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  Texto selecionado
Rio solidão
Daniel da Silva



Às margens da solidão
Do meu rio o leito corre,
Segue quase imutável
De inocência e graça
Seu curso perene.

Num caminhar perpétuo
Que de provações se encherá,
Culminando no que, outrora, fora
De inocência envolto, a um viver desraigado
De paixões revoltas, num mar aberto
Às emoções nunca dantes experimentadas.

Mas de temores meus olhos turvaram, qual frio da noite
Que gela as palavras,
E do peito lança fora o vigor antes habitado,
Da mocidade ingênua os males me acometem e
De um iminente oceano de paixões, se afligiu
Minh'alma,
Que a solidão margeia no seu eterno desafio.
Que de graça e inocência se revista e
Quem sabe eu, volte a ser apenas rio.



20/07/07


Biografia:
Daniel da Silva, Nascido em Teresina, Piauí, escreve poesias e contos tendo começado nos tempos de faculdade, é graduado em Letras Inglês.
Número de vezes que este texto foi lido: 65689


Outros títulos do mesmo autor

Poesias Rio solidão Daniel da Silva
Poesias Amanhecer Daniel da Silva
Poesias Desiludido. Daniel da Silva
Poesias COMPANHEIROS Daniel da Silva


Publicações de número 1 até 4 de um total de 4.


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