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MATA-BORRÃO
DIRCEU DETROZ

Na nossa selva de concreto
abominamos os derradeiros,
eles não têm vez,
nem aceitamos o talvez
bajulando os primeiros.

Uma cegueira,
uma surdez.

Mudos,
deixamos que os ventríloquos
falem por nós.

Revolucionários,
pichamos o mata-borrão.

Seguindo as manadas,
pisoteamos os jardins
para apreciar
a paisagem morta.


Biografia:
Sou catarinense, natural da cidade de Rio Negrinho. Minhas colunas são publicadas as sextas-feiras, no Jornal do Povo. Uma atividade sem remuneração.Meus poemas eu publico em alguns sites. Meu e-mail para contato é: dirzz@uol.com.br.
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