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Crônica sobre Guilherme
Guilherme era folia, carnaval, dia de Reis, alegria.
Sorriso de alma aberta. Boquiaberta, cantante, flutua.
Guilherme é boas vindas, boa vinda, boa vida.Bem vindo.
É facilmente complexo, sutilmente gigante.
Imensidão de euforia, empatia, ímpar, par.
Guilherme festeja quarta de cinzas,
teoria, bascára, liturgia.
Ele acontece, flores, enaltece, brinca de ser quem é. Sem pedir desculpas ou sim. Outrem.
Intelecto da ZL. Dialecto acadêmico, normal culta, contra cultura.
Trouxe toda leveza de quem não pretende ficar.
Instalou-se fé.
Toda bossa prosa e prazer.
Guilherme é noite de tesão;
É acalento e suspiro no amanhecer,
É cerveja gelada de domingo.
Filme bom de ver.
Era o que eu não sabia explicar, mas posso ver e anotar, quantas flores vi dentro de ti.
Tem a cor de luta, olhos de estrela, cabeça na lua, pés no asfalto.
Coração nobre, enorme, discreto.
Cientificamente concreto, alma de encanto.
Guilherme mora no abraço.
Na paz de quem corre descalço.
Encanto generoso, sensibilidade de quem traz um mundo no olhar, jeito doce ao expressar a genialidade de um monstro do saber.
Nada sei do você.
Chão de giz.
Eu vou te guardar num pano de confetes.
Me enfeita de beijo, desejo nas calçadas.
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