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Amor, eu venci a depressão!
Escritor aos devaneios

Resumo:
Dizem que as idéias ficam rodeando nossas cabeças como uma ventania. Que as mesmas se tornam de fato idéias apenas quando colocamo-as no papel. Antes disso elas ficam perdidas em algo como um limbo, querendo sair, ou até, sem saber se ainda querem!

Vivemos juntos no que consideramos nosso ap. É bem verdade que algumas coisas ainda me incomodem, mas isso é outra história, afinal, agora vivemos juntos, em companhia e companheirismo, alternando nossos momentos entre filmes, séries, refeições, meditações, trabalhos, viagens, choros e risos. Em síntese, vivemos em companhia e cumplicidade. Eu, você e o nosso pintinho. Nossos quadrinhos, nossos móveis, nosso nicho com nossos livros e nossas impressões. Nossos horários, com a flexibilidade que os mesmos merecem. Nossa vida, e dentro dela, minha vida e sua vida. Unimos nossos pensamentos e entramos em sintonia, mas não deixamos jamais de prestar atenção em nossas individualidades, com a missão principal de convergirmos nossos passos rumo ao ponto de sermos exatamente quem nós queremos, vivendo exatamente como queremos, com quem queremos.
Infelizmente há dois anos atrás as coisas não estavam bem, né, meu príncipe?
Estava-mos vivendo vidas conturbadas. Ambos em meio a faculdade. Eu, dividindo apartamento com amigos, onde meu espaço físico poderia até parecer “ok”, mas o meu espaço real, aquele que eu preciso ocupar, dentro da minha cabeça, apropriando-me das minhas coisas e agindo de acordo com as minhas convicções, este espaço estava pequeno. Minúsculo. Estava me espremendo em todas as direções, chegando ao ponto de sufocar.
Tinha você, que sua presença fazia mágica e abria devolta o meu espaço. Permitia que me tornasse eu. Mas sua presença não era suficiente, pois eu me tornaria dependente de você, e aí, parasitismo. Deixou de ser amor. Deixou de ser amor quando eu te disse “só posso ser eu com você”. E você, mesmo em meio a todo aquele caos, toda aquela confusão, ainda teve discernimento para me falar “Você precisa encontrar o seu caminho, para que nossos caminhos possam andar juntos. Você precisa se amar, porque não dá pra amar alguém que não se ama”.
Veio aquele dia. Várias long necks: Heineken, Eisenbahn, Heineken denovo. Acho que uma ou duas carteiras de Lucky Strike, Carlton e Malboro. A decisão foi tomada na noite anterior. A manhã e a tarde foram só preparação. O entardecer trouxe o fato: Aquela caixa cheia de medicamentos estava destinada a terminar com toda a minha dor. No entanto, eu ainda queria viver. Então te contei o que aconteceria, e você veio me salvar.
Eu vi seu choro, forte e de cortar o coração. Reação essa que eu causei. Eu sei a dor que ficaria em ti ao saber que eu me fora por sua causa. Claro que não era sua culpa, mas você precisaria primeiramente aceitar isso. E isso eu sei o quanto seria difícil. Foi ao ver o seu choro que eu decidi tornar este caminho uma possibilidade nula. Não era mais a saída. Não poderia mais ser. Primeiro foi por você. Depois eu tive que fazer por mim.
Eu sei que sou fraco, e sei que ceder a esta tentação era questão de tempo, então eu percebi que devia amar a vida. Seja ela como fosse. Seja meu corpo aquele que eu sempre lutei pra não ter. Seja as dúvidas de final da faculdade e início da vida profissional, seja o que fosse, eu teria que ser feliz por mim, sem depender de você. Sem depender de ninguém.
Bem, dois anos se passaram e eu venci, ou pelo menos, estou vencendo. Estou a cada dia que passa buscando novas maneiras de encontrar alegria na vida. Percebi que não é muito difícil. Aliás, percebi que é bem fácil, basta prestar atenção. Agora há pouco, por exemplo. Fui te dar um beijo na cama, você dormindo, acordou com um susto e quando viu que era eu, com os olhos fechados deu um sorriso, com cara de sono, me deu um beijo e falou que me amava. Voltou dormir.
Eu venci a depressão porque eu precisei voltar a gostar de viver.
L.F

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