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Corrupção: Conceito de moralidade ou coletividade ?
Rafael Facuri Villela

A corrupção é um conceito que está intrínseco na sociedade brasileira, no entanto nem todo político é corrupto, uma vez que a corrupção não é definida pelos valores e sim pelo meio em que se vive, ou seja, a questão de ser corrupto na sociedade brasileira é resultado da coletividade e não do indivíduo em si. A população brasileira cobra maior fiscalização no Congresso Nacional, porém se esquece de que são coniventes com pequenos atos de corrupção praticados no dia a dia.
      Para compreender a corrupção na sociedade brasileira é necessário, primeiramente, entender o que é corrupção. Segundo Freitas, jurista brasileiro, corrupção vem do verbo latim corruptus, que significa quebrado em pedaços. Ao analisar esse conceito em uma ótica contemporânea, corrupção pode ser definida como utilização de poder ou autoridade para conseguir obter vantagens e fazer uso do dinheiro público para o seu próprio interesse, de um integrante da família ou amigo. A ideia de corrupção se encontra presente, em maior evidência, em países não democráticos e países emergentes, como o Brasil. O órgão internacional, Transparência Internacional, o qual tem como intuito analisar o nível de corrupção dos países, demonstrou no último relatório, em 2014, que o Brasil ocupa a 69 posição em relação a 175 países e que os números de casos de corrupção do governo brasileiro estão relacionados a um tipo de vantagem: o tráfico de influência.
       O tráfico de influência, simplesmente, resulta de uma parceria inconstitucional de empresas privadas e o governo federal, isto é, consiste em solicitar, exigir, cobra ou até obter, para si ou outrem, benefícios ou promessas de vantagem, que influenciam, diretamente, nas decisões dos funcionários públicos, tendo como exemplo, o escândalo do “Petrolão”, no qual empreiteiras juntamente com o governo federal tiveram participação em contratos ilícitos, que resultaram em um rombo de R$88,6 bilhões nas contas públicas. Por outro lado, a própria sociedade pratica adulteração em simples ações do cotidiano, como por exemplo, compra de produtos piratas, obtenção de TV a cabo de maneira ilegal, falsificação de carteira de estudante, suborno ao guarda de trânsito e apresentação de atestados falsos. Apesar de os indivíduos considerarem essas ações como normais, ressalta-se que esses desvirtuamentos não só provocam efeitos adversos a outros indivíduos, como também são inconstitucionais.
       Segundo Dilma Rousseff, presidente do Brasil, é necessário criar uma nova consciência, uma nova cultura fundada em valores éticos profundos, ou seja, esses valores têm que nascer dentro de cada lar, dentro de cada escola e, acima de tudo, na esfera pública,instituições e todos os núcleos de decisões. Porém, não se deve justificar a corrupção na máquina pública por meio de alegações de que os casos de corrupção ocorrem devido aos atos deturpados que a sociedade comete no dia a dia.
       Por isso, é necessário que a sociedade reflita sobre a questão da corrupção. Não se deve aceitar a corrupção, porém é inegável que a classe política brasileira vem de uma sociedade que pratica trapaças diárias e que os valores morais de um servidor público, eleito ou não, são forjados em uma sociedade em que ela cresceu, isto é, os atos corruptos não estão inseridos nos valores individuais, mas na comunidade brasileira.


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