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Um dia tive nas mãos a pedra
e ela virou pó...
Tive em meu coração
a piedade e a compaixão,
que viraram dó...
Quis sentir a liberdade do pássaro
e a experimentei voando-o nos olhos meus,
sobrevoei casas simples, o Cáucaso,
sobre as cabeças de renhidos e ateus...
Um dia ganhei do tempo a sua ausência,
um punhado de areia e sua presença
desapareceu ao levitar pensamentos,
um dia nada tive nas mãos
a não ser o roçar do vento...
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