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NÃO "COMPRE" UMA PESSOA PELO SEU TÍTULO
Em certos casos um título é um meio de esconder quem realmente somos
ANTONIO FERREIRA BISPO

Resumo:
Por consideramos acima das ações assumimos riscos e responsabilidades desnecessárias

Pelas relações corruptivas ou pela necessidade de autoafirmação trocamos a “embalagem” pelo conteúdo
*Por Antônio F.Bispo
Somos caçadores de títulos. Eternos buscadores de rótulos e etiquetas para inflar nosso próprio ego, sermos aceitos em algum grupo social ou para diminuir o ego alheio quando estamos com inveja. Outras vezes o buscamos para aumentar nossa rentabilidade, esconder quem realmente somos, ou desfrutar da imagem que tal título projetará sobre nós.
Nessa busca desenfreada por adjetivos e qualidades surreais como emblemas pessoais, acabamos comprando a embalagem pelo conteúdo ou julgando um sujeito pelo título a ele atribuído, ao invés de considerarmos se as ações atribuídas a tal pessoa, correspondem realmente aquilo que sua descrição de titularidade deveria supor. Por esse motivo encontramos “anjos” fazendo papel de “demônios” e vice versa. Por isso rotulamos de má uma pessoa boa, e chamamos de boas, pessoas de ações perversas só por que seu título aparentar ser isso. Sempre temos um estereótipo formado para cada rótulo que conhecemos.
Nosso modelo de sociedade faz com que um título atribuído a uma pessoa seja mais importante do que a própria pessoa e nos obrigam a nos aliar, servir ou nos sujeitarmos a uma pessoa pelo título que essa possui, e não pelo caráter do indivíduo a qual se atribui aquele título. No mundo da política e das religiões é onde mais vemos esse tipo de comportamento e por vezes na condição de ovelha, somos deixados ou deixamos nossos entes queridos com lobos e abutres disfarçados de algum tipo de líder messiânico só por que todos o chama por títulos sacros.
Um título, um rótulo, ou um adjetivo é apenas um modo parcial de definir alguma pessoa ou definir seu papel social. Não define exatamente o caráter, ou o histórico de vida de alguém, até por que para se defenderem, na maioria dos casos, um causador de problemas vai retratar nos outros imediatamente seus atos levianos para ficar impune, ou pelo menos esticar o prazo de sua liberdade enquanto articula dezenas de outras mentiras para se cobrir, até entrar em contradição e caia no próprio erro.
   Muitos não levam em conta que quem deseja pegar um passarinho não vai dizer: show passarinho! Um sujeito de caráter maléfico que deseja cometer crimes sexuais contra uma pobre criança por exemplo, não vai sair por ai anunciando num carro de som suas intenções para todo mundo ouvir, antes sim, poderá construir uma imagem que represente confiança geral e livre de quaisquer suspeitas principalmente aos responsáveis pela criança.
De modo geral, os crimes que mais tem chocado a humanidade não tem partido daqueles que dizem não ter deus no coração, que se afastam de todo tipo de rito religioso e que não se prostram a nenhum ser imaginário que povoa o inconsciente coletivo, sejam estes quais fores. Antes sim, tais barbaridades tem partido daqueles que dizem estarem cheios de deus, respirando deus, convivendo com ele, ensinando sobre ele e fiscalizando a tudo e a todos para averiguar se não há algum sinal de pecado ou obra do mal na vida de outrem.   Assim ficam livre de quaisquer suspeitas para cometer o mal.
No mundo da política por exemplo, os políticos que mais se consideram como caçadores de corrupção são os que mais são descobertos metido nos mais gigantescos esquemas de desvio de dinheiro público. Nesse ponto, por mais que se mostrem provas, o fanatismo eleitoral faz com que uma pessoa construa argumentos para defender aquele candidato e justificar as atitudes daquele “pobre coitadinho”, “vítima de perseguição”. Do mesmo modo, o fanatismo religioso cega as pessoas que aceitam de bom grado e sem questionamentos, que quando certas pessoas cometam ações ruins, concordem que foi o diabo quem entrou no corpo desta pessoa ou influenciou suas ações, inocentando assim aquele que planeja do melhor modo causar dano aos demais a sua volta por ter ficado impune ao terceirizar suas ações maléficas.
Uma das marcas mais profundas em nossa sociedade que tem de certa forma sua origem ou forte influência no modo como as pessoas se relacionam com os deuses, é a veneração de “superiores” para alcançar benefícios pessoais, mesmo que os demais membros da sociedade venham sofrer com isso. Exemplos disso é que um líder político ou religioso pode perseguir, massacrar ou ser ruim para todos ao redor de alguém, desde que beneficie determinado sujeito, ele será bom para aquele sujeito e o mesmo o defenderá não pela lógica dos fatos, mas por interesses pessoais. Isso se chama corrupção ativa e passiva, popularmente interpretada como amizade, camaradagem e outros termos.
   Do mesmo modo que um sujeito entrega seus dízimos numa igreja, deixa um despacho numa encruzilhada ou outros tipos de oferendas para agradar aos deuses e receber destes algum tipo de vantagem pessoal em relação as outras pessoas, os indivíduos quase que de modo geral costumam bajular todo tipo de pessoas em posição de liderança para conseguirem benefícios extras, exclusivos apenas para si e a máquina pública é usada não para todos, mas apenas para troca de favores pessoais.
