Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
Sobre o Ploretariado
Phillipe de Souza

Resumo:
Um ensaio, repleto de palavras de baixo calão, sobre o baixo ploretariado.

Se o chupante proletariado tratasse bem as bolas de seus adeptos sem escolha, provavelmente viveríamos num bacanal social recíproco digno de orgasmos múltiplos. Mas como poderia um cu proletário não piscar ao ver o macho, ou fêmea, dominante com o chicote promissor do mel adulterado? Na realidade, a pica é bem mais grossa e o buraco é sem fundo.
     A granda sacada da história é que sempre tem alguém fodendo alguém. Isso é batata. Quando alguém fala sobre abolição, na realidade está falando de um termo genérico para "inclusão de mais escravos" ou "escravidão assalariada" ou "etc". É impressionante como pessoas ficam felizes ao conseguirem um trabalho do naipe telemarketing ou caixa de supermercado. Eu fico. Não digo que tais ofícios não sejam dignos. Quem não é digno é o contratante que paga, pela prostituição da força de trabalho, só com porra na cara de seus "colaboradores". Admiro a putas, do fundo do meu peito! Elas dão o caneco sinceramente e sabem que estão ali exatamente para isso. Ao contrário de muitos, que contam vantagens sobre se dar bem em seus empregos fingindo não acolher o caralho de alguém na bunda.
     Nos falta força de vontade. Idealismo. Não podemos nos esquecer que também somos merecedores de uma boceta pra foder e uma teta pra mamar, ou ao acaso pedimos "por favor" quando queremos sexo? Quando a passagem de ônibus aumenta, por exemplo, a gente senta (quando tem lugar) e rebola gostoso com direito a toda a falta de conforto e respeito destinados ao trabalhador que não tem carro. Poderíamos simplesmente parar de pegar ônibus quando isso acontece, ao invés de ficarmos molhadinhos de raiva. Por que não fodemos o rabo de alguém? Ah, é verdade...temos medo. Medo de perder o nossos super empregos de bosta, medo de não comer ninguém...medo de morrer de fome.
     E é assim que o medo se torna a alavanca do tesão proletário. Somos uns cagalhões. Apesar do Brasil ser um país laico, esperamos Jesus voltar pra consertar tudo, sendo que no fundo sabemos que ele vai dizer: "Dê a César o que é de César"
    Agora, uma coisa é verdade: Se eu não fosse um ploretário puto e sem pregas, esse texto, com certeza, seria a favor do ploretariado. Afinal, quem não gostaria de mandar numa putaria dessas?


Este texto é administrado por: Pil Oliveira
Número de vezes que este texto foi lido: 65676


Outros títulos do mesmo autor

Poesias Em Todo Mundo Phillipe de Souza
Poesias "Nóia" Phillipe de Souza
Poesias Eles Phillipe de Souza
Poesias Zero Phillipe de Souza

Páginas: Primeira Anterior

Publicações de número 11 até 14 de um total de 14.


escrita@komedi.com.br © 2026
 
  Textos mais lidos
Talvez - Mayra Alcione Musa Fonseca 66330 Visitas
Óh, Senhor! - katialimma 66311 Visitas
Esporte Clube - Helio Valim 66254 Visitas
Curso Como Pensar Acessibilidade na Literatura - Terezinha Tarcitano 66245 Visitas
Chico deu continuidade às obras de Kardec - Henrique Pompilio de Araujo 66237 Visitas
Só mais amarguras - Luiz Fernando Martins 66023 Visitas
eu sei quem sou - 65970 Visitas
“The insufficient” - Gonçalo reis 65964 Visitas
A DEMOCRATIZAÇÃO DA GESTÃO ESCOLAR - ADRIANA CARVALHO DOS SANTOS 65927 Visitas
Faça alguém feliz - 65926 Visitas

Páginas: Primeira Anterior Próxima Última