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O NOBRE DOUTOR BARACK HUSSEIN OBAMA
Fátima Trinchão

Resumo:
Artigo que objetiva comentar a posse do presidente dos Estados Unidos da América.

O NOBRE DOUTOR BARACK HUSSEIN OBAMA JÚNIOR


             Hoje aos 20 de janeiro do ano da graça de dois mil e nove, o mundo pára entre agradecido e extasiado, para constatar mais uma vez, como se tal não ocorresse a todos os segundos, a teia bem tecida do destino, que engendrou desde tempos primevos o acontecimento que atrai a atenção da humanidade: A posse do Doutor Barack Hussein Obama Júnior, na presidência dos Estados Unidos da América do Norte, país mais poderoso do mundo, cuja política de segregação racial, durante muito tempo se fez patente naquela sociedade, e ainda hoje muitos dos seus frutos amargos são provados pela comunidade afro-americana. Durante o seu discurso de posse, Doutor Obama relembrou que: “Há quarenta anos, seu pai não seria servido num restaurante americano e hoje, o filho é presidente dos Estados Unidos”. Os tempos mudaram. Mas, durante esse percurso, quem hoje tem entre quarenta e cinco a cinqüenta anos de idade soube das notícias chegadas através de rádio e televisão dos confrontos entre ativistas negros e a polícia americana, quando aqueles buscavam a igualdade de direitos num país que também fora construído por eles, e a eles também era devida parte de sua riqueza, mas, que a eles delegava somente a grande parte do quinhão da pobreza e marginalidade. Quem não viu através das redes de televisão da época as marchas corajosas da década de setenta em que Ângela Davis congregava milhares de pessoas que juntas marchavam em busca de justiça e igualdade social para os homens e mulheres negros? Quem nunca ouviu falar a respeito de Rosa Parkis, mulher negra que, em 01 de dezembro de 1955, após um dia de trabalho intenso e cansativo, recusou-se a aceitar a ordem do motorista de ônibus James Blackis a levantar-se do acento que ocupava para cedê-lo a um homem branco, segundo ditavam as regras de segregação racial ? Inúmeros os fatos, vários são os exemplos, variadas as formas de luta, mas, lutaram e resistiram sempre. Em verdade é preciso, mostrar ao mundo que a igualdade é o objetivo e o direito de todos nós. Em muitos recantos da Terra, os negros oriundos do continente africano, escravizados que foram, levaram a sua cultura e enriqueceram essas terras com o seu conhecimento, e o seu labor, até hoje não reconhecido, o que levou Malcon X em um dos seus textos a revelar-nos: “O que fizeram de nós... escravizaram-nos de tal maneira, que até a nossa auto-estima tiraram..Sem nós essa terra não teria vida, portanto, a dívida conosco é impagável”. Não existe sociedade realmente livre e progressiva, quando os seus participantes, são tratados injustamente, as exclusões, ainda que pequenas, enodoam a todos; não adianta fechar os olhos, tampar o nariz, cobrir os ouvidos, somos responsáveis, “a injustiça em qualquer lugar, é uma ameaça a todos em todo lugar”. Ensandeceram-se alguns e ensandecidos, usurparam todo o direito que aquelas pessoas deveriam ter em nome de supostas hegemonias, A marginalidade em que o negro foi jogado, a falta de oportunidades, à desassistência nos postos de saúde e hospitais, a falta de respeito, as perseguições, em todos esses momentos, o levou a lutar e resistir, resistir sempre, até que todos saibam que o homem é igual e que um dia “ o filho do escravo e o filho do senhor de escravos, caminharão juntos rumo à terra prometida.”Em uma sociedade que se quer democrática, as oportunidades têm que ser estendidas igualmente a todos, para que haja equilíbrio, paz e progresso. De lutas e resistência é a história do povo negro americano , assim como, de lutas e resistência é a história do povo negro do mundo inteiro.
