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As propostas para o ensino de Ciências debatidas para a confecção da lei n.5.692; Ciências Naturais passou a ter caráter obrigatório nas nove séries do primeiro grau , (anteriormente oito). Orientavam-se pela necessidade de o currículo responder ao avanço do conhecimento científico e as demandas geradas por influência da Escola Nova. Essa tendência deslocou o eixo da questão pedagógica, dos aspectos psicológicos, valorizando a participação ativa dando lugar a objetivos também formativos. As atividades práticas passaram a representar importante elemento para a compreensão ativa de conceitos.
O ensino de Ciências passou a ser o de dar condições para o aluno identificar problemas a partir de observação sobre um fato, levantar hipótese, ser capaz de “redescobrir” o já conhecido pela ciência e tirar conclusões sozinho. Os problemas relativos ao meio ambiente e à saúde começaram a ter presença quase obrigatória em todos os currículos de Ciências Naturais, mesmo que abordados em diferentes níveis de profundidade e pertinência.
Para FIGUEIREDO (1991), é importante ensinar Ciências para os alunos com o intuito de obter o conhecimento através da natureza como ela se comporta e o processo da vida, a onde o aluno se posiciona com fundamentos acerca de questões como: a manipulação genética, os desmatamentos, o acúmulo na atmosfera de produtos resultantes da combustão, o destino dado ao lixo industrial, hospitalar e doméstico, entre muitas outras.
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