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Plano de Recuperação de Desastres
Vander Roberto

Um Programa de Recuperação de Desastres é vital ao Rio Grande do Sul focado em recuperação de moradias e geração de renda evitando um definhamento da economia gaúcha. Os modais precisarão ser reativados com urgência para recebimento maior de doações e mobilidade. O foco deste Programa é ofertar dignidade ao cidadão e cidadã do Rio Grande do Sul evitando convulsões sociais que poderão surgir ao longo do tempo.

O foco deve ser a renda e recuperação de moradias via União. Esta renda é um "colchão social", não poderá ser valores irrisórios, precisando atender ao resgate social e prático das vítimas da enchente. Não há um número que possa ser dito em cifrões sendo cada caso estudado pontualmente. O certo que somente um salário-mínimo não atenderá ao demandante povo gaúcho indo muito além deste valor que será empregado por bons meses e até anos.

Neste Programa precisará estar incluso um plano para subsídio da União e o estado gaúcho na manutenção dos empregos. Empurrar isto ao empresariado é assinar um atestado de pouco caso com pessoas. Este dinheiro é um seguro, ao patamar dos valores recebidos pelo(a) empregado(a) visando ao menos sua plena organização orçamentária e sobrevivência. Compete ao Estado brasileiro este comprometimento entrando com a grana.

Reduzir a ideia ao subsídio da União ainda é pouco. O chamado aluguel social deve ser independente deste. Estas cifras precisarão ser calculadas de forma individual. Aluguéis precisarão ser regulados quanto ao valor cobrado estabelecido pela lei, evitando abusos. Devemos lembrar que há poucas e adequadas moradias no momento e até no ponto futuro mais breve. Não sairão residências novas no estalar dos dedos.

Importante dizer que isto não é uma doação e sim obrigação das esferas públicas ao atendimento social à dignidade humana. Há pessoas que perderam o básico como moradias, bens móveis, empregos, fonte de renda, sem contarmos as vidas humanas que são mais importantes. Uma política de assistência contínua para efeitos psicológicos após a enchente precisará ser colocada em prática entrando neste Programa.

Se o Programa for bem trabalhado, precisará atender interessados(as) em sair do estado gaúcho. Há uma insegurança climática por lá e certamente empresas e uma parte da população avaliará se vale a pena continuar ou não nas cidades ou até mesmo no estado. É obrigação este atendimento. Casos pontuais como pecuaristas e agricultores(as) não sobreviverão pela alta contaminação do solo optando por novos rumos. Apresentar números de empobrecimento coletivo será importante para dimensionar as cifras reais.

Será preciso montar um Plano Preventivo que parece não funcionar no estado gaúcho caso tragédias como esta venham ocorrer. A simples dificuldade para obtenção de água já assinala bem isto. Abrigos serão pensados para que massas humanas possam ser deslocadas mais rapidamente já recebendo estrutura pronta não ficando dependente de outras unidades federativas.

As perdas em ganhos futuros entrarão neste pacote. A União precisará tratar este delicado tema com provisões financeiras assertivas. Safras e bons rebanhos, negócios em andamento, produções perdidas, impactarão o estado gaúcho e a União em si. Arrecadações serão muito menores. Canalizar verbas bem específicas para setores que trabalham com ganhos futuros minimizará a falta de investimentos empresariais imediatos.

Um Programa desta envergadura precisará atender questões sanitárias ou correções. Cemitérios precisarão ser deslocados, há contaminação de águas com restos mortais e materiais cadavéricos de toda natureza, vacinações em massa e nova rede de esgoto e águas mais inteligentes, coisas não feitas da noite para o dia. Hospitais terão que ser repensados atendendo forte demanda em casos críticos ou até mesmo suas construções físicas. Redução e controle de pragas urbanas como baratas, ratos e outras espécies estarão neste pacote além de política para aumento da dengue.

Veja que um Programa de Recuperação não inclui só o imediato partindo para a questão de correções preventivas. É nesta seara que deve ser pensado e colocado em funcionamento, minimizando impactos dos mais diversos, especialmente, perdas humanas. Coloquei algumas poucas ideias neste Programa só para citar aquilo que é mais visível. Obras públicas precisarão ser pensadas avaliando custo/benefício e impacto ambiental.

Saliento que lidar com Clima requer saber que lidamos com o caos. O planeta Terra está sujeito a isto. O ser humano tem parcela de culpa? Sim. Não há como negarmos isto pois estudos comprovam este impacto. O Capitalismo ajudou neste aumento de temperatura planetária. Refletir sobre seus males em relação ao Meio Ambiente é altamente importante. Este "senhor" precisa apresentar respostas. Não vi isto até o momento recaindo a culpa à Terra. Não vi ninguém tocando no assunto Capitalismo e os impactos no Rio Grande do Sul.

Espero que este Programa esteja em andamento. O Rio Grande do Sul tornou-se um caos precisando de extrema atenção. Politizar não é adequado havendo a oportunidade para questionar juridicamente em momento mais apropriado a falta de medidas prévias contra o desastre. O foco, como disse, é ofertar renda adequada resultando em soluções práticas. Aguardemos para ver como as coisas andarão. Cobrem. Abraços.


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