aqui.
      - É deu um pouco de trabalho lavar essas tábuas da parede.
      - Sabe, ainda não consigo entender por que ela mantém este salão como quando adquiriu ele.
      - Deve ser o talismã dela.
      - É pode ser isso.
      - Bem vou acabar logo com isso, ainda tenho de ir ao depósito de dona Teresa.
      - Olha, tá ai outra coisa, acredite, elas duas não se dão e olhe faz muitos anos, mais ainda compra bebidas e outros produtos daquele lugar.
      - É o único depósito grande daqui e os preços ali são bem justos.
      - Pois é sabe, acho que vou te convidar para irmos ao Bazar do seu João.
      - O Shangay, não sei não, vocês demoram muito.
      - A vai, preciso de companhia, prefiro a sua.
      - Lógico, sou o burro de carga de vocês. Risos.
      Matilde sai dali, Moisés termina a limpeza, Carmem desce do seu quarto.
      - Dona Carmem.
      - Oi Moi.
      - Quer café?
      - Sim, por favor.
      - Olhe, fiz aquelas bolachas que a senhora gosta, as quer?
      - Ai menino, se soubesse o que eu sinto quando me chama de senhora.
      - Feliz?
      - Não, velha. Risos.
      - Depois vou buscar as bebidas e outros produtos para o lugar no depósito.
      - Tá certo, pegue o dinheiro em meu quarto.
      - Sim senhora.
      - Ah, Moisés, agora com a vinda de mais gente para esta usina ai que vão fazer, estiver pensando, vamos fazer shows.
      - Com as garotas?
      - Sim, mais também pensei em termos cantores daqui da região se apresentando.
      - Só se forem homens, por que as mulheres não aceitarão, afinal, temem ficarem..........
      - Mal faladas.
      - É, isso infelizmente acontece e muito.
      - Por que não abre uma casa, só de shows?
      - Até que não é má idéia, só me falta o capital.
      Tempo depois, Moisés segue com a carriola para o depósito, logo tem ali 2 caixas de cervejas e alguns litros de bebidas e outros de limpeza.
      - Aqui o dinheiro.
      - Sei, pode deixar, sei que esta certo.
      - Muito obrigado dona Tereza.
      - Me diz garoto, Carmem lhe paga bem?
      - Ela banca meus estudos, me dá roupa, calçado, comida e um teto.
      - Sabe, logo eu vou tirar você daquele lugar, ali não é local para um homem decente.
      - Por que?
      - Por que logo logo você será um homem e vai querer ficar conhecido como o cara do bordel?
      - O que sei dona Tereza é que dona Carmem me trata muito bem, só tenho que agradecer.
      - Você não sabe nada da vida, tem jovialidade e vontade de crescer.
      - Preciso do trabalho, tenho que mandar dinheiro para Alagoas.
      - Sei, sua família ficou por lá.
      - Minha mãe esta muito doente, minhas irmãs estão com ela.
      - Fique tranquilo, vou ajudar vocês.
      - Obrigado senhora.
      O menino leva as bebidas naquela carriola por mais alguns metros, José o garçom do Flor o ajuda com aquilo.
                                                       25012020.............


Biografia:
ler e escrever é minha vida assim
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