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Caos
Adanilde Duarte de Lima

Resumo:
Fala do homem, suas utopias, buscas e devaneios.


CAOS

Tenho sido amigo de muitos.
Tenho tido poucos amigos.
Tenho estado à beira do caos.
Tenho visto um mundo perdido em si mesmo, no qual eu me perco também.
Não compreendo a passagem das horas.
Não permito que as horas me roubem.
A loucura humana revelou-se e tenta enlouquecer-me a ponto de não saber quem sou.
Não estou no fundo do poço, somente sei que o fim está perto.Enquanto o mundo viaja, o fim está perto.
Vejo risos exacerbados e prantos inacabáveis.Nenhum deles me convence.
Vejo tudo o que não quero.
Quero tudo o que não vejo.
Já não busco compreender-me, basta que o silencio grite.


Biografia:
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