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RAFAEL 14 NOVEL LGBT 18 ANOS
DE PAULO FOG
ricardo fogzy

Resumo:
PARA MAIORES DE 18 ANOS

Vanessa tira o soro e solta os esparadrapos de si, vai ao banheiro e sai vestida com sua bolsa a tiracolo, com todo cuidado para não ser vista, vai até a sala de visitas e ali vê Cláudia, Murilo e Rafa, ela faz o retorno e em um momento de descuidado das funcionárias ela sai pela cozinha, já na rua coloca um lenço a cobrir lhe a boca e segue até pegar um táxi.
    - Para onde?
    - Vamos próximo ao jardim Anjélica.
    - Sim senhora.
    O táxi sai, enquanto ela procura por mensagens de Guilherme ou Anderson no celular.
    Sem respostas ela segue para o quartel de Anderson.
    Gislene ali a poucos metros de Anderson.
    - Oi Anderson.
    - Cadela, vadia, se aliou a essa velha por que?
    - Acha que sou tão burra a ponto de não fazer nada até que fosse a minha captura e me matasse?
    - Por que eu faria isso?
    - Pense que logo saberá.
    - Ah sim, pelo fato de ter pego e dado uma boa surra em Vanessa, isso é o de menos.
    - Por que mais seria?
    - Acho que devemos somar junto o roubo as minhas finanças, meus ganhos.
    - O que diz?
    - Só hoje, me deram juntas um prejuizo de mais de 500 mil, sabiam?
    - Pode acreditar ou não, mais eu nunca quis e nem quero sua grana, sou capaz de fazer o meu por minha força e capacidade.
    - Tá vou acreditar.   Anderson dispara contra Gislene que cai ferida, grita e logo vem dois dos seus para seu socorro, morrem ali, Anderson olha para ela ali a gritar de dor.
    - Fique calma foi só um leve lembrete, logo mais te darei o final que merece.
    - Obrigado, mais prefiro eu te dar seu fim. Anderson olha para trás, Diolinda dispara nele, mais erra por milimetros, ele por sua vez dispara certeiro no peito dela.
    - Não. Vocífera em lágrimas ali, Gislene, ele caminha até ela quando ouve uma voz ao longe.
    - Anderson.
    - Vanessa.
    Ele olha para o lado esquerdo, ali distante a colocar o pé na calçada da praça, Vanessa olha para ele, nisso ele ouve Gislene dizer.
    - Covarde, como teve coragem para matar sua família.
    - Que família, ficou louca de vez?
    - Diolinda, era sua tia, você sabe muito bem disso, e ainda assim a matou.
    - NUnca foi, eu fui abandonado, minha mãe é a rua.
    - Desgraçado. Gislene atira com as ultimas forças e Anderson cambaleia, olha e vê o sangue sair de seu ombro esquerdo, ouve um barulho, Vanessa cai no chão.
    - Não, puta dos infernos você a matou.
    O ódio llhe toma o corpo e a alma ele descarrega o revólver que trazera ao cinto em Gislene que cambaleia ja que ela se levantara, ela cai novamente, agora morta.
    - Morre puta vadia, morre. Ele grita ali, viaturas chegam, os caras já sumiram, ficando somente ele em meio ao mar de cadáveres.