                  A escalada triunfal do Doutor Barack Hussein Obama, deixa bem explícito ao mundo que, a cor da pele não deve separar as pessoas; que as pessoas devem ser avaliadas pela sua competência, caráter e dignidade; o objetivo maior deve ser o crescimento e o bem-estar de todos; a sua eleição foi uma surpresa para o mundo e um exemplo de como as diferenças podem ser relegadas quando o bem comum é prioridade. Nascido em quatro (04) de agosto de 1961, em Honolulu, filho do queniano Barack Obama e da americana Ann Dunhann, Barack Hussein Obama Júnior freqüentou escolas muçulmanas e cristãs durante dois anos, mais tarde prosseguiu os seus estudos no Occidental College de Los Angeles e depois na Collumbia University de Nova Iorque, mais tarde freqüentou a Harvard Law School, onde obteve elevada distinção honorífica.Em 1996, foi eleito para o Senado de Illinois, onde permaneceu até dois mil e quatro (2004), quatro anos após, foi eleito para o Senado dos Estados Unidos pelo Partido Democrata. Entre as suas tantas qualidades a de brilhante orador, merece realce, quando em discurso na Convenção Nacional Democrata enfatiza: Não há uma América negra e uma América branca; uma América latina e uma América asiática. Há os Estados Unidos da América.”. Devotado marido, pai, profissional, floresce em nós imenso entusiasmo em vê-lo na Casa Branca, ocupando o cargo ao qual faz jus e para o qual foi escolhido, enfrentando questões de interesse relevante para a humanidade, tais como as questões ambientais, a crise econômica que arrasta no seu bojo, trabalhadores e faz ruir a perspectiva de dias melhores; o confronto na faixa de Gaza, a guerra do Iraque... Em seu discurso de posse em Washington, realçou que, “Uma nação não pode prosperar, quando favorece apenas os prósperos”.
                    De certo modo, o Doutor Obama nos traz de volta a esperança, esperança esta que foi o ícone de sua campanha eleitoral; e a barreira entre o sonho e a realidade foi rompida, e grande é a vibração do mundo pelo seu sucesso. Os ventos sopram e nos trazem notícias auspiciosas de novos tempos, quem tiver ouvidos que ouça e quem tiver olhos que veja, dificuldades existirão sempre, mas, a crença num mundo melhor, nos faz torcer para que tudo dê certo e nos faz acreditar que sim, afinal, não foi à toa que este teia, tão bem tecida pelo Alto, veio nos mostrar que, a Terra é um só planeta, e apesar das diferenças existentes, as nossas semelhanças são maiores e grande é a esperança de que juntos possamos atuar e ajudar a construir um mundo melhor, irmanados no mesmo objetivo de inclusão e crescimento, busquemos um mundo de igualdade, pois todos que estamos aqui, temos uma meta a alcançar em prol de um mundo melhor; fraternidade, pois que todos somos um, e o que atinge a um, repercutirá em todos; liberdade, para que possamos fazer tudo que seja melhor para todos. Isso nós podemos; sim, nós podemos!           

                    Diante de tal exemplo relevante de democracia e maturidade política, com o Pastor Luther King dizemos: “ Eu gostaria de viver bastante, como todo o mundo, mas, não estou preocupado com isso agora. Só quero cumprir a vontade de Deus, e ele me deixou subir a montanha. Eu olhei de cima e vi a terra prometida. Talvez eu não chegue lá, mas quero que saibam hoje que nós, como povo, teremos uma terra prometida. Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor.”


                                          








                                                                                                        






Biografia:
Nascida na Bahia, município de Euclides da Cunha, veio para Salvador com seis meses de idade, estudou em escolas públicas da capital baiana, vindo a formar-se em Letras Vernáculas pela Universidade Católica de Salvador. Exerce a profissão de professora, em Escolas públicas da capital. Publicou alumas antologias, entre elas HAGORAG,Salvador 460 anos de poesia; Bahia de Todos em Contos, além de publicações nos jornais da capital baiana. Com um site no recanto das letras,fatimatrinchao.net, em que tem a oportunidade também de apresentar além de poesias, contos, artigos e crônicas. Cultora da poesia e das artes em geral, admira a todos os que dedicam-se à tão nobre mister.
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