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Línguas sem saudade
Flora Fernweh

Como conceber um idioma sem o saudosismo
De quem é amante do passado e da memória?
Sentir falta é universal, mas a saudade é exclusiva
Das línguas longínquas após o beijo de despedida

Sangrar por outrem em lágrimas que chamam
Misturadas à saliva ardente da palavra, uma chama
É reacender a desenvoltura de um verso nostálgico
Que não sabe ser outro, a não ser la dulce soledad

Há certas línguas que confundem saudade e desejo
Em désir e desidério, desdita é a falta desidratada
A ausência não é chorada, inexistente em vocábulo
Menor é a tristeza das pobres línguas acostumadas

Se estrangeira, a língua portuguesa eu aprenderia
Apenas para saber como a saudade me chegaria
Se num arroubo ou se em azulada calmaria inocente
Vinda do Alentejo, ousada é a língua que o pesar sente


Biografia:
Sobre minha pessoa, pouco sei, mas posso dizer que sou aquela que na vida anda só, que faz da escrita sua amante, que desvenda as veredas mais profundas do deserto que nela existe, que transborda suas paixões do modo mais feroz, que nunca está em lugar algum, mas que jamais deixará de ser um mistério a ser desvendado pelas ventanias. 
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