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Procuram-se amoladores II
Pandora Agabo

Resumo:
Sinopse: Dois amigos. Duas amigas. Afinal de contas, quem importa mais? Bárbara sempre foi uma pessoa de poucas amizades, mas leal a quem lhe correspondia... Até quando essa pessoa não se demonstrava a melhor das amigas. Sua lealdade, contudo, foi a porta de entrada para um trauma. Dizem que o tempo cura tudo. Bárbara discorda. Observação: como adulto, talvez você não seja o público alvo para esse romance.

— Olha pra cima daquela árvore!

Bárbara olhou para cima, pousando a mão no topo da cabeça, impedindo que o vento levasse seu chapéu e conseguiu enxergar o que Butão supostamente estava apontando.

— Ta vendo?

— To! - gritou animada - Como faremos pra pegar?

— Eu tenho um plano! - esse era o maior bordão de Butão.

Ele sempre tinha um plano. Quase nenhum que desse para realizar, mas eles sempre eram muito bem arquitetados para um garotinho de 9 anos e Bárbara, sempre muito disposta a pô-los em prática, ouvia com atenção os passos para que eles se saíssem perfeitamente.

— Mas onde a gente vai conseguir corda? - perguntou preocupada.

— A gente pode buscar alguns cipós no pântano.

— Isso! - animou rapidamente.

Butão, com um pedaço de madeira em mãos, usando-o de cajado, foi andando na frente, como se fosse um grande líder. Bárbara ia logo atrás, com o queixo erguido e tentando não ser a simples sombra de seu amigo, como muitos garotos da rua costumavam dizer, mostrando que tinha tanta coragem quanto ele.

— Bárbara!... Ô Bárbara! - sua mãe gritou da porta.

Os dois pararam de andar imediatamente e viraram a cabeça em direção à casa de Bárbara. Pelo visto eles não iam poder chegar ao pântano, pegar um cipó para usarem de corda e nem mesmo por o plano de Butão em prática.

— Que, mãe? - mas Bárbara ainda tinha a esperança de que fosse apenas algum aviso sem importância e não a finalização da brincadeira.

— Banho! - gritou - Que a janta já ta pronta.

Resmungando baixinho, Bárbara tomou o cuidado devido para que sua mãe não a ouvisse.

— Anda, anda, anda. - sua mãe a apressou.

— Ah mãe, daqui a pouco eu vou. - tentou.

— Não, agora. - e entrou, inflexível.

Bárbara enrugou o rosto de desânimo e se desculpou com o amigo através do olhar, tirando o chapéu e mexendo nos cabelos que faziam nós.

— Amanhã nós continuamos com a operação, companheira. - Butão disse bastante sério e depois saiu correndo para sua casa, atravessando a rua.

Ainda frustrada por não terem chegado ao fim da operação, Bárbara ficou enrolando durante a caminhada até sua casa, chutando as pedras do caminho, mas uma hora ela teria de entrar e sua mãe estava na porta, esperando-a.

— E esse bico? - implicou com a cara emburrada da filha.

— Num tem bico nenhum. - respondeu malcriada.

— Você podia ter chamado o Alexandre pra jantar com a gente, ora.

— A mãe dele não ia deixar. - e começou a subir as escadas correndo, não querendo conversar com aquela enjoada que abortou a operação.


Este texto é administrado por: Sabrina Queiroz
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