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  Texto selecionado
As bicharadas
peça teatral
Rogério Rodrigues da Silva

Resumo:
Uma crônica em peça teatral onde o enredo se passa entre alguns animais mostrando ao público a importância de nunca deixarmos algo para amanhã do que pode ser feito hoje. Classificação livre.

Cenário - selva, bem florida.
Zebra, leão, urubu, macaco e catira vagando pelo cenário.
Duas fadas perambulando alegremente pelo cenário, com varinhas em mãos.
De repente, elas se chocam. Jogam a varinha no chão e se olham para o alto, a um olhar de espanto, manifestando murmúrios, como se a varinha fosse lançado pelos ares.
Decididas. Resolvem ir atrás das varinhas, sumindo do cenário.
Os animais se murmuram. Urubu percebendo que está entendendo os demais, se aproximando um por um deles, mirando o ouvido em suas direções.
URUBU: (pasmado, grita) Acho que estou lhes entendendo!
OS DEMAIS: O que!?
TODOS: Murmuram
LEÃO: (grita) Silêncio!!!
TODOS: (calam-se aglomerando)
URUBU: (urubu, fica a frente de todos) Nossa, acho que viramos humanos!
TODOS: voltam a murmurar.
ZEBRA: (emociona) Humano, até que não é uma má ideia!
MACACO: Macacos que me mordam! Se isso realmente for verdade, eu não vou poder ficar aqui! Preciso arrumar um grupo para ficar.
CATIRA: Mas é lógico. Se somos humanos, temos que ficar no meio de suas manadas.
LEÃO: (desconjura) Mas que manadas? É sociedade.
ZEBRA: (emocionada) Ai, acho que estou sonhando!
MACACO: Bom pra você. Pois, para mim, estou tendo um terrível de pesadelo. Imagine só, sou acostumado com bananas, não gosto de abacaxi e o que eu ouço dos humanos falarem que isso ou aquilo vai dar abacaxi, eu vou é morrer, antes do tempo.
CATIRA: (suspira) Largue a mãos de ser burro, macaco! Abacaxi para os humanos significa “coisa preta”.
MACACO: (amedronta, logo aproximando do ouvido da catira e sussurra) Tem certeza?
CATIRA: (corresponde sim, sacudindo a cabeça)
MACACO: Então, eu que não quero voltar o que eu era antes.
LEÃO e ZEBRA: (desconjuram perguntando-lhe o por quê)
MACACO: Se abacaxi é coisa preta, pelo que sempre ouço dos humanos, continuar-me a ser macaco posso estar cometendo o risco de cair em extinção. Vai que eles cansam das dificuldades que nós, macacos, lhes damos, e resolvem livrar-se de nós?
LEÃO: (rurge, dando passos para frente do grupo) Aí, quer saber de uma coisa? Vamos deixar essas falancias pra lá, e vamos ao que interessam...
ZEBRA: (interfere) Senhor Leão tem razão. Vamos logo tirar nossas patas daqui, curtindo de tudo o que a vida humana nos oferecem.
LEÃO: (volta a rurgir, mostrando-se vangloriado com a atitude, logo cruzando os braços) Um momento só. Eu vou sozinho. Pois, assim como sou o rei da selva, quero ser o rei dos homens. E o meu primeiro desafio é ir atrás do tal rei do MPB, que todos falam, mostrando a todos que rei é um só, e justamente uma majestade.
ZEBRA: Tudo bem! O Senhor Leão que sabe, agora eu só preciso de alguém que me ajude a chegar a um salão de beleza. Ai! Eu quero mudar todo o meu visual. Cor corintiana só traz azar, quero me produzir com as cores do tricolor. Aí, eu quero ver os humanos me compararem com azar!
OS DEMAIS SE MURMURAM, UM JOGANDO A RESPONSABILIDADE NOS OUTROS.
MACACO: Eu não, vá você! Pois, o que eu quero é apenas uma boa terra para minhas plantações de banana.
URUBU: Não, vai você! Pois, eu preciso e logo partir para o tal lugar, onde ouço muito os humanos dizerem que só cheiram podridão. Ai, podridão! Virei humano, mas é ela que me satisfaz!
TODOS DESENTENDEM
CATIRA: (no final das palavras mostrando seus músculos) Animais, decidem logo! Pois quero aproveitar a ausência do Senhor Leão e fazer uma boa musculação nas academias dos humanos. Quem saiba assim, deixo de ser a chacota da selva.
A DISCUSSÃO ENTRE OS ANIMAIS PROLONGAM-SE, ATÉ O MOMENTO QUE AS FADAS PISAM NO CENÁRIO.
AS FADAS REAPARECEM, COM AS VARINHAS EM MÃOS. OS ANIMAIS VOLTAM COMO ERAM ANTES.
FADA 1: (cansada, procurando fôlego): Ufa! Até que fim, nós não causamos estragos.
FADA 2: Tem razão.
FADA 1: Bem, vamos embora, antes que um mau nos aprontamos por aqui.
Os animais se congelam. Enquanto as fadas saem do palco.
Uma das fadas volta, declamando:
                                               Nunca deixe para amanhã,
                                           Ao que pode ser feito hoje.
                                              Pois, se os pobres desses animais, ao invés de falarem,
                                             Colocassem seus planos em praticas,
                                             Teriam garantido seus ideais.
                                             Tomara, que as consequências deles, não aconteça contigo!


Biografia:
Professor da rede pública de ensino de São José dos Campos/SP. Primeiro livro publicado em 2010. Atualmente está no seu décimo primeiro livro. Onde lançará o segundo agora em novembro de 2019. Romancista, poeta, cronista, roteirista e professor.

Este texto é administrado por: Rogério Rodrigues da Silva
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