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PROFUNDO 20 IND 16 ANOS
DE RICO FOG E IONE AZ
paulo ricardo a fogaça

Resumo:
BOM

Café na mesa, Arlete fora levada para o quarto, uma das crianças esta com ela, Glads já dormira, agora ali no quintal aos fundos da casa, Lourival mastiga tacos de mortadela e bebe aos goles o café, Jarbas segura sua xícara olhando a terra do terreno.
- Eu não podia ficar com sua neta.
- E por que a enbuchou?
- Ela havia me dito que tinha tomado as precauções.
- E você acreditou, a creditou numa moça enlouquecida que ficava por horas escrevendo poemas e cartinhas para ti.
- Não sabia disso.
- Sei que não sabia, deveria ter visto a cara de felicidade dela quando fez o teste no postinho lá do centro.
- Por que o senhor não me procurou?
- Eles não deixaram.
- Eles?
- Sim, meus guias, os mesmos guias que me disseram que você voltaria e que ficaria rico, mais pelo jeito não durou muito sua fortuna, o que foi, estragou tudo do mesmo jeito que fez com a Arlete?
- Me desculpe Lourival, sei que mereço ouvir isso e muito mais e.........
- E o Glads, vai dizer a ele que é o seu pai?
- Eu não posso, ainda não.
- Por quê?
- As coisas não são tão fáceis assim de dizer.
- Só comece explicando a ele que o homem que ele tem por anjo é o seu pai.
- Ele me acha bom?
- Fala de você o tempo todo, você percebeu que ele ás vezes se desliga de tudo, mais é muito esperto, só que não teve tanta, sorte, quase nenhuma até conseguir esse emprego, embora eu ainda tenha muitas dúvidas quanto a esse lugar onde vocês estão, mais quem eu sou para julgar algo ou alguém.
- O lugar não é dos melhores, mais é um trabalho, ele agora mesmo subiu para ser gerente de notas do clube.
- Bom, o que a moça, a dona achará quando souber que ele é o seu filho?
- Não sei, mais eu vou contar.
- Conte mesmo, é melhor que ela saiba e assim pare de achar asneiras sobre meu neto.
- Como assim?
- Eu sei que ela acha que meu neto vai acabar por soltar algo aos policiais, faça ela entender, ele não é inimigo e nem tampouco ingrato a ninguém.
- O que sabe?
- Muito e quase nada, eles que me sopram, só isso.
- O que vai acontecer?
- Quer mesmo saber?
Jarbas se levanta e segue para o portão.
- Não vai esperar que o seu filho acorde?
- Falo com ele no clube.
- Só saiba, ele vai gostar e odiar, mais depois ficará do seu lado.
- Preciso beber urgentemente.
- Sei, eu também.
- Quer vir?
- Hoje não, teremos tempo para isso mais a frente.
- Você que sabe, tchau.
- Tchau.
Jarbas passa pelo portão e Lourival olhando ele seguir rua acima no carro.
- Pois é seu Jarbas, a vida te deu uma segunda chance, agora resta saber o que fará com esta.
Jarbas segue pelo bairro até parar num boteco, ali pede uma cerveja e pinga com vermouth, sentado á mesa ele lembra seus tempos de namoro e seus olhos enchem de água.
   Lourival termina de lavar a louça do café, Arlete surge na porta da cozinha.
- Era ele, não era?
- Sim.
- Por que não ficou, preciso falar com ele.
- Ele teve de ir.
- Para onde?
- Refrescar a mente, tentar organizar os prumos do pensamento.
- Eu vou atrás dele.
- Sei que vai.
- Não vai me impedir?
- Não.
Arlete sai para o quarto e logo retorna em vestido de estampa, uma bolsa e sai.
- Vai com Deus.
- Eu sempre estou com ele e ele comigo.
Logo ela sobe a rua, Lourival enxuga o rosto na toalha deixada na janela.
- Agora sim, começou o verdadeiro acerto de contas com o destino.
Glads levanta e de shorts vai até Lourival.
- É a mãe, onde ela foi?
- Resolver algo da vida dela.
- O quê?
- Tudo a seu tempo, rapaz.
- O que foi vô?
- Só se prepare, muita coisa vai mudar.
- Como assim?
- O que era louco vai ficar quase normal.
- Do que esta falando?
- Coisas de velho, não precisa ligar.
Glads segue para a cozinha e retorna com um copo de café e pão.
- E então, o que vamos ter de almoço?
- Não sei, você que vai fazer a bóia hoje.
- O quê?
- Isso mesmo, você acabou de ser sorteado. Risos.
No hospital Marcelo mais outros médicos tentam de tudo, Hércules falecera, Simone recebe a noticia pelo médico, Marcelo ao longe vê a mulher se desmanchar em lágrimas.
- Simone.
- Por que, por que me diz, era para ser o dia mais feliz e agora?
Marcelo a abraça, Edú e Dani chegam ali, foram resolver os documentos e liberação do corpo, ao ver a irmã abraçada a Marcelo, Edú não gosta mais Dani lhe faz sinal, ele entende ali.
O enterro é repleto de figurões e politicos, alguns repórteres e a ex mulher com os filhos, Simone respeitara o momento da outra se mantendo a distância quando esta fora se despedir junto dos filhos ao caixão do ex, Dani ficara o tempo todo ao lado de Simone, Marcelo fora mais não pudera ficar por muito tempo, tinha plantão que cumprir no hospital.

                                               10122020……………...






                                20



                             Simone ali desolada, ao canto da sal de seu novo apartamento, Marcelo se aproxima dela.
- Acho melhor eu ir.
- Fique, por favor.
Edú e Dani foram trocar de roupas fazer higiene, irão voltar e ficar com Simone que decidira por não ir com eles para a mansão do casal.
- Seu irmão logo vai voltar e eu.............
- Por favor, fique.
Simone o abraça e lágrimas descem com maior frequência, ali Marcelo sente o perfume de sua amada, dos seus cabelos, ele tonteia em pensamentos, sua única vontade é ama-la ali mesmo.
- Eu...................
- Por favor.
Marcelo atende e em silêncio continua a abraça-la.
Leticia se arruma e logo Jarbas vem a ela.
- Ele esta lá embaixo, senhora.
- Obrigado Jarbas, por favor procure saber o que houve com o traste do Gil.
- Por que?
- Temos que mostrar compaixão, se ele for enterrado de forma mais justa, teremos de comparecer, só isso, mais acho que uma boa cova rasa é de bom gosto e merecimento a um traidor do tipo dele.
- Sim, senhorita.
- E então?
- O quê, senhora?
- Como foi com o seu pupilo?
- Não entendo senhora.
- Depois falaremos dele, por que sinto que quer me esconder algo sobre esse seu rapaz, olhe Jarbas sou profundamente agradecida por você estar todos esses anos a meu lado, mais nem isso te faz insubistituível, acredite claramente nisso.
- Sei disso, senhora.
- Veja, comprei essa correntinha em um brechó lá na Itália, daquela vez, falei ao bobo que foi herança de meus avós, ele acreditou, que tonto hein, vai me ajude a coloca-la.
- Sim.
Leticia desce e Allan ali no sofá da sala folheia um jornal.
- Demorei?
- Só um pouco.
- Nossa, onde ficou o romantismo de antes?
- Precisamos conversar e muito.
- Parece que hoje, todos tem algo a falar comigo.
- Por que, mais alguém quer ter particulares contigo?
- Não, nada disso, só assuntos de negócios, onde vamos?
- A um restaurante de amigos, quero apresenta-los a você.
- Nossa amor, adoro, você sabe disso.
- Temos muito o que falar.
- Sei disso, por isso mesmo estou contrabalanceando o que vem por ai.
- Vamos?
- Sim, meu amor.
Allan a beija e seguem para o auto dele saindo, Jarbas olha o casal se distanciando pela janela da mansão.
No restaurante após as devidas apresentações, Leticia e Allan são direcionados a uma mesa na área externa sob uma parreira de primaveras e outras flores.
- Nossa que lindo, amor.
- Por que não me disse sobre seu clube?
- Me desculpe, acho que se falasse iria me abandonar.
- Por que, por que vejo nos jornais e noticiários sobre você na cadeia e outras coisas?
- Olhe, tudo bem, não fique nervoso, sei que não fui tão sincera quanto a tudo sobre mim, mais você nunca me perguntou de forma assim, como agora, claramente e objetivamente.
- Sei.
- Como disse, não sou nenhuma criminosa, sou uma mulher que teve desde cedo batalhar e manter o pouco que tinha em mãos, herdei algum dinheiