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Desejo estar aonde todos possam chegar,
sem portas altas demais para o cansaço,
sem nomes que se imponham ao lugar,
nem muros que escolham quem tem espaço.
Que o passo mais lento possa ali ficar
sem medo de não caber no compasso,
e que existir não precise explicar.
Que seja chão de encontro e de abrigo,
onde o olhar não pese mais que o ser,
e o outro não se torne um inimigo
por não caber no mesmo entender.
Desejo estar — e contigo —
no simples direito de viver,
aonde chegar seja também permanecer.
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