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Sempre temos rotina em nossa vida desde que nascemos. Dormir, acordar, tomar banho, alimentar-se, vestir-se, trabalhar, adoecer, curar, tantas outras coisas.
A rotina da fila do banco, do ônibus, da lanchonete para comer.
Odeio o cotidiano. Odeio arroz, feijão, batata frita e bife. Quando aparece uma exceção, ficamos fora de órbita, perdidos, desorientados.
Mas não deveríamos, mas temos que ser sensatos e nos surpreender diante de um novo dia.
E o novo dia chega, e tudo começa igual como era no começo da semana.
Vem o fim de semana, sem filas. Mas tem a da feira, a da manicure, da compra para peça do carro, lavar o cachorro primeiro ou o carro ou os dois juntos. E no domingo sem filas, sem rotinas, nos damos de presente o não fazer nada, e por não fazer nada diferente nos domingos, retornamos a rotina.
Ah, mas eu faço algo diferente no domingo: vou à casa de parentes, vou sempre visitar alguém, almoço uma vez por mês em uma churrascaria, vou assistir futebol com amigos, tomo minha cervejinha com calma.
Se você se propõe a fazer várias dessas coisas sempre aos domingos, então virou rotina.
O nosso dia a dia é composto de atos que se repetem ao longo da nossa vida; por se repetirem acabam se tornando rotina. Mas ela não é má. Ela faz parte de você, de como você é. É a sua vida. Não se pode fugir da vida de uma hora para outra só porque cansou dela.
Cansou-se da rotina: mude aos poucos alguns hábitos. Faça “um algo diferente” durante um dia da semana; de um mês. Só não incorpore.
Dê uma alternativa a sua vida. Não se pode fugir da rotina, mas se pode uma vez tirar folga dela.
“A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau.”~ Frase de Mark Twain
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