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Que embora viva esquecida
Sob a pele torta e fria,
Sua
Desvantagem mostra um homem baixo, outra vez.
Insultado por peão e rei e mesmo estrelas
Despejadas sobre sua casa.
E dentro dela,
Sem sequer rodeios,
Um abismo doce e muito
Elegante.
Nem quer ser bondosa,
Muito menos,
Incompleta a hora incerta;
Então,
É um estorvo
Nebuloso
Sobre este abismo doce e quase
Engraçado e que no tempo vai seguir
— Puxando
Os meus pés e as minhas mãos, cortando um pouco, falsa
Segurança em dois fins: um abismo doce e muito
Sujo e mais dois gumes vivos,
Vãs questões de espera
Ora assim, vêm sempre ser motivo para a troça,
Exibindo a língua, um abismo doce e muito
Debochado,
Voz,
Terrível voz que paira imóvel
Na coluna fina sobre o ar enquanto espera
Por alguma forma, desde um ponto, a própria vida
Aprendendo a ser comum e quem, exalta a vida,
Avançando mais, imita a própria morte em vida
Para sempre morto e desde então,
Constante.
E sempre
Vou dizer-lhe voz melhor dizendo o nada, ou cega
Confiança nova em não voltar à casa hoje,
Dividindo gestos lentos, vida assim mostrando
Que não crê
A quem não crê, a mão no vento, a mão
Que desmancha os nós, bem sei, a mão humana, como
Amargura à face, crer ao menos mais correto
Quem a gente gosta, ter, por fim, melhores dias
Imprecisos,
Não inspiram mais cenários, rusgas
Ou vontade insossa (que talvez transforme tudo),
Claramente vale ser feliz além do mundo
Inegável, ou conforme a norma pronta
Poderá dizer que não, fará brotar de um grito,
Arrogante grito, só porque procura a vida
E então um verso
Em belas vestes e riquezas,
Vou dizer-me voz,
Possante voz, QUE EMBORA VIVA
ESQUECIDA
Sob a pele torta e fria,
Sua desvantagem mostra um homem baixo outra vez.
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