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A toxina do ócio
Sergio Ricardo Costa



Noventa megatons de bomba,
Oitenta golpes de cinta
       E o hormônio do amor
Desanda
A brincar de oxitocina
Insistente,
Daquelas
Fechadas em local gelado
De ar,
Saliva e fome.

       De sede e calor,
Suspira
Semelhanças da vontade
De viver invisível
E é ganancioso e jovem,
Se esta dor verdadeira
       Disfarça o final
Do dia,
Simplesmente abandonando-o
(Vagamente na estrada);
Importa que nem saiba dela;
Nem desta dor verdadeira,
       Após a razão,
Estranha…

Vem chegando às avessas
O hormônio do mundo
Perfeito e (assombroso feito),
É só essa dor derradeira e
       Responde, afinal,
Noturna,
Miserável fantasia
De viver atrevido;
É uma vastidão extrema,
Comum aos outros cuidados,
       Nervosos, febris,
Insanos:
Tanta vez fluorescentes
Como as flores,
Os dias,
São
Tratados de amor como possam;
Saber da dor como saiba:
       Precisos no ar,
Dormentes
Sob a pele as enzimas,
Estes sais minerais,
Bom
Humor;
Sabe a quem remete
A sua meta moderna.

       Por fim,
Corporal,
Insiste;
Assim é na natureza
À distância do ser,
É
Amor: sabe de si alfaces
E o fácil teme e complica,
       Com ênfase e mais
Sorrisos
E perfumes ressecados
No seu corpo ingênuo
E feio.

Não importa quantas
Paradas súbitas, quanto
       Sentido maior
Que este,
Engravida-se de estrelas!

Permanece inaudível
E segue se aquecendo fora
De vista (para entendê-las)
       Alheias ao ar,
Confessa
A paixão completamente
Desumana de outra
Pessoa por trás desta mente
Sozinha entre milhões
       De segredos do seu
Caminho
Sonolento, e elabora
O que aparente difere
Na prática tenaz das horas.

Suspiro: e tudo se acalma
       E tudo que há...
Levita,
Convencido de que os sonhos
Compreende.

Ou pensa.

Silêncio em seus ouvidos cheios
De terra e golpes de tinta:
       É o hormônio do amor!
É coisa
De minutos.



Biografia:
-
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