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Martinho Totta

e eu estou diante de um belo espelho retangular bronzeado
de onde posso ver e sentir dois corpos praticamente fundidos um no outro:
um homem e uma mulher
de onde tudo vem tudo vem tudo vem
ouviu, meu bem?
então vou correndo para dentro do espelho
e me espatifo com vontade
me estilhaço todinho
percorrendo ondas límpidas
ondas rubras lilases violeta
ondas curvas
ondas doces

meu sangue vertido se cristaliza no contato com todos os homens
que caminham lerdos pelos desertos de peixes
ao longo do horizonte de leopardos famintos e vivazes
não tenho medo quando uma serpente semi-mitológica me aborda por trás

ah não tenho medo
não me incomodo
não me incomodo
e de repente de um só golpe
eis que engulo a serpente inteira
sem mastigar

acontece que acordo suado
febril
e imediatamente me dou conta do pesadelo
que me acometera durante o sono
e assim
ainda semi-adormecido
busco consolo no espelho que lança contra mim a minha própria imagem
de onde avisto estupefato dois corpos humanos
quase que totalmente fundidos um no outro:
um homem e uma mulher
de onde nada vem, meu deus
de onde nada vem


Este texto é administrado por: Martinho Tota
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