Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
Submundo
Quantos poemas eu escrevi mesmo sem fôlego?
Janaína Silva

Você não sabe, mas as vezes me falta até ar, não consigo respirar, o peito arde, a cabeça dói e mesmo assim continuava a escrever sem saber se aquilo acabaria de me matar ou me faria reviver.
Você não imagina quantos poemas já escrevi derramando lágrimas, desejando a morte e fingindo calma, depois que terminava de escrever apenas deitava em minha cama em posição fetal e chorava até adormecer.
Você não sabe o que é se sentir sempre perdida, sentir sempre o peso do mundo em suas costas, sentir dores que não existem, sentir as feridas que estão em sua alma, ver seus demônios gritar desesperadamente, ver o mundo cair e apenas ignora-lo, não entende o que eu fui e o que eu sou.
Ninguém imagina quantas vezes vivi sem respirar, sem sentir, sem amar, fazendo tudo de forma mecânica. Você sabe quantas vezes eu escrevi mesmo sem fôlego?

J.S
Qui, 30 de Janeiro de 2020


Biografia:
É tão horrível a sensação de estar sempre sem fôlego, sempre quebrada.

Este texto é administrado por: Janaína Silva da Conceição
Número de vezes que este texto foi lido: 65674


Outros títulos do mesmo autor

Poesias Submundo Janaína Silva
Poesias Minha vida Janaína Silva
Romance Nossa quase história de amor Janaína Silva


Publicações de número 1 até 3 de um total de 3.


escrita@komedi.com.br © 2026
 
  Textos mais lidos
O ceticismo operacional: - Isnar Amaral 158 Visitas
Entre a Dor e a Promessa - Eliana da Silva 135 Visitas
O adoecimento do professor no ambiente de trabalho - Sabrina Fredrez 128 Visitas
Desalinhos que Aninham - Eliana da Silva 76 Visitas
Frase sobre a Copa do Mundo 2026 - Anderson Davidye 62 Visitas
BÚSSOLA - Sérgio Gaiafi 39 Visitas
ALMA - Sérgio Gaiafi 32 Visitas
A ILHA - Sérgio Gaiafi 13 Visitas

Páginas: Primeira Anterior