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SOB O MESMO PARAÍSO 5 IND 16 ANOS
COM AJUDA DE IONE AZ
ricardo fogz

Resumo:
EXCELENTE

Nancy lava o rosto, tendo o apoio de Marluce.
   - É colega, a vida ás vezes nos mostra o que a gente insiste em não ver.
- Eu não posso.
- O que você não pode?
- Não posso deixar essa ilha, eu não posso.
- Te entendo, também já fiquei nessa situação e não foi só uma vez, mais olha, eu posso te abrigar em minha casa, vem comigo.
- Não é isso, Marluce, eu não posso e nem quero ir.
   - Ai fica dificil, este homem já lhe deu uma pequena amostra do quem vem por ai.
   - Como assim Marluce, o que você quer dizer com isso?
   - Nada, nada, loucura minha, coisa da idade, é isso, mais vai deixa de ser teimosa, vem comigo.
   - Não, eu vou ficar, obrigado.
   - Tem certeza?
   - Sim, eu tenho. Marluce recebe nancy ali que a abraça e lágrimas vem dos olhos de ambos.
   - Olha, ás vezes, a gente pensa que é obrigado a aceitar tudo que a vida nos impõe, mais sabe, sempre há outros caminhos, sempre.
   - Muito obrigado por vir e ficar aqui comigo.
   - Mulher, somos mulheres, temos por obrigação de nos cuidar, uma das outras.
   - Eu sei, sabe, você é divina.
   - Não, sou não, sou uma velha qualquer que a vida fez e desfez até que um dia ela se cansou e me deixou viver.
   - Seu coração é enorme.
   - Igual ao seu, eu não sei o segredo que te faz querer ficar mais olhe, é sério, tem aqui uma amiga.
   - Obrigado.   Nancy beija a face de Marluce que faz um afago nos cabelos desta.
   - Já na varanda, Nancy vê ali sentado Marcos que ao ve-la vai até a mulher.
   - Me perdoe.
   - Tudo bem, também fui culpada.
   - Não, não, não foi, eu é que sou um bruto inconsequente.
   - Tá certo, vamos voltar ao festejo?
   - Você esta melhor?
   - Sim, já estou.
   Marluce vem até eles.
   - Conserve essa mulher Marcos, outra igual a ela você não conseguirá.
   - Eu sei, como sei, me desculpe Marluce se fui rude.
   - Mais olha só, o rei da ilha pede desculpas, essa não, agora sim a mudança total.
   - Estou desculpado?
   - Nem me lembro mais. Marcos traz Marluce para si e a abraça, ela aproveita e lhe diz ao ouvido.
   - Cuide bem dela, é um tesouro que tens em mãos, ela é sofrida mais não é tola, como as outras, isso ela não é.
   A mulher sai dali deixando os a beberem um refri de caja manga, uma das moças vem a eles.
   - Tem mais cerveja?
   - Tá na cozinha.
   - Vou lá.
   Nancy olha para ele que a traz para um beijo, da cozinha a mulher pega as cervejas e olha na janela, Marluce indo em direção a lancha.
   - Deixe tudo pronto, acho que logo partiremos.
   - Sim senhora.
   - Não beba demasiado, você tem vidas para levar.
   - Eu sei dona Marluce.
   - O que foi Luis, te conheço muito bem, não vem com essa de dona para cima de mim.
   - Tá certo, Marluce. Risos.
   - E olhe, tome muito cuidado com seus negócios e a dona dessa ilha.
   - Negócios, que negócios?
   - Não foi sendo boba que cheguei até aqui, afinal também fiz isso ou ainda faço para me manter na vida, só tome cuidado, muito mesmo.
   - Não estou entendo Marluce.
   - Nem eu quero entender, só ouça, seja o que for, tome cautela, Marcos é imprevizível e muito ruim quando quer.
   - Eu hein.
   - Bem, foi avisado, deixe-me retornar a festa.
   - O clima melhorou?
   - Nunca esteve melhor.   Marluce sai deixando Luis a mexer em sua caixa de ferramentas onde ele escondeu o saco plástico.
                                                  1608019.........




