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A rosa que não floresceu
Victor Hugo Lima

Resumo:
Uma menina, cujo problemas familiares atacam-a, ela procura uma luz em meio a tamanha escuridão para a resolução das suas condições. Um conto com final surpreendente!

A noite estava mais escura do que o normal, os cantos das Aves da Noite fora substituído por pios melancólicos de corvos lôbregos. O sino da Igreja Matriz rebalanceava inesperadamente por todos os lados, exercendo barulhos repugnantes que faziam os ouvidos tremerem de repercussão.
Rita saira de sua casa para dar uma volta na praça e olhar a lua, que até então, não estava bela, outrora se contentou apenas com o ruído do lago próximo da ponte que avistara logo em seguida. Na verdade, ela não sabia por que, mas aquilo tudo a dava uma sensação de paz e amor que a muito tempo lhe faltara no berço de família, e que tinha verdadeiramente necessidade de receber.
O céu azulado resplendia o rosto de Rita, ela procurava uma solução para todos os problemas de sua vida, para todos os antefatos que ocorrera na última noite: a briga com seu pai, o término do namoro e a reprovação no emprego.
“Por que só estou à margem da solidão?” Ela repetia esta frase várias vezes para si mesma, procurando assim uma resposta em meio a tamanha escuridão.
Uma voz suave, mas ao mesmo tempo áspera, começara a falar, e tentara responder a interrogativa de Rita.
“Porque você quer tanto a felicidade, que não consegue alcança-la” Um homem baixo e calvo se encontrara então parado bem na frente dela.
“Quem é você?” Rita falou.
“Nossa, me senti tão incomum com a sua pergunta, que esqueci de apresentar-me” O tom singelo de sua voz continuara a falar. “Mil perdões Senhorita, me chamo Simão”.
Um arrepio genuíno passara rapidamente pelo corpo dela, com um passe de prestidigitação o céu ficou cheio de estrelas e a lua parecendo feitiçaria, se enchera totalmente, mostrando um brilho perdido no céu.   No entanto, ele continuara a falar:
“O que é felicidade para você Rita?” Um sorriso externo rompera em seu rosto velho e íngreme.
Rita procurava entender a pergunta por alguns minutos, e enfim respondera:
“Eu faço filosofia, por isto mesmo, concordo muito com o termo de felicidade para Aristóteles” Rita ainda tentava encaixar as palavras. “Para você conseguir a felicidade e a paz, nós temos que ser merecedores daquilo, ou seja, desenvolver nossa potencialidade”
Simão não olhava diretamente para ela, estava mais concentrado no céu cujo tinha ficado muito bonito inerentemente. Ele balanceava as mãos para o lado direito e começara a falar:
“Você não vive há dez mil anos atrás Rita, seu baseamento de felicidade mostra-se muito superficial na Idade Média”.
A bochecha dela logo rosou-se, e abria a boca para falar friamente, todavia não conseguia, até que palavras molhadas veio à tona.
“Mas quem é você? Por que está me perguntando isso?”
Simão tirou o olhar do céu, olhou bem em sua cara, e respondeu tua questão:
“Eu sou um simples homem, um simples homem que descobriu os segredos da vida e os enigmas da terra, que viajou com Shakespeare, que recitou poemas, que mergulhou num mar de glória e se afogou num rio de angustia. Eu sou aquele que pessoas deviam amar, outrora sem matar”.
O relógio marcara com grande lentidão (Duas horas da manhã), ainda assim a praça se encontrara vazia e sonolenta. Rita olhava Simão com complexidade, ela queria abraça-lo, mas o orgulho impediu-a, então disse:
“E para você, o que é felicidade?” Ela procurava chegar mais perto do Senhor, que a respondeu logo em seguida:
“Para mim, felicidade não tem definição” Seu olho brilhava como a estrela lá de cima. “Hoje em dia as pessoas querem-na muito, e é por causa disso que não consegue alcança-la,elas pensam que felicidade só se acha quando somos bem sucedidos na vida ou quando encontramos um amor por toda data. A felicidade está muito além disso, está muito há mais de definição. A única coisa que você precisa é seguir seu coração e ir em frente”
Depois de tudo isto que ele falara, começara a andar, sem ao menos despedir-se, Rita seguiu-o, e viu que ele entrara no cemitério, logo mais ela entrou junto, e ele disse:
“Preciso dormir, amanhã é o dia do encontro dos Anjos no céu.”
Dizendo estas palavras tais, ele deitou e fechou a tumba, deste então a rosa nunca mais florescera.


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