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MINHAS MALDADES
ZÉ DE NATUCA

Quando falam em Deus eu rogo praga
Pra meus pais e irmão sou muito ingrato
Se eu vejo um mais forte me acovardo
Mais se encontro um mais fraco pego e bato
Nos jardins tiro flores planto espinhos
No lugar onde eu piso seca o mato


Sou cabeça do estelionato
Onde eu passo procuro confusão
Numa festa se eu for armo um motim
Faço intrigas em vez de união
Minto roubo destruo e falsifico
Que eu só quero miséria e perdição


Abomino qualquer religião
Que sou cético não acredito nisso
A igreja não vou não sei rezar
Com os santos não tenho compromisso
Mais nos livros dos bruxos e dos magos
Aprendi os segredos do feitiço


Quando vejo algo errado fico omisso
Do perdão e do amor não sei o preço
Se eu penso em ser bom me sinto mal
Meu juízo parece que é de gesso
Ouço o povo falar que existe céu
Mais ninguém me apresenta o endereço


Caridade e justiça eu desconheço
Eu encontro defeito onde não tem
Desordeiro perverso mau caráter
Não escuto conselho de ninguém
Sou assim porque sei que me arrependo
Se algum dia quiser fazer o bem


Marginal e carrasco eu sou também
Na escola do mal sou professor
Sou aluno nas crenças demoníacas
Faço parte do time do horror
Sou correio pirata da desgraça
E o mestre nas aulas de terror


Muito próximo do lar do desamor
Meu castelo de ódio construí
Um sacrílego sacana vagabundo
Sou assim desde o dia que nasci
Já tentaram mudar-me ninguém pôde
No caminho das trevas me perdi


Com a seta do mal eu já feri
As pessoas que pedem meu abraço
Sou um vírus que ataca e que destrói
Provocando a tristeza e o fracasso
Verme infame da mente doentia
Minha língua é cortante como aço


Não consigo contar tudo que faço
Porque tudo que faço é tão ruim
Que supera a frieza da serpente
Que é maior que a inveja de Caim
E por culpa das minhas crueldades
Muita coisa no mundo levou fim





AUTOR: ZÉ DE NATUCA


Biografia:
JOSÉ MANOEL DOS SANTOS (ZÉ DE NATUCA, NASCEU NO DIOGO I, MUNICÍPIO DE FRANCISCO SANTOS, COMEÇOU A COMPOR LOGO CEDO, PEQUENOS POEMAS E HOJE É CONSIDERADO UM DOS GRANDES POETAS DA REGIÃO.
Número de vezes que este texto foi lido: 22428


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Publicações de número 1 até 3 de um total de 3.

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