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De pé bem cedo, o Sol já reluzindo nos Céus das Minas Gerais.
Seguindo a programação, após tomar o café, subiamos na camionete de meu pai.
Ele, minha mãe, minha irmã e eu ainda meninas. Passavamos na casa da tiavó para pega la junto com minha prima também criança.
Seguiamos rumo ao sítio de minha avó, ficava bem próximo a cidade. Sería mais um divertido dia, eu contava.
Já deixamos a rodovia estadual e entramos na estradinha de terra municipal que vai cortando vários sítios.... e lá vem o costumeiro abre e fecha porteiras... "boa lembrança".
Já avistamos a varanda do sitio da vovó, passamos pelo laranjal, pela plantação de abacaxi pérola, sempre frutos docinhos. E vem os currais, o galpão de retirar leite, e meu pai escolhe a árvore de copa enorme, estaciona sob sua sombra.
Nós, as tres meninas na corroceria viemos pelo caminho combinando ansiosas o passeio a cavalo que sempre fazíamos .
Bons tempos aqueles, segurança e tranquilidade eram comuns, faziam parte naturalmente de nossas vidas. Tanto que nosso preferido passeio a cavalo pelas estradinhas vizinhas ao sítio da vovó não gerava a menor preocupação, ao contrário, era costume do lugar.
E naquele dia também sería assim.
Após os cumprimentos, demos um tempinho, passeamos pelo pomar, conferindo as frutíferas. Quais estavam carregadas para saborearmos seus frutos mais tarde.
Voltamos a varanda já pedindo pelo cavalo .... de pronto fomos atendidas. Sempre dispensavamos o arreio, bastava a corda amarrada em sua cabeça. Montavamos as tres no mesmo cavalo e partíamos para nosso desejado passeio.
Recordo bem da sensação de liberdade, brincavamos de já sermos adultas diante a autonomia de cavalgar. Seguíamos em trote devagar, inventando mil estórias, riamos muito. Lembro de ir admirando a vegetação margeando a estradinha.
De uma árvore em especial jamais me esqueci, o enorme pé de jatoba. Ao chegarmos nele, descíamos e sob sua sombra brincavamos de correr, de cantar e tantas outras brincadeiras. Seus frutos sempre me atraíram, confesso, pela diferente aparência e forte cheiro, o sabor e textura pegajosa nunca me agradaram, mas recordo que comia mesmo assim.
E nosso passeio seguia, quando voltavamos já era quase hora do almoço.
Bons tempos, que bom te los vivido! Saudades !
05/01/2014
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