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Caminhei à beira da velha estrada,
Uma mangueira, logo eu avistei
No chão, estava caído seu último fruto
Que tão rapidamente eu apanhei.
Na estação primeira do ano,
As flores já fizeram desabrochar
Para elas, o passado não faz diferença
O ciclo irá se retomar...
A mangueira dará novos frutos
Todos diferentes, com novas mudanças
Iguais nunca haverá...
Surgirão flores, que vão desabrochar
Evoluindo de pouquinho em pouquinho
E com a dádiva, e o dom da transformação
Os frutos da mangueira
Logo maduros se tornarão...
E no auge da maturidade,
Deixará do pé, manga por manga,
E a vida segue adiante, independente,
A alma se trona mais humana...
Pois a semente, germinante
Dará vida a uma nova mangueira
Novos frutos do futuro promissor,
Provenientes d’uma boa semeia...
LIBERATO, Júnio, 10 de fevereiro de 2016, Taquaraçu, Piranga, MG
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