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🔴 O descobrimento do Brasil
Rafael da Silva Claro


As tentativas de estragar a festa extrapolaram as raias da razoabilidade, chegando à insanidade. Tentativas: ameaça de intervenção de torcidas organizadas, judicialização das manifestações, um veículo invadindo o Palácio do Alvorada, a espera de uma chuva que viria como um balde d’água fria e a derradeira e tresloucada retenção de um jornalista português. O desespero petista para esconder a ditadura, bem como, evitar a exibição da popularidade oposicionista, só ajudou a hipertrofiar o evento.

Algum vilão atrapalhado teve a infeliz ideia de reter o jornalista português, Sérgio Tavares, no aeroporto internacional de São Paulo. Essa tentativa desesperada de “melar” a cobertura internacional se revelou um “tiro no pé”. A repercussão transformou o português num ”popstar”, adiantou e potencializou o objetivo. Pois, o jornalista europeu não poderia armar um roteiro tão perfeito para reportar o que está acontecendo aqui. O que era para passar despercebido tornou-se um incidente diplomático, e a PF (Polícia Federal) involuntariamente fez uma reparação histórica: presenteou Portugal com uma enorme piada de brasileiro.

O jornalista português pôde experimentar o que muitos brasileiros estão acostumados; ele foi tachado de blogueiro, bolsonarista e extrema-direita. Esses rótulos carimbam as pessoas que devem ser desqualificadas, portanto, o que dizem e o que mostram não pode ser levado a sério. Esta técnica covarde, chamada de “argumentum ad hominem”, encerra qualquer debate. Exemplo: Alguém que não concorda com a vacina COVID-19, de início é estigmatizado como “negacionista”.

Prontamente, com algum interesse monetário ou político, algumas personalidades populares, acusando o golpe, invadiram as redes sociais. Essas almas podres xingaram pessoas que eram tão normais como quaisquer parentes ou amigos que não sofrem de cegueira ideológica. Para alguns, pode parecer estranho indivíduos — sem a fantasia (boné, camiseta e bandeira) ideológica, que não representam sindicatos, associações classistas ou partidos — aceitarem comparecer sem a promessa de mortadela, busão fretado e cachê.

A imprensa comprada, como de costume, foi uma vergonha. Sem vergonha, o “dedurismo” das redações, numa jogada ensaiada com o governo federal, cobriu as manifestações apenas para “pegar algum escorregão” do Bolsonaro e bolsonaristas. Por dinheiro (o cala a boca pecuniário), militância, algo não descoberto ou tudo isso junto, a imprensa resolveu esconder os fatos. Portanto, é mais recomendável se informar na mesa de um bar ou com qualquer pessoa no supermercado, no ponto de ônibus ou na sua rua; enquanto um economista ou os especialistas da TV ou do jornal podem aliviar as notícias econômicas — porque se é amigo do ministro.

Ministros não podem ser fonte jornalística; no entanto, aqui, eles fazem uma tabelinha com os jornalistas (chamada de fonte) que, claro, atendem ao “toma lá, da cá” e obedecem aos interesses. Este exemplo escancara o conflito de interesses, bem como, a subserviência de jornalistas que têm compromissos inconfessáveis, não com a verdade. A relação, promíscua, entre veículos de comunicação, cidadãos com interesses escusos e governo fazem uma vítima: quem estava na Avenida Paulista.

A quantidade de presentes ao ato variou de acordo com a narrativa: 180.000, 500.000 ou 750.000 pessoas. A mais honesta das avaliações disse que a “Paulista” estava lotada. Para quem viu a Avenida Paulista lotada de pontos amarelos, cada pessoa significa um número; entretanto, daqui a uns 50 anos, filhos, netos e sobrinhos herdarão um país livre, conquistado pelos seus ascendentes.


Biografia:
Ensino secundário completo. Trabalhei em várias empresas, fora da literatura. Tenho um blog, onde publico meus textos: “Gazeta Explosiva” Blogger
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