Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
A abóbora de Manu
Carolina Cortez

Manu era uma garota alta e magricela que morava de favor com sua tia Isaura e suas primas, Adelaide e Wilma, desde que seus pais morreram num acidente de carro.
Isaura, muito rica, dona de um buffet herdado pelo marido, paparicava suas filhas comprando roupas e acessórios de grife, enquanto Manu tinha que trabalhar para a sua tia por míseras economias.
Enquanto as suas primas a esnobava, Manu gastava seu pobre dinheirinho com livros de fácil acesso econômico, claro.
Adelaide e Wilma diziam para ela que era tolice esse papo de leitura, que o bom mesmo era andar na moda para arrumar um marido rico.
Às vazes, elas até sumiam com alguns livros de Manu só para sentir o gostinho de deixa la furiosa e não poder fazer nada.
Quando suas primas fizeram 15 anos, Isaura fez aquela festa no buffet para cada uma delas, deixando tudo para que Manu arrumasse a bagunça.
Já os 15 anos de Manu, foi um bolinho pobre na casa da tia para que as irmãs pudessem enfiar a cara de Manu no seu bolo seguido de risadas debochadas.
...E assim passaram se 03 anos penosos para a garota que atingira a maioridade.
Nesta idade, caminhando pela rua e, ainda apaixonada pela leitura e pela escrita, Manu descobriu um sarau, o qual estava oferecendo um prêmio monetário para quem ganhasse o concurso de contos ou poesias.
A garota não pensou duas vezes e logo fora se inscrever.
Porém, durante a inscrição, Manu teve que deixar o local às pressas em função da bronca que levara da tia por não ter limpado direito o chão de seu trabalho.
Ela ficou nervosa e saiu correndo do sarau deixando no balcão seu caderno com todos os seus contos e poemas.
Manu passou semanas se lamentando pela perda de suas obras e do prazo do concurso, mas na esperança de reencontrar as suas escritas, pois em seu caderno havia seu endereço.
Até que um dia, estavam na casa sua tia, primas e Manu quando, repentinamente, bate na porta um homem bonito e elegante se apresentando como Arthur perguntando quem era a dona daquele caderno maravilhoso.
Adelaide e Wilma logo se pronunciaram, enquanto Manu não se continha de felicidade, ainda que silenciosamente, por ver a chance de recuperar o seu caderno.
Arthur, desconfiado de que os escritos não eram das duas irmãs, pediu para que cada uma das três escrevessem o seu nome.
O empresário, reconhecendo a letra de Manu, logo propôs a publicação de suas obras, tornando a, desde então, rica e famosa.
Quanto ao restante das três, Manu não as esqueceu, pois não era do seu feitio se vingar. Principalmente porque, em função do aparecimento de um vírus letal que surgirá mundialmente, sua tia falira com o zero de movimentação de seus negócios.
Manu então, passou a sustentá las, porém, deixando as viver numa vida simples com a ausência do luxo que Isaura, Adelaide e Wilma ostentavam.



Biografia:
Sou Carolina e escrevo, pois isso faz bem para minha mente e alma. Tenho um blog , seu endereço é entendacomoquisercarolcortez.blogspot.com e mail:cmscortezmi@gmail.com abç
Número de vezes que este texto foi lido: 47276


Outros títulos do mesmo autor

Poesias O palhaço Carolina Cortez
Crônicas Ano de 2020! Carolina Cortez

Páginas: Primeira Anterior

Publicações de número 61 até 62 de um total de 62.

  Envie este texto por e-mail
Digite seu nome:
Digite seu endereço de e-mail:
Digite o nome do destinatário do e-mail:
Digite o endereço de e-mail do destinatário:

escrita@komedi.com.br © 2021
 
  Textos mais lidos
VERDADE, PUREZA, SUCESSO - Alexsandre Soares de Lima 1 Visitas

Páginas: Primeira Anterior