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A mais cruel e triste despedida,
Que a tanto ser humano faz sofrer,
Vejo partir a jóia mais querida…
Melhor seria… nunca a conhecer!
Ouvindo-te chorar, mimosa flor,
Como ontem fiz, querida, ao pé de ti,
Doeu-me suportar tal dissabor…
Não te manifestei o que sofri!
Fui sempre assim: não sei, infelizmente,
Os que sofrem, na hora, confortar!
Mas, ouve, pomba mansa e paciente:
Sufoca a dor: jamais posso falar!
Quisera demonstrar-te, Sécia linda,
Que os “mudos” também sentem afeição!
Por timidez se calam, e eu, ainda
Não fui capaz de abrir-te o coração!
O nosso estágio, feito de alegria,
Tão breve foi, como a felicidade!
Hoje, amanhã, depois, em cada dia,
O meu viver será mágoa e saudade!
Incertos, seguiremos um caminho
Que ninguém adivinha, é lei da vida!
Mesmo em silêncio, leva o meu carinho…
Dá-me um pouco do teu, também, querida!
E para longe irei; não mais te vejo!
Meu segredo: ilusão cai, destroçada!
Que se mantenha, vivo, este desejo:
Sonho ver-te feliz, quanto adorada!...
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