            Anderson olha para aqueles colegas ou não, mortos, sente por dentro que seus órgãos como por mensagens iniciam se uma avalanche, logo ele sente algo a subir lhe a garganta, sente seu peito apertar.
    - Eu, eu matei todos. Ali surge uma onde de sentidos, ele começa a derramar lágrimas, abre a boca em seguidos vômitos, ali ele deixa sua pistola cair ao chão, 3 circulos de policiais são formados em seu redor, sendo que alguns são das operações especiais, todo o perímetro daquela praça fora fechado, alguns agentes em especialidades a tiros á distância são postos estratégicamente em cima de alguns prédios circunvizinhos.
    - Por que, por que mãe, eu fiz tudo isso, eu fiz isso, por que?   Seus olhos ali marejados, Anderson olha para o chão, mais adiante seu fuzil, um pente cheio ao lado.
    - O que eu faço, o que eu faço, vai me diz, mãezinha?
    O círculo vai se afunilando, ele olha para eles ali meio que se como nada lhe valesse a pena.
    - Mãe, mãe me perdoe. Na sua frente a imagem de sua mãe ali em vestido branco simples, lhe estendendo a mão ele quer abraça-la mais ela se afasta dele como que por magia, logo ele arrega-la seus olhos.
    Sua mãe ali, a imagem desta, ali tem fios de sangue a escorrer-lhe pelo pescoço, uma mão em luvas de couro preto segurando uma faca, ela cai sucumbindo.
    - Não, por favor, não, de novo não, por favor, não minha mãe não me deixe assim novamente, não.
    Anderson pega a arma do chão, e de joelhos inicia-se a postura para atirar, logo recebe uma sequência de tiros, sendo um na nuca.
    Ele sente seu corpo ser dilacerado, várias balas penetram e outras atravessam ele.
    Em gritos num misto de dor e angústia, logo se vê e sente, o ódio que lhe tomara tantos anos, lhe fazendo escravo de um ódio que se consumia.
    - Não. São as últimas palavras que saem de sua boca misturado ao sangue que lhe escorria.
    Anderson cai de costas, os policiais se aproximas desse e confirmam ali sua morte.
    Ambulâncias e o veiculo do IML, junto a diversas viaturas ali.
    Murilo, Cláudia e Rafa chegam ali naquele cenário horripilante, macas e profissionais se trombam entre saídas de corpos e portas de caminhões e viaturas.
    - Melhor irmos.
    - Para onde?
    - Temos que encontrar o Guilherme.
    - Mais e se ele já estiver morto?
    - Não Cláudia, aquela mulher de uma forma que só ela deveria saber, o amava, com certeza o deixou num lugar seguro.
    - Será?
    - Também acho isso tia, Murilo tem razão, vamos procura-lo.
    - Obrigado Rafa. Agradece Murilo a Rafael que lhe abre um sorriso daqueles.
    - Acho que eles não se amavam, assim.
    - Pode até ser Cláudia, mais eu sinto, Gui esta vivo e esta bem.
     












                                             9



              O QUE PENSAR, O QUE DIZER QUANDO SOMOS OFENDIDOS, A QUEM DIGA QUE A MAIOR RESPOSTA É O SILÊNCIO, AINDA ASSIM ACHO QUE TUDO DEVE TER UMA RESPOSTA, MODESTA, MAIS RESPOSTA.
                    NÃO ME CONFUNDA EM MEIO AS SUAS FRUSTAÇÕES EM SER OU NÃO O SER HUMANO PERFEITO QUE TUDO SABE A QUE ATENDE A UMA SOCIEDADE DEFICITÁRIA DE SENTIMENTOS PARA ALGUMAS CLASSES.
             AFINAL EU SOU E SEMPRE SEREI O PONTEIRO DE MEU CAMINHAR, MINHA FÉ ME LEVA E ME TRAZ, SEMPRE TENDO A TOTAL CERTEZA, SOU FELIZ POR SER.




