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Pra você, me faço fonte, sou toda desejos
Jorra o meu amor, feito água corrente
entre dois rios que deságuam em beijos
sedentos por um amar perdidamente
Despida de pudor, sou tua musa-inspiratrice
distante de mim, mais perto da divina arte
que é o dom de amar, foi o anjo quem disse
que vivo para me entregar, e em vida, dar-te
No labirinto de uma noite nos perdemos
inflamados na volúpia do ardente espasmo
só a lua testemunha essa febre que temos
da paixão que irrompe no céu de um orgasmo
Me faça um nobre pedido, de pronto realizo
não jogue a moeda, meu amor não tem valor
Em sussurros você perde todo o resto de juízo
assim como tudo aquilo que derrete no fervor
Querer sublime, que em voraz poesia me consome
dois corações em batalha, corpos que cedem
por água, leite, mel, sumo, carne, mortos de fome
e que na fonte eterna dos desejos, se embebem
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Biografia: Sobre minha pessoa, pouco sei, mas posso dizer que sou aquela que na vida anda só, que faz da escrita sua amante, que desvenda as veredas mais profundas do deserto que nela existe, que transborda suas paixões do modo mais feroz, que nunca está em lugar algum, mas que jamais deixará de ser um mistério a ser desvendado pelas ventanias. |