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ESTRADA DE AÇO 3 LIVRE 12 ANOS
DE IONE AZ E PAULO FOG
paulo azambuja

Resumo:
BOM

3




             ÁS VEZES INSISTIMOS QUE A VIDA SEJA UMA ETERNA COMITIVA, EM FESTAS E BRINDES, ESQUECEMOS QUE OS ESTRIBRILHO DE OUTRORA TEM DE SE APAGAR PARA O FUTURO DEBUTANTE QUALQUER.




        A comitiva segue acelerado em retorno ao reino de Avir, Silas acompanha as paisagens pelos furos da lona da segunda carroça, o capitão sempre ao lado do garoto tenta conversar e descobrir algo sobre ele, mais Silas somente dá curtas respostas e fica compenetrado em seu silêncio.
        No castelo, Duquel acompanha bem de perto os preparativos do banquete do funeral de Arthur e também a recepção de Silas.
        Reginaldo despacha alguns documentos e assina ordens para seus soldados e secretários que saem da sala do trono.
        - Muito trabalho primo?
        - Nada que não possa resolver.
        - Pare, nem você acredita nisso, por favor, sabe muito bem quem esta no comando, Duquel, aquela cadela velha gritante e traiçoeira
        - Olha só como fala da mulher que nos mantém aqui.
        - Ela é somente uma bruxa que insiste em se tornar algo mais.
        - O que você diz Lúcia?
        - Acorda Reginaldo, Duquel esta pouco se importanto com a gente, o que ela realmente quer é ficar no poder e não perder o controle da gente.
        - Acha que eu não sei?
        - Vai dizer que pensa em derruba-la?
        - Acho melhor esperar pelo que esta vindo.
        - O que, um garoto cretino que a gente vai ter de tomar todo cuidado.
        - O que pretende?
        - Ainda não sei, mais logo saberei.
        - Pois seja rápida, afinal ele deve cruzar aquelas grandes portas logo.
        - Que seja, com certeza eu estarei pronta.
        - Eu também.   Lúcia sai dali e segue para seu quarto, ao longe Duquel acompanha com os olhos.
        Ao entrar em seu quarto, ela desfaz o penteado e rasga seu vestido em um ataque de revolta, frente ao espelho ela esfrega um pano molhado no rosto retirando a make.
        - Desgraçado, desgraçado, eu estava prestes a ter tudo, tudo. Ela vocífera enquanto derruba vários objetos de sua penteadeira.
        Jogada ao chão, ela escreve ódio em uma folha e pega um isqueiro e põe fogo naquilo.
        - Malditos, malditos.
        Reginaldo entra em seu quarto, tira suas roupas, mergulha na banheira de mármore, logo batem a porta, entram ali 2 serviçais que o auxiliam no banho.
        - Obrigado.
        - Sr. rei, só estamos para lhe servir.
        Duquel entra ali e logo as moças saem.
        - Duquel, o que faz aqui?
        - Olhar para um garoto que mal saiu das fraldas é que não é.
        - Vai logo diz.
        - Precisamos acertar algumas coisas.
        - O que Duquel, ter você como conselheira, primeira ministra além de tutora, o que mais?
        - É pouco.
        - Como, o que quer dizer, já esta com tudo, o que quer mais?
        - Precisamos de mais.
        - O quê?
        Duquel tira de sua veste um papiro e desenrola ali perto de Reginaldo.
        - O que é isso?
        - Um projeto de uma usina renovável.
        - Usina, mais o que é isso?
        - Como sempre, lidar com uma criança corre-se o risco de sair mijado.
        - Fale logo.
        - Vamos transformar óleo natural em fonte de energia.
        - Sério?
        - Preste atenção pois não vou ficar todo tempo repetindo o procedimento e nossos lucros com tudo isso.
        - Por que agora?
        - Quer mesmo esperar a chegada do outro ou que ele tome conhecimento disso?
        - Claro que não.
        - Então escute bem.
        Duquel mostra o projeto e inicia ali a explicação de tudo para Reginaldo que ouve atentamente, nem parecendo um garoto de 13 anos.
        A chegada de Silas é marcante logo pelo inicio da manhã, com toda população cercando o caminho de entrada ao castelo, Silas desce da carroça sendo recepcionado por Duquel e Reginaldo que lança um olhar raivozo para o garoto que lhe retribui em mesma forma.
        O banquete é iniciado e nada de Lúcia se apresentar.
        Duquel sai por alguns instantes e vai até o quarto de Lúcia, porém ao mexer no trinco percebe-se a porta esta trancada.
        Uma serviçal vem a ela.
        - Cadê Lúcia?
        - Não sei senhora.
        - Pois deveria saber.
        A mulher fica em silêncio e pânico e após ouvir um grito sai dali.
        Nos jardins, Lúcia sentada em um banco de madeira sente o odor de uma rosa amarela, quando vai levantar-se, se depara com Silas.
        - E você, quem é?
        - Sou Silas, provavelmente o novo rei, daqui um tempo.
        11032019...............................
       