   As mesmas pessoas que defendem liberdade e igualdade a todos, são também as que as escondidas trocam todo tipo de favores, inclusive sexuais para se manterem numa posição de destaque, mandando em outros, ou simplesmente ganhando um pouco a mais sobre os demais, fazendo um esforço bem menor ou nenhum esforço. Sabe que nesses casos um título adquirido lhe dar “poderes especiais”.
Em todos os níveis de nossa sociedade encontraremos esse tipo de relação e de tão corriqueiro, achamos isso normal e até um ato de inteligência. Nas igrejas, quase que de modo geral, é onde mais esse tipo de comportamento ganha vida em amplitude por dois motivos: primeiro acredita-se que quanto mais sobe-se de cargos mais acessível fica as divindades, e mais podemos usá-la em nosso próprio benefício usando-as como ameaça quando nos ofendem. Segundo por que é sabido que quanto mais se estar perto de líderes eclesiásticos, se torna mais fácil comer as migalhas que cai de sua boca, e ou se “bronzear” pelo reflexo do seu “brilho”.
Nesses casos, os obreiros de tais igrejas se deixam fazer de “gato e sapato”, sofrem todos os tipos humilhações calados, trabalham feitos burros gratuitamente enquanto fazem crescer o faturamento dos chefes a extensão do seu império, para depois de algum tempo, receber um óleo derramado sobre sua cabeça, e um título que vale tanto quanto esterco de gato se vier desprovidos de ações, e fazem com os outros exatamente como fizeram com ele. Hoje bajulam para amanhã serem bajulados e assim o ciclo do mal se repete apesar de mentirem para si dizendo que serão diferentes, e passam a viver de manipulações de seres metafísicos ou do rebanho.
Logo eles entendem facilmente que é lucrativo trabalhar com a ideia de manipular seres imaginários e todos quais acreditam nestes, assim constroem um império de ilusões, e todos os demais que crescem de cargos, reproduzem exatamente o mesmo sistema, só mudam o nome, e põe um slogan para chamar atenção e convencer desavisados ou gananciosos a comprarem aquele título ou “poderes especiais” que a esses são atribuídos.
Casa de deus, lugar de benção, casa de oração, a mão de deus está entre nós, lugar de paz e tantos outros, são nomes que costumam dar a esse aglomerado de pessoas, regidas muitas vezes com intuitos secundários. Cidadão dos céus, herdeiros do trono, ou filhinhos de papai, são os títulos que os fiéis acham que adquiriram ao se filiar aquele grupo e cumprir todo tipo de exigência que lhes são feitas. O título mais apropriado na grande maioria dos casos seria o de fantoches, marionetes, etc. O único título que faz jus ao papel que os tais representam em tais recintos é o de ovelha. Os demais são questionáveis.
Praticamente em todos os campos sociais, criamos, determinado títulos ou adjetivos, damos a este qualidades ou valores surreais, depois oferecemos esse título a uma pessoa com sonho de grandeza e pronto! Falta só definir quem controla quem depois. Como vespas são atraídas pela luz, somo atraídos por títulos ou pela intenção de rotular outras pessoas, principalmente se for um rótulo diminuitivo caso não consigamos extrair de alguém algo que nos interessa ou quando somos atacados pela inveja.
Do mesmo modo que quando a luz se apaga e as mariposas ficam a ermo sem direção, uma pessoa que lhe foi retirado determinado título, vai perder em certas ocasiões o rumo de sua vida, o motivo de sua existência, e alguns pensam até em suicídio, ai inventam a desculpa de que suas vidas não tem sentido se não for servindo a deus. Na verdade são pessoas vazias que não conhecem o próprio valor que tem, e vivem em função daquilo que as pessoas acham dela. Por isso muitos permanecem em certos locais mesmo a contragosto ou sofrendo todo tipo de intempéries, para se auto afirmarem, mentindo ser alguém que não é, por que lhes disseram isso por meio de um rótulo. Alguns modelos de igrejas percebendo isso, nomeiam você a alguma função no mesmo dia em que você “aceita a jesus” e te dão logo um título, ou um cargo que te dá a ideia de ser alguma coisa ou ter domínio sobre outros. A pessoa não mandava nem nos próprios filhos em casa, agora tem a ideia que pode mandar em um grupo de jovens, crianças, ou até mesmo no grupo de rodos, baldes, esfregões e vassoura que o espera gratuitamente para deixar limpinha a “casa de deus”. Poder é o que mais buscamos. Por isso muitos irão se manter como capacho de outrem a vida inteira numa empresa ou numa igreja a troco de nada, apenas para que suas qualidades surreais não sejam confiscadas de volta.
Nas igrejas é onde mais vemos diversas pessoas sofrendo os mais diversos tipos de abusos e manipulações, mas receiam perder os títulos a ela atribuídas, por isso dizem que vale a pena “sofre com jesus” do que ir para o mundo. Nas empresas, há uma justificativa que precisamos daquele emprego para manter nossas contas em dia, mas em uma igreja nada se ganha com isso em mais de 90% dos casos. A lavagem cerebral é tão forte, que não enxergam que estão vivendo de forma antagônica a própria crença, que se tornaram escravos apesar de se julgarem livres, mas assim mesmo se consideram donos das terras celestiais e superiores as demais pessoas aqui no mundo. Se comportam como se fossem os “sem terra de cristo”, que mesmo sem fazer nada realmente útil para herdar esse lugar fantasioso, ainda assim acham que tem o direito de herdar tudo que tem lá em cima, como se fosse uma grande invasão semelhante as que fazem aqui. Como alguns aqui se deixam se massa de manobra a fim de receberem o título de alguma propriedade rural sem ter feito nada realmente digno para merecer tal benefício, apenas por estarem acampado as portas daquela propriedade, outros se deixam se massa de manobra, a troca de títulos eclesiásticos ou títulos herdades no céu, só por que “acamparam” numa igreja por algum tempo de suas vidas, sem também nada útil ou digno se feito para merecer isso. Assim na terra como no céu...aprenderam isso rezando, quem sabe. Muitos aprimoram suas capacidades outros suas “capachidade” (habilidade em ser capacho).
