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DESEJO
Desejo
Tornar-me um remédio
Pro teu pranto eterno
Uma droga segura
Pra vida – te entrego
Desejo
O encontro certeiro
Teu limite sério
Mistura de amor
Angústia – e tédio
Espero
Ansioso o regresso
Do velho sorriso
Fronteira da dor
E do – paraíso
Espero
Banir teus demônios
Em gesto secreto
Sublime trabalho
Ato – bem sincero
Preciso
Fazer-te acordar
Caminhar contigo
Sem tua presença
Morro – eu desisto
Preciso
Falar-te que tens
Guardado sofrido
Mesmo sonho que eu
carrego – comigo
(Versos dedicados à minha mãe, a partir da canção “Mistério”, de Ricardo Fabião, João Pessoa, Outono de 2009).
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