                                 4




              OS OLHOS ATÉ PODEM SER A JANELA DA ALMA, MAIS QUE ALMA ACEITA SER VISTA DE TÃO PEQUENOS OBSERVATÓRIOS, SE AO MENOS FOSSE UM LAGO, ASSIM TERIA A SATISFAÇÃO DE NAVEGAR.




        Os olhos de Silas presos aos de Lúcia que com as mãos para trás retira sem que o garoto perceba uma adága.
       - Vejo que se ja conheceram. Duquel ali junto de Reginaldo e 3 soldados.
       - Me desculpe, quis, sair um pouco, explorar o lugar.
       Lúcia guarda de volta a arma sem que eles percebam, Duquel vem a ela.
       - O que houve querida, nos deixou preocupados?
       - Vou para meu quarto.
       - Agora, melhor seguirmos para o banquete.
       - Não estou com vontade.
       - Por favor, Silas não gostaria de uma ofensa tão grande assim.
       Reginaldo traz a prima para si e segue para o salão.
       Silas se diverte com as anedotas do secretario da agricultura, Lúcia vez por outra recebe olhares de Duquel.
       Reginaldo procura saber mais de Silas, mais o garoto somente responde o que acha necessário.
       Dançarinas invadem o local para a alegria de todos, já próximo ao anoitecer o corpo de Arthur é incinerado em uma torre de lenhas umedecida em querosene.
       Lágrimas são os combustíveis, Lúcia ao longe realiza certos ritos antigos para a entrega e recebimento de almas.
       Terminada a sessão, todos vão para o salão oval onde se interam dos ultimos acontecimentos de forma que Silas é invadido por informações técnicas e pejorativas daquele reino.
       Reginaldo aproveita para sair a seu quarto, Duquel percebe a ausência dele, mais dedica total atenção a Silas que demonstra um louvável esmero em aprender sobre as engrenagens políticas sob as explicações e apontações do grupo de anciões.
       Já próximo a meia noite, começam a se retirar para seu quartos, Lúcia se despede de Silas e segue para seu aposento.
       Duquel e o garoto são os ultimos a deixarem o salão, Silas ao entrar em seu quarto recebe auxílio de 3 serviçais com as vestes de dormir e cobrir seu leito.
       Logo cedo ao som do galo, Silas acorda, na cozinha bebe seu café com leite e come generosos pedaços de pães, Lúcia surge pouco tempo depois em um vestido simples branco.
       - Bom dia.
       - Que seja.
       - O que houve?
       - Bem, vou lhe ser direta, sabe que não seremos amigos?
       - Acho que sim, agora.
       - Não seja estúpido, por que veio até este ninho de cobras?
       - Talvez por que eu serei a cobra rei.
       - Vamos ver até onde irá toda sua graça.
       - Fique tranquila, sou forte, aguento muito mais do que imagina.
       Ela se aproxima dele, colocando sua boca a centimetros da dele enquanto despeja um pó no café dele.

       
      


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