                                   Marluce se despede do casal ainda com os primeiros raios de sol por vir, as moças também sobem na lancha em clima de pós festas.
   - Obrigado Marluce, meninas, vocês são demais.
   - Tchau gente.
   - Tchau.
   Marluce abraça Marcos, agora ali junto de Nancy em um abraço que traz lembranças de seu tempo em mocidade.
   - Por favor menina, se cuide, tome juizo, por favor, não se esqueça, minha casa esta de portas abertas para ti.
   - Obrigado Marluce.
   - Tchau.
   - Tchau.
   Luis saúda de longe ao casal, Marcos corresponde com um aceno e logo ouvem o ruído do motor da lancha.
   Já ao longe, Nancy ainda acena, Marcos enlaça a mulher na cintura.
   - O que foi amor?
   - Tô querendo você.
   - Sabe, acho que é isso que eu mais gosto de ti.
   - Então vamos logo.
   - Aqui?
   - Por que não. O beijo é o inicio de roupas ao chão, logo ali na grama embaixo de uma árvore o sexo acontece e Sofia sai do quarto em uma camisola branca com detalhes em prata na lateral, na cozinha ela tira do refrigerador uma caixa de suco e serve um copo para si.
   - O que foi amor, tanta sede.
   - Bom dia.
   - Bom.   Francisco beija ela e recebe um morango na boca.
   - O que pretende fazer?
   - Acho que devo fazer uma visita a ilha.
   - Como assim, veio de lá, nesses dias.
   - Não sei, mas acho que meu irmão entrou em uma cilada.
   - Que tipo de cilada?
   - Nada não.
   - Vai logo diz ai.
   - Você conheceu essa nova Nancy?
   - Mais ou menos, na realidade, em uma varredura o que me deixou um tanto surpreso é o fato dela ser igual as outras, só que não consegui saber muito do passado dela.
   - Nem eu.
   - Acha que ela foi plantada ali?
   - Não, mais não podemos descartar.
   - Sabe que mexer com ela é arrumar um grande problema com seu irmão.
   - Deixa que com ela eu resolvo.
   - Pois é, isso eu sei.
   - Vá, trate de cuidar dos negócios.
   - Não precisa dar comando a galo antigo.
   - Vou resolver alguns também.
                                                                                                  18082019.........




                                        Nancy termina de lavar a louça, na estufa Marcos cuida de seu plantio, ela sai da cozinha e segue para o quarto, da primeira gaveta da cômoda ela pega um molho de chaves, segue pelo corredor e abre a porta de um quarto, neste ela faz a troca de roupa de cama.
   - Este quarto é mais arejado que o outro.
   Terminado ali ela abre a cortina do quarto e ao mexer na vidraça cai um envelope que estava preso nesta, na parte de cima.
   - O que é isso?
   Nancy limpa as mãos na roupa e pega o envelope, sopra este devido ao grande acúmulo de pó, abre e tira uma chave de dentro.
   - De onde é esta chave?
   Ela sai dali e segue para a varanda, ali sentada ela fica a admirar á chave.
   - Oi amor.
   - Oi Marcos.   Ele vê na mão a chave, avança e lhe toma.
   - O que está fazendo com isso, me diz, de onde a pegou, vai fale logo?
   - Calma, eu a encontrei, nem sei o que ela abre e...........
   Marcos com a chave em mãos se descontrola, em gritos, dispara e num surto dá um tapa nela que cai ao chão.
   - Para Marcos.
   - O que foi, vai querer me prejudicar agora.
   Sem qualquer controle sobre si, ele manda mais tapas na mulher que tenta defender-se como pode.
   Já se passa dos 3 minutos, quando Nancy consegue rolar para longe dele.
   - Eu não vou para a cadeia, não vou.
   Ela ouve aquilo tentando levantar-se mais não consegue, o máximo que faz é sentar encostada á parede, só então Marcos vai se estabelecendo, tomando ciência do fato ali, ele inicia um choro que mais parece um bicho selvagem grunhindo.
   - Me perdoe, por favor Nancy, me perdoe, eu te amo, te amo.
   Ele vai até ela e ajuda a levantar, Nancy chora muito, os hematomas vão tomando forma na face e em outras partes de seu corpo.
   - Meu Deus, o que eu fiz com você, sou um monstro, me perdoe, me perdoe.
                                                    20082019.......


Biografia:
amo ler e amo muito mais escrever
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