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A Terra, às vezes, sozinha,
vaga pelo cosmos sem nenhuma rota,
nenhum planeta lhe faz a corte,
nenhum astro se digna a cantá-la
ao modo dos bardos nas janelas das princesas,
nem Plutão lhe estende a mão,
quanto mais ser pedida em casamento
rodeada de asteroides taciturnos,
nada recebe, nenhum pedido formal,
sequer um anel de Saturno...
Sobre ela vagam caravelas
em busca de pedrarias,
perdem-sem em mares distantes,
pipa no céu, cortado barbante,
resta-lhe a saga contada por um poeta
em doce e extensa poesia...
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