      Bruno chega na praça, neste momento ele vê ao longe um homem sendo colocado no caixão de plástico e levado para dentro do caminhão do IML.
    - O que será que disparou tudo isso aqui?
    Ele fica ali a olhar aqueles movimentos, nisso toca seu celular.
    - Oi.
    - Bruno.
    - Murilo, acabei de chegar aqui na praça, cara que loucura foi essa?
    - Nós estamos á procura do Gui.
    - Vou sair daqui.
    - É a melhor coisa que você faz.
    - Tá, tchau.
    - Tchau.
    Bruno entra no carro e sai, ao passar por uma esquina ele vê o corpo de uma mulher ser colocado num Furgão, ele repara que ao sair o veiculo, ficara no chão um celular.
    - Meu Deus, o que é aquilo?
    Ele pára e desce do carro, vai até o local, ali no chão o celular, neste momento o aparelho toca.
    Bruno pensa em deixar aquilo ali, porém algo forte lhe toca o peito.
    - Alô.
    - Oi Gislene?
    - Gui?
    - Bruno, por que esta com o celular da Gislene, você a conhece, o que houve, me diz por favor?
    - Onde você está?
    Guilherme diz com algumas indicações, Bruno entra no carro e sai.
    Gui vai até próximo ao portão e nada de Bruno, ele retorna ao banco de madeira, não consegue ficar ali parado, logo ouve o barulho das pedrinhas no chão em atrito com o pneu.
    - Você veio?
    - Seu bobo, vamos embora.
    - E a Gislene?
    - Vamos, no caminho falamos.
    - O que houve?
    - Certo, vou, melhor você saber.
    - O quê, cadê a Gislene, ela foi presa?
    - Não, ela foi morta.
    - Morta?
    - Acho que o tal de.........
    - Anderson?
    - Sim, acho que foi esse homem ai.
    Gui abraça Bruno, lágrimas descem, num aperto forte Bruno recebe os soluços e choro de Gui.
    - Ela é tão importante assim?
    - É uma amiga, apesar dos pesares.
    - Amiga?
    Bruno não esconde em sua face se enche de alegria ao ter ouvido aquilo de Gui.
    - Seu bobo, achou que eu a amava?
    - Vai, vamos logo.
    - Te amo, sabia?
    - O quê?
    - Será que vou ter de gritar aqui?
    - Acho que estou com problemas em meus ouvidos, meu Deus, será que entrou água do banho ou ......
    - EU TE AMO, TE AMO DEMAIS, CARA VOCÊ É MAIS QUE TUDO, MESMO SENDO DE INICIO, POUCO TEMPO, NÃO ME VEJO MAIS LONGE DE VOCÊ, SEU CORPO, SEU CALOR, TE AMO PORRA. Grita Guilherme ali aos 4 cantos, Bruno lhe abraça e o beijo surge inevitávelmente.
    - Eu também, sou louco por você, te amo e muito, mais...........
    - Mais?
    - Precisamos falar sobre algo.
    - O quê Bruno?
    Bruno lhe aponta o carro e eles seguem para este entrando.
    Cláudia liga para os familiares de Vanessa que recebem a noticia da pior possível, Murilo e Rafa procuram na casa de Vanessa algum endereço ou algo que possa lhes dar luz a indicar o paradeiro de Gui, nisso toca o celular de Murilo.
    - Oi, Bruno, o quê, você o encontrou, ele esta bem, estão indo para o apartamento, estamos indo para lá. Ele desliga e segue com Rafa para o apartamento, minutos depois todos ali, Cláudia ouve de Guilherme os ultimos ocorridos entre Gislene e ele.
    - Nossa amigo deve ter sido uma barra?
    - Não, Gislene sempre me foi alguém a quem esta á procura de um porto, um ombro amigo, mais que tudo.
    - É, acho que tens razão.
    Murilo entra no assunto.
    - Por falar nela, sabe se tem parentes?
    - Ela ficou na rua desde pequena, após passar por alguns abrigos e casas em experimento de adoção, nunca aceitava o que lhe era proposto e fugia com frequência, hoje fez fuga final.
    - Não pense assim. Bruno lhe abraça e o beija no rosto, Cláudia vê aquilo e fica um tanto sem graça, Murilo meio que tosse e o casal ali desconfia da situação a constrange-la.
    - Nos desculpe.
    - Não, o amor foi feito para ser celebrado.
    - Cláudia.
    - O que foi gente, não tenho nenhum fixo mais não sou nenhuma santa, acredite nisso. Risos.
    - Mais o que é isso, minha tia a se revelar minha gente, para tudo.
    - POis assim é a vida e a sua tia não é nada boba tá?    Cláudia responde para Rafa e mais risos.
    O enterro de Vanessa e Gislene é feito no mesmo cemitério, com ajuda de todos e familiares dela e de Guilherme, muito sentimento e emoção são o combustível a formar uma névoa no local.
    Anderson é enterrado em outro cemitério quase que indigente, caixão doado e praticamente só os funcionários, os coveiros ali para o féritro.
    Bruno chega logo após a descida do caixão junto de Guilherme.
    - Será que ele vai conhecer e estar na verdadeira paz agora?
    - Vamos pedir a Deus que sim, mais saiba, ele fez muito mau por aqui.
    - Sim, mais prefiro pensar que ele fora perdoado assim que chegou no outro lado.
    - Tomara, sabe, agora também quero pensar assim, igual a você.
    - Lindo.
    - Te amo.
    - Eu é que te amo mais.
    Eles prestam seus sentimentos ali com velas no local indicado e flores ao pé da plaquinha de Anderson.


Biografia:
ler e escrever é minha vida assim
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