Por nos iludirmos com os títulos, deixamos de enxergar o ser humano por trás dos tais títulos ou as ações nefastas de alguns destes. Por questões de adjetivos e rótulos pessoais, deixamos de nos relacionar com pessoas fabulosas, que poderiam nos elevar financeira ou culturalmente para um patamar maior, seja esse relacionamento de forma pessoal, ou através de alguma obra literária, artística, musical, cinematográfica ou várias outras.
Cristãos radicais por exemplo, são orientados a não consumirem ou terem acesso, a todo tipo de obras que não sejas produzidas ou vendidas pelas pessoas da mesma fé que estes ou sob a supervisão de seus líderes. Desse modo jamais conseguirão mudar sua forma de pensar e serão eternos escravos que se consideram seres livres e na maior parte do tempo, compram coisas inúteis como se fossem amuletos da sorte só por que aquele que se auto intitula homem de deus falou isso. Compram diariamente por 10 anos seguidos bugigangas ungidas para se tornarem mais prósperos e não percebem que só os que vendem tais bugigangas é quem está prosperando.
Por outro lado, pessoas céticas, ateias ou não ligadas a religião nenhuma, mas que um dia já pertenceram a algum segmento religioso, sentem repulsa a quase tudo que foi produzido por alguém que se diz religioso. Do mesmo modo perdem grandes oportunidades de se relacionarem com alguns poucos de mente sã, e entram em combate imediato contra os tais quase que o tempo inteiro levando em conta as maiores bobagens possíveis apenas no intuito de reduzir o outro a nada extravasar sua raiva por ter sido enganado por tanto tempo. Os que agem assim, dificilmente conseguem manter neutralidade nas coisas, inclusive em pesquisas simples e também se deixam comprar o rótulo pelo conteúdo. Passam a vida atacando e se defendendo sem produzir argumentos úteis ou capazes de mudar a perspectiva do outro e acham que todos devem viver do mesmo modo se atritando o tempo inteiro sem motivo. É pouco louvável um estilo de vida que pouco produz e muito se gasta, seja em qual segmento for.
   Do mesmo modo que um religiosos se sente ofendido quando encontra uma pessoa do seu grupo e este não lhe saúda com a paz de seja lá quem for, algumas pessoas não ligadas a religião, se sentem ofendidas e ultrajadas, quando uma pessoa comum, na melhores das intenções e sem saber que esta não nutre suas crenças, lhe diz “deus abeçõe”, “vai com deus”, “deus te proteja”, etc. Em certos casos, o outro apenas estar agradecido com algo que fizemos ou nos desejando sorte e isso não tira pedaços, pois no curto vocabulário de alguns religiosos, não encontram outro meio de se expressar e usa seu arcabouço cultural. Isso não é motivo para se iniciar uma guerra ou dar um discurso moral em alguém. Que mal há nisso? Ambas são atitudes extremistas e podem arruinar as relações pessoais, tornando a convivência conflituosa, causando atritos desnecessário. Melhor ouvir de um religioso “deus te abençoe” do que ouvir agressões de uma marginal te apontando uma arma na rua para tomar o que é teu ou te forçando fazer algo que não queiras. Alguns só faltam tatuar SOU ATEU, bem grande em suas testas, como se isso também um tipo de amuleto da sorte, ou símbolo de status social. Viver apenas em função de função de perseguir ou denegrir a imagem alheia ou de sair por ai negando ou desfazendo de tudo que não compreende não é ser ateu. Ser ateu é apenas não se dobrar a nenhuma divindade ou a seus representantes. Apenas isso. Não há bondade ou maldade nesse título. É apenas um título. Pode-se até, transformar a mentalidade do outro por meio de argumentos sólidos. Dificilmente obter-se-á resultados apenas negando que algo não existe, se a intenção é convencer alguém.
Todo radicalismo é prejudicial e inútil. Por meio da neutralidade e clareza de percepção, podemos enxergar além do que nos foi mostrado e ouvir além do que nos foi dito. É uma qualidade fundamental aos bons relacionamentos e deixamos que isso passe em vão pelo fato de vivermos defendendo títulos sem utilidade. Em certos casos podemos interpretar a intenção do que fala, e não exatamente as palavras que ele usou. Isso serve para nos afastarmos de pessoas transvestidas de más intenções e nos aproximar de pessoas realmente sociáveis. Não pense que todos que achamos ser maus são maus, ou todos que achamos ser bons, são realmente bons.
   Se tirarmos essa venda ilusória de que somente os que portam determinado títulos, correspondem exatamente ao título que usam, poderemos perceber que nem sempre os que se dizem agentes de justiça existem para fazer justiça, os que se dizem promover saúde nem sempre estão para promover a saúde, os que se dizem promover a lei, podem estar promovendo o caos e os que se dizem religar o homem aos deuses, podem estar apenas despertando aquilo que de pior há nas pessoas, como ódio, a ira, a segregação, o racismo e outros males, afastando-as daquilo que possivelmente poderia ser a ideia de um ser divino, ou criando a ilusão de que determinadas pessoas são melhores do que todas as demais pessoas no planeta inteiro só por estarem confinados sob a bandeira de uma igreja qualquer.
Quanto aos que são atribuídos o título de rebeldes, anarquista, ovelha negra, filho do capeta, ateus ou hereges por que não se deixam dirigir por alguns que tem “miolo de pote”? Bom, na maioria dos casos, os rebeldes, os hereges, os anarquistas e demais acima citados, em vários momentos da história foram os únicos que conservaram sua sanidade apesar de terem sido retratados de forma bizarra e com uma má imagem programada ao público. Por dezenas de vezes, foram estes quem salvaram a humanidade de afundar em buracos sem fim, de sucumbirem a ditadores, ou de se auto destruírem pela corrupção e loucura nos relacionamentos baseados nas relações com seres imaginários.   Hoje um rebelde, amanhã um herói! Há coisas que só o tempo mostra. Outras, só a sanidade é capaz de identificá-las.
Quando me refiro a rebeldes nesse sentido, me refiro aos que lutam por uma causa definida, que se for preciso derrubar um sistema para construir outro, o farão ainda que lhe custe a vida, e não baderneiros que agem como uma ventania sem direção, causando apenas estrago por onde passam sem benefício algum. Sempre que a loucura de um tirano prevalecer, rebeldes e hereges irão surgir para enfrenta-los sejam em que área for. Geralmente são pessoas que não se relacionam de modo corrupto com os deuses ou humanos, que lutam pelo bem comum, e não pensando apenas em sí próprio e que só destroem ou atacam um sistema se forem capazes de construir outro, ou pelo menos mostrar um caminho melhor pela argumentação ou pelo exemplo pessoal. Não estou me referindo a pessoas abobalhadas, cujo prazer de viver, constituem apenas em trocar farpas sem motivos com qualquer um que diga acreditar em algo não palpável ou tangível. Gente abobalhada tem em todos os cantos, apesar de o sistema religiosos ser uma linha de produção em série desse modelo de pessoa.
Quem destrói um sistema ruim sem ser capaz de apontar um melhor, apenas estar dando espaço para o caos prevalecer, ou para que um outro sistema ainda pior seja implantado. Viver negando tudo que ainda não pode ser experienciado pelos nosso 5 sentidos, ou ainda comprovados pela história e ciência, é tão pouco proveitoso quanto sair por ai acreditando em todo tipo de ser imaginário. Equilíbrio é fundamental! Experiências cientificas são realizadas á base de incansáveis e frustrantes tentativas de acertos. O simples fato de se lançar a uma pesquisa já demonstra de certa forma uma certa crença em uma possibilidade, ainda que esta seja minúscula. Se um cientista tivesse certeza de algo, ele não seria cientista, nem faria experiência para comprovar. Quem faz um experiência ou se lança a uma pesquisa é por dúvida e acredita aos mesmo tempo e querer tirar suas próprias conclusões para ter cunho cientifico. Negar por negar não é ciência, é uma fé inversa! A conclusão de uma pesquisa é o que nos fará mudar nossa visão pessoal do objeto de estudo. Negar totalmente e aceitar totalmente são apenas duas faces da mesma moeda. Não há progresso nisso! No campo das religiões, as pessoas confundem os próprios sentimentos e acham que estão sentido deus, e querem usar isso como prova cientifica e isso não é valido.
Apenas para ilustrar como um título engana muito as pessoas, sugiro que tentem adivinhar por meio das características citadas abaixo, a quem se deveria se atribuir tais qualidade. Vejamos: 1-pressão psicológica nos “subalternos”; 2-Monitoramento de suas atividades dentro e fora dos “domínios” deste; 3- Ameaças de mortes, tragédias e doenças terminais por meio de agentes terceirizados caso não se curvem a este; 4-Desejo profundo de ser bajulado por todos; 5-Necessidade enorme de ser recompensado ou reconhecido por um serviço não prestado ou desnecessário em nome de terceiros; 6-Necessidade de culto próprio e demasiado elogio; 7-Abuso de autoridade e poder; 8-Incorporação do próprio personagem representando; 9-Arrogância; 10-Certeza absoluta de estar certo o tempo inteiro; 11-Incapacidade de se redimir quando comete erros evidentes ou acusa outrem falsamente; 12-Dificuldade em conter os próprios impulsos sexuais em relação a pessoa do mesmo sexo, de outro sexo, crianças, incapazes, ou conjugues comprometidos; 13- Consciência tranquila em achar que todos tem obrigação de lhes dar um percentual eterno de todas suas atividades financeiras; 14-Consciência tranquila em achar que seus “súditos” tem obrigação de sustentar toda uma rede de pessoas do mesmo perfil, sendo voluntários a estes, comprando seus produtos produzidos, dando-lhes uma vida de luxo, ou contratando-os para fazer teatrinho barato em nome de terceiros; 15-Ira descomunal quando tem suas ordens violadas; 16- Raiva insana e por motivos banais; 17- Incômodo com a felicidade alheia; 18- Perseguição e desejo de extermínio a todo tipo de argumentação, lógica, comprovação científica ou raciocínio que ameacem ruir seu império; 19- Rogos e pragas eternas a todos que abriram os olhos, perceberam que estavam sendo enganados e resolveram sair por conta própria de um sistema escravocrata disfarçado de benesses; 20-Perseguição eterna pós desfiliação do grupo.
   Conseguem imaginar a que tipo de profissional essas descrições se encaixam? De uma gangster? De um líder de alguma facção perigosa? De um ditador de algum pais comunista? De alguém que deveria estar em um manicômio? Não...na grande maioria dos casos, estamos falando de profissionais do ramo da fé, ou de pessoas com títulos de lideranças eclesiásticas do passado ou do presente que fizeram ou fazem “sucesso” baseados numa auto imagem construída por eles mesmos de “homens de deus” e “ungidos do senhor”, na imagem que a própria corporação e títulos ajudam a construir para os tais, ou na ingenuidade massiva da maioria dos seguidores. Os gangster também possuem tais caracterizas, mas há de se respeitar mais uma pessoa que assume tal identidade publicamente, do que aqueles que sendo “lobos maus” se disfarçam de “vovozinhas” para atrair “crianças inocentes”.
Atitudes como essas são toleráveis nesse recinto por que as pessoas de modo geral aceitam ou rejeitam o outro pelo status e não pelas ações. Se pelo menos buscassem o sentido da palavra que veneram, poderiam ter uma visão diferente. No exemplo acima citado, a função daqueles que dizem apascentar um rebanho, seria o de instruir e orientar apenas, e não o de doutrinar, exigir subserviência e explorar o povo. Estar errado! Até um dicionário mostra isso.
Dá pra se esconder muita coisa por baixo de um título. Por isso essa busca desenfreada pelos mesmos, para mentirmos a nós mesmos fingindo ser o que não somos, ou deixar que nos “amem” por aquilo que o título representa e não pelo que realmente somos. Esse é um dos motivos de celebridades e pessoas de muito poder aquisitivo cometerem suicídio inexplicáveis, apesar de aparentemente serem “amadas” por todos e terem “tudo que precisam”. Quando se dão conta que as pessoas gostam da imagem que foi projetada nelas e não do que elas realmente são, os tais invadidos por um vazio, depressão ou profunda crise existencial e querem dar cabo de suas vidas, em contraste muitas vezes com um moribundo acometido por uma doença terminal que luta para continuar vivo por apenas mais um dia, ou do pobre morador de rua, sobreviventes de mais um dia nas incertezas das noites nos grandes centros urbanos e assim mesmo deseja ver o sol nascer mais uma vez. Cair na real, as vezes é pior que levar um tiro. Tem de ser muito desonesto consigo mesmo para viver numa fantasia eterna.
Quando aceitamos uma pessoa pelos seus títulos, estamos baixando a guarda e defesa para tudo que de oposto aquela pessoa poderia ser ou ter contra nós mesmo, inclusive usar o que somos ou nossa própria natureza para nos condenar, nos controlar, nos iludir ou criar falsas esperanças. De um marginal assumido, sabemos exatamente o que esperar e por isso não baixamos a guarda em nossas relações. Já de marginal disfarçado de gente boa, escancaramos as portas e só vemos o estrago depois, pela manhã, quando acordamos pra vida.
Todos nós com certeza já fomos vítimas ou conhecemos pessoalmente pelo menos uma pessoa na vida, que tenha sido enganada, manipulada ou iludidas exatamente por aqueles que juraram ser representantes das hostes celestiais. Tudo isso por que julgamos a pessoa pelo seu títulos. Nesse perfil se enquadram conjugues que tiveram seu casamento abalados destruídos após descobrirem que seus parceiros mantinham relações ilícitas com líderes ou pessoas de destaques de agrupamentos religiosos. Crianças que por anos a fio, foram violentadas e abusadas diariamente em sua sexualidade exatamente por aqueles que juraram em público castidade total e eram desacreditadas quando tentava se exprimir. Empresários que foram obrigados a abrirem falência de seus negócios comerciais, após ilusoriamente acharem que estavam servindo a “obra do senhor”, quando na verdade estavam apenas sendo capacho de um grupo de gente preguiçosa ou mal intencionadas que se juntam como abutres para lhe subtrair o que outros tem em nome da fé. Todos conhecem pessoalmente alguém que já foram vítimas disso, ou que já passaram por isso. De bobos iludidos a pessoas despertas. Para alguns isso pode acontecer de repente, para outros levam anos para que isso aconteça.
O pior de tudo é notar, que há um pacto macabro de silencio entre os membros dessas instituições, que direta ou indiretamente obrigam os que sofreram tais abusos a permanecerem calados, não saírem daquele agrupamento, nem delatar ou expor o causador do mal, e a mentirem, dizendo que ali dentro é tudo mil maravilhas enquanto vivem no fundo do poço. Um misto de cinismo, sadomasoquismo, e requintes de crueldades psicológica parece fazer parte de um pacto de sangue entre os membros dessas instituições. Pior ainda é que quase todos em unanimidade, tem coragem de desmentir aqueles que ousadamente tiveram a coragem de delatar os infratores, ou simplesmente de dizerem o que lhes estavam incomodando.
Nesses agrupamentos as pessoas podem ser desunidos em tudo e viverem se atritando o tempo inteiro pelas questões mais bobas possíveis, mas quando se trata de proteger a auto imagem do grupo ou do líder, todos eles agem de prontidão e de forma voluntária em certos casos, para desmentir aquele que comprovadamente sofrera danos irreparáveis naquele lugar. Certos grupos da máfia italiana ou chinesa, perderiam de longe para alguns desses recantos chamados de casa de deus, quanto a esse assunto. É sabido que em toda máfia, quem decide denunciar como funciona o esquema pode morrer da forma mais misteriosa possível. Denunciar comportamentos doentios em de certos agrupamentos religiosos, possa ser que alguém sofra as mesmas consequências.
Quando te convidam para ir a esses lugares fazem uma propaganda enganosa do local e das pessoas, quando você percebe como realmente as coisas funcionam, ainda querem te proibir de sair ou de comentar. Quanta hipocrisia! Só um ser construído no imaginário coletivo poderia ser conivente com esses tipos de atitudes sem nada fazer. Acreditar que haverá justiça de deus quanto a casos de abusos cometidos nesses lugares, é o mesmo que esperar que papai Noel apareça num trenó voador no natal e te recompense por seres um bom “menino adulto”.
   O melhor a ser feito é tomar vergonha na cara e sair desse tipo de lugar. Se te rebelares contra o sistema, muitos até te seguirão se consentires em assumir a liderança, criar um outro grupo ou reproduzir algo exatamente igual. Se quiseres criar algo diferente, livre de todo relacionamento baseado na corrupção e troca de favores, irão te abandonar, e se juntar ao opressor de todos e causador do mal para te reduzir a nada depois. A pessoa que te apoia numa rebelião será a mesma que vai te condenar, se não beneficiares a esta de algum modo.
Nesses recintos pode tudo, desde que você não mexa no reino encantado destes ou na forma medíocre, hipócrita e doentia de se relacionar. São doentes que não querem ser curados, mas que se põem em estado doentio constante, para terem a atenção de outros. Cairiam bem nesses casos a expressão: “vade retro satanás”! Não é uma sensação mais libertadora no mundo, do que olhar para aqueles que um dia já foram seus opressores que por meio da tua ingenuidade manipulavam toda sua vida e seu estado de espirito, e hoje apenas com um olhar mandar todos eles, ou pelo menos o principal deles para PQP! Só quem já saiu dessas casas e realmente já deixou de reproduzir o sistema sabe o quanto isso é reconfortante! Outros apenas trocaram de donos.
   Não quero dizer com isso que todos os grupos e todos os lideres eclesiásticos são assim. Apenas mostro que somos enganados quando consideramos mais os títulos de alguém do que suas ações. Para generalizar seria necessário conviver com todos ele e conhecer a todos para tirar tais conclusões. Coisa impossível de ser feita a um ser mortal com tão pouco tempo de vida. Mas para auxiliar nessa questão, temos livros de história da própria igreja, exemplos diários do cotidiano que todos conhecemos pessoalmente, ou “toneladas” de outras informações que chegam até nós instantaneamente pelos mais diversos meios de comunicações atuais a todo instante. Muitas dessas informações maximizadas ou distorcidas de fato, e outras delas minimizadas o suficiente para fazer com que algum erro intencional e premeditado seja atribuído culpa total uma ação indireta do diabo, ou fraqueza do líder, pois “se Davi, que era homem segundo o coração de deus fez o que fez e pecou, quanto mais eu que sou um simples servo” ...
Esse é o argumento que muitos deles já tem construído mesmo antes de cometerem o deslize, para que quando o fizerem, caso venham ser descobertos em fragrante delito já tenham em mente o que dizer. Sem falar, que para alguns destes, um ato imoral só se constituí pecado, se alguém os viu, os filmou ou os fotografou, caso contrário não é pecado, e deixa a coisa rolar, depois só negar tudo e pronto, diz que é o diabo que estar furioso e todo mundo acredita, afinal só se jogam pedras em arvores que dão frutos. É o que dizem para causar uma boa impressão. Numa margem de 10 pra 1, pelo modo como os relacionamentos foram construídos numa igreja, 10 provas cabais que sejam apresentadas contra um líder, podem ser desconsideradas mediante apenas uma negação do mesmo.
Do mesmo modo que em partidos políticos, quando se muda o chefe maior, toda hierarquia pode ser substituída ou perseguida, nas igrejas funciona do mesmo jeito. Muitas pessoas sentem-se felizes e realizadas com seus cargos, concedidos por determinado líder como se fosse um membro da suprema corte. Se aceitarem denúncias contra esse, e esse vier a ser destituído, toda aquela hierarquia cai junto ou é substituída. Por isso sacrificam a dor e a moral alheia, em função das próprias ilusões. Melhor reinar com o opressor, do que se aliar aos ofendidos e ultrajados. E tome amor fraternal! Outros porém, maximizam escândalos, não por que realmente estão preocupados com a dor de quem sofreu abuso, mas por que veem nisso uma oportunidade gigantesca de ascender de posição com a nova liderança quando a atual vier a se destituída, caso o corpo maior administrativo venha aceitar a denúncia. Residentes dum ninho de cobra ou obreiros do deus vivo? Algo a se pensar...
   Generalizar um comportamento é desonesto. Fazer vista grossa a esse tipo de comportamento pode ser sinal de corrupção. Comentar e comparar sobre o comportamento dos que dizem nos representar em algo pode ser o caminho para ascendência do grupo inteiro. Comentar não é denegrir, é apenas comparar o que tem sido dito com aquilo que tem sido feito. Para quem não deseja se ofender com comentários ou comparações que revelem suas intenções, basta fazer jus ao título que resolveu assumir. O pensamento crítico é um dos meios de nos salvar da hipocrisia que criamos em função de uma autoimagem pessoal ou coletiva, seja de um líder ou “reino” de 5 pessoas, ou de 5 milhões dessas. O império de alguém é do tamanho de sua própria consciência, compreensão do mundo ou capacidade de reprodução de um sistema.
   Em vários setores sociais alguns se dizem ser intermediário entre deuses e homens e no entanto estão mais para Caronte, o barqueiro das águas infernais na mitologia grega, o transportador de almas para o reino do Hades. Não basta se dizer se cheio de luz se o comportamento nefasto é uma marca registrada.
Só se é possível reorganizar uma estrutura após se conhecer o estado da mesma seja esta qual for. A apresentação de fatos paralelos, faz com que as pessoas tenham oportunidades de repensar suas ações, se enquadrarem ou enquadrarem outros em seus devidos lugares. Se o líder que tu segues te proíbe de fazer comparações, fique esperto! Nem tudo que reluz é ouro.
O cristianismo virou um modelo de comercio desde sua fundação e muitos armam verdadeiras arapucas para pegar pessoas desavisadas, com vida emocional instável ou por demais gananciosas. Quanto a essa última característica, não há muito o que se possa ser feito. São apenas apostadores, que procuram rentáveis casas de jogos para ganhar em dobro o resultado de seus investimentos. Se não estivessem apostando seu dinheiro numa igreja da prosperidade, procurariam um cassino ou algo do tipo para enriquecimento fácil. Em certos casos, somente a falência financeira total os farão recobrar a própria consciência. Quanto aos que compraram gatos por lebres, há possibilidade de recuperação e reconstrução de caráter.
Das mais de 20 características citadas na parte superior do texto, é possível encontrar no mínimo 5 destas na maioria dos líderes eclesiásticos. Em certos casos é possível encontrar todas e mais algumas. E mesmo assim as pessoas irão continuar se referindo a estes como “homens e mulheres de deus”. Se estão se referindo ao deus bíblico do antigo testamento, esse título é valido. Se estão se referindo ao deus do novo testamento esse título não se encaixa bem. Agora se estão se referindo ao deus da nova era, o deus de paz e amor, que vive numa “nice”, o cosmos que tudo vê, a fonte primordial de onde irradia todo amor e paz, ai sim estão indo na direção contrária. O cristianismo usa os três modelos em ocasiões distintas, se chocando e se auto anulando explicitamente, sem que seus “usuários” percebam.
O que define uma ação criminosa em certos países, não é exatamente a ação por si só, mas quem a fez e o título que essa pessoa possui. Se você for um simples cidadão comum, não chamar uma autoridade pelo título que essa possui por exemplo pode ser um insulto grave a honra deste e você pode ser mal visto por isso. Desviar quantias fabulosas de dinheiro público, pedir dinheiro a todo instante em nome de seres imaginários, ou fazer ameaças de morte em nome destes é algo comum, normal, corriqueiro e em certos casos louváveis e não é crime.
No senso comum, um crime só é crime, a depender de quem os cometeu, com quem os cometeu, quando os cometeu ou com quantos partilhou o objeto “conquistado”. Isto é fato comprovado em diversos setores da sociedade, em várias partes do mundo, principalmente onde deus e o diabo sejam bodes expiatório para gente sem vergonha. Desse modo, somos obrigados a chamar de vossa excelência e “homens da lei”, pessoas aliadas ao crime organizado, que vendem alvarás de solturas a criminosos perigosos, apesar de todo esforço e risco das operações que os colocaram atrás das grades. Baseado nesse pensamento, encontramos um ser que assumidamente afirma ter matado milhões de pessoas no passado e outras que irá matar no futuro e mesmo assim ser chamado de deus amor e paz, e a chamar de tudo que não presta, a um ser cujo único erro seria ter dado uma maça pra uma mulher nua comer num paraíso ou ter desejado ser igual ao que o criou. Por trás de um título, ou um adjetivo há sempre um arquétipo construído. Isso impede o raciocínio lógico.
A construção de caráter de um povo, ou a ideia de certo ou errado é baseado no nível de aceitação coletiva da maioria dos indivíduos e não baseado no prejuízo que possa estar trazendo a uns em benefício de outros. Apenas uma observação feita, muda a visão daquele mesmo objeto, que pode causar repulsa ao que antes era tolerável e virar um projeto de lei que torne crime algo que até então era normal e aceitável a todos. Observar, questionar, comparar são os veículos de transporte para uma sociedade melhor. Também são as ferramentas mais demonizadas pelos líderes políticos e religiosos de todos os tempos.
Como prova de que a criação das leis não se baseia exatamente no grito do oprimido, mas pela aceitação coletiva dos fatos, a abolição da escravatura é quem sabe o exemplo máximo desse fato. Por milhares de anos foi aceita como algo normal a captura e venda de pessoas para trabalho escravos e todo tipo de abuso inimaginável possível. Quem comprava um escravo se achava no direito de fazer com este o que bem entendesse, alegando ter pago por aquele “objeto” e ser dono deste. Os próprios livros sagrados de várias crenças davam margem para essa interpretação. A própria igreja e os homens de batina, ternos ou vestes sacerdotais da época eram grandes possuidores de escravos e abusadores destes por natureza, baseados na crença que seu deus aprovava isso.
No dia em que esse comportamento começou a ser contestado por alguns poucos, isso foi se espalhando, o povo começou a questionar suas próprias verdades, a visão do povo sobre o assunto começou a mudar, lutas sangrentas foram travadas contra quem se beneficiava desse sistema, e os envolvidos na luta, tomando a dor do escravizado como se fosse sua própria dor, conseguiram mudar a face do mundo para sempre. Batalhas vencidas, e o que antes era normal, hoje é considerado crime hediondo. Como tudo começou? Por meio de uma simples observação...Sabemos que a escravidão no sentido primordial da palavra ainda é praticada aberta ou ocultamente em várias partes do mundo, de acordo com a legislação atual do país. É outro passo a ser conquistado. Que nenhum homem seja oprimido por outro homem, em qualquer lugar do mundo seja de que modo for. Que essa seja a premissa de todos os que acham libertos.
Há porém outros tipos de escravidão que mudou apena de forma, e aprisionam pessoas de modo livre e espontâneo ou seja, as próprias pessoas se candidatam á vagas de escravos. No passado elas era capturadas e forçadas a se manterem naquele estado. Hoje elas se oferecem por vontade própria. Com uma observação feita a pessoa pode mudar o rumo de sua conduta, pois são escravidões voluntárias, ainda que não perceptíveis.
A escravidão do consumismo, dos padrões inatingíveis de beleza, da busca incessante de títulos honoríficos, eclesiásticos ou corporativos apenas para impressionar quem nem sequer merece sua atenção ou satisfação, são apenas alguns modelos de escravidão moderna. A escravidão do pensamento religioso é milenar e um pouco mais difícil de ser percebida, quanto mais de se libertar, pois estar impregnada em todos os cantos de nossa cultura, mas é possível amenizar seus efeitos pela arte de questionar. Os que criam qualidades surreais e atribuem aos deuses como forma de escapismo, são os mesmo que podem reduzi-los aos tamanhos que eles merecem. Tudo acontece na mente de quem crer e apenas nesta. Os demais na sociedade, apenas sentem seus efeitos. O ataque terrorista por exemplo, é fruto de alguém que iniciou uma batalha em sua mente, mas que terá efeitos ou repercussão em vários cantos do planeta. Já dizia um certo filosofo que a religião é comparada ao ópio, devido aos seus efeitos entorpecentes.
Pelo modo investigativo podemos aprender a usar a neutralidade dos fatos, fazer julgamentos sem tomar partido, pela intenção pura e genuína da evolução do caráter humano. Pela obediência cega apenas reproduzimos sistemas milenares sem nada novo produzir.
   Um ser humano é muito mais que um título atribuído a ele atribuído. Deixamos de nos relacionar com pessoas maravilhosas por um título atribuídas estas e nos colocamos á disposição de pessoas exploradoras apenas pelos títulos que esta possui. Por vezes as pessoas se vendem por preços muitos baratos baseados numa “etiqueta” alheia, que podem inclusive serem feitas em fábricas clandestinas de falsa moralidade.
Podemos ser muito mais que o titilo que nos atribuem. Somos seres humanos, com infinitas possibilidades. Não precisamos por exemplo dar respostas precipitadas, quando uma pessoa num início de em um diálogo, mesmo sem antes de saber seu nome, já quer saber se você é ateu, evangélico, budista, macumbeiro, carpinteiro ou seja lá o que for. Não se é preciso ter esse tipo de resposta imediata, até por que não sabemos quais os conceitos dela sobre aquele título que ela procura saber.
Do mesmo modo que muita gente acredita que todo cristão é justo, certo e filho de deus só por que balbuciou umas poucas palavras no ato de conversão, outros acreditam piamente que pessoas que dizem não acreditar nos deuses, são pessoas más, que fizeram pactos com o diabo, ou satanistas que bebem sangue de criancinhas, envolto num ritual bizarro estando nus, com símbolos de blasfêmia espalhado pelo corpo. Nem tanto ao céu, nem tanto á terra. Por causa de estereótipos construídos, afastamos pessoas que poderiam ser boas para nossa construção de mundo ou caráter, e aproximamos abutres, carniceiros e aproveitadores.
Pessoas que leem duas frases de um texto seu, ou que ver uma foto publicada em teu perfil, e querem te julgar apenas por que não deixastes claro a princípio a que tipo de deus você se dobra ou deixa de se dobrar, são pessoas com alto índices de idiotices, que no mínimo te deixarão irritadas numa conversa, sem acrescentar nada em sua vida. Não vale a pena perde tempo com quem só se preocupa com títulos como estes. Não estrague seu dia com caçadores de títulos, buscadores de conceitos, ou eternos seres em negação constante a uma ideia sem argumentos sólidos.
Não precisamos entrar em conflito com ninguém só para agradar uma meia dúzia de pessoas que as vezes nem conhecemos, só para mostrar que estamos aceitando ou rejeitando a ideia por esta imposta. Quem deseja uma verdadeira evolução pesquisa sobre todo tipo de assunto, procura se relacionar como todo tipo de pessoa (dentro dos seus limites claro), a respeitar a opinião alheia mesmo quando dá uma vontade enorme de dizer ao outro que eles estar sendo um idiota, e a se meter na vida dos outros apenas quando outro lhe pede sugestão. Amadurecimento é um processo gradativo e de desejo próprio. Se vivemos com pessoas reais, por que dificultar nossas relações por causa de seres imaginários? Em casos que somos acuados, podemos tomar rumos diferentes e enquadrar o outro em seu devido lugar.
Um título não define o caráter de alguém, não resume toda sua história de vida, nem deixa claro suas reais intenções. Nunca esqueçam disso. Viver em função de um rótulo ou viver a rotular os outros não é algo muito sábio. Quando aprendermos a tratar todos de igual para igual e nos preocuparmos menos com os títulos, evoluiremos um pouco mais.
Saúde e sanidade a todos!
Texto escrito em 17/9/17


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