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Noventa megatons de bomba,
Oitenta golpes de cinta
E o hormônio do amor
Desanda
A brincar de oxitocina
Insistente,
Daquelas
Fechadas em local gelado
De ar,
Saliva e fome.
De sede e calor,
Suspira
Semelhanças da vontade
De viver invisível
E é ganancioso e jovem,
Se esta dor verdadeira
Disfarça o final
Do dia,
Simplesmente abandonando-o
(Vagamente na estrada);
Importa que nem saiba dela;
Nem desta dor verdadeira,
Após a razão,
Estranha…
Vem chegando às avessas
O hormônio do mundo
Perfeito e (assombroso feito),
É só essa dor derradeira e
Responde, afinal,
Noturna,
Miserável fantasia
De viver atrevido;
É uma vastidão extrema,
Comum aos outros cuidados,
Nervosos, febris,
Insanos:
Tanta vez fluorescentes
Como as flores,
Os dias,
São
Tratados de amor como possam;
Saber da dor como saiba:
Precisos no ar,
Dormentes
Sob a pele as enzimas,
Estes sais minerais,
Bom
Humor;
Sabe a quem remete
A sua meta moderna.
Por fim,
Corporal,
Insiste;
Assim é na natureza
À distância do ser,
É
Amor: sabe de si alfaces
E o fácil teme e complica,
Com ênfase e mais
Sorrisos
E perfumes ressecados
No seu corpo ingênuo
E feio.
Não importa quantas
Paradas súbitas, quanto
Sentido maior
Que este,
Engravida-se de estrelas!
Permanece inaudível
E segue se aquecendo fora
De vista (para entendê-las)
Alheias ao ar,
Confessa
A paixão completamente
Desumana de outra
Pessoa por trás desta mente
Sozinha entre milhões
De segredos do seu
Caminho
Sonolento, e elabora
O que aparente difere
Na prática tenaz das horas.
Suspiro: e tudo se acalma
E tudo que há...
Levita,
Convencido de que os sonhos
Compreende.
Ou pensa.
Silêncio em seus ouvidos cheios
De terra e golpes de tinta:
É o hormônio do amor!
É coisa
De minutos.
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