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Havia uma criança que brincava em meio à guerra, era um menino inocente que escutou tiros e gritos, ele temeu, não via nada, de olhos fechados embaixo da cama o menino tremeu.
Havia uma criança em meio a uma guerra, que nem mesmo sabia olhar para o céu, refém dos conflitos, não conhecia o Juiz nem viu culpa nos réus, o menino assistia em silêncio e atento os perigos de uma guerra, desnecessária e sempre cruel.
O menino habitava em seu próprio quintal que a guerra invadiu. Ele era feliz, brincava com pedras e latas, conheceu o barulho dos tanques e das balas, correu pelos cantos, procurando um abrigo, conheceu a batalha, mas não os perigos.
O tempo passou e a guerra cessou, ela feriu uns de cá outros lá, mas levou o menino que gostava de brincar. O menino se foi, cresceu e enxergou os perigos e riscos que sempre correu.
Agora talvez ele esteja em conflito, invadindo quintais e assustando famílias. Havia uma criança que brincava em meio à guerra, hoje ele é um soldado seduzido por ela...
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