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Quem "é" o ser-que-aí-crio"?
Maria Carolina Chr.


     Há* uma condição estética e, arrisco eu, existencial a certos indivíduos seletos: a condição de pertencimento a subgrupos performáticos, sendo estes vertidos de acidentes de vindouros espasmos quanto aos problemas propostos a si sob caráter universal e, agora, na grupalidade, como o clímax da ascensão de um novo Eu sem as chamas primitivas de seu nascimento. Problemas postos à guisa de categorias existenciais incompatíveis: o Ser do simbolismo, ou melhor, o ser-que-aí-crio. E, ainda subscrevendo o símbolo, pisoteia-o, a ponto de grafar seu nome no ar. Este ser, por outro lado, não o é. Somente se submete a um erro crasso de confusão pós-analítica e, principalmente, pós-metafisica, cuja unidade se esfacela e se regozija titubeante nos seus tragicômicos espetáculos sob os seus próprios holofotes e topografias irrisórias de autocondenação e ridicularização de domínio linguístico, racional e, fundamentalmente, de atenção primária a si e aos seus pensamentos antes do embuste da grupalidade como um ser em ato - a derrocada de Aristóteles no uso errôneo e no desuso despreocupado. Portanto, errarei só, assim como a fonte do ser se faz. Pensar só. Errar só. Sucumbir sob os próprios cadáveres definicionais e, admitindo a incapacidade de coser verdade com um falso ser, serei apenas o ser: Eu.
Queimemos só no inferno! Contentemo-nos em obliterar a substância concreta e não um espantalho com trajes universais (o ser-que-aí-crio; a manipulação e ascensão do simbólico ao pódio da verdade e existencialidade inegável), a ponto de condenar ao todo a uma Negação devido à negação de si próprio: o manancial do qual os conspícuos nunca renunciaram.
** O verbo "haver" foi utilizado, em contrapartida ao "ser-que-aí-crio", seja formal, seja concretamente. Não customizei vestes existenciais falsas nele; mas, sim, eu o escolhi devido ao caráter de substancialidade concreta dos sujeitos grafados acima. Portanto, achei ilustrativo e condescendente ao discorrido preferenciá-lo como módulo de precipuação tanto no texto quanto na crítica.


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Publicações de número 1 até 3 de um total de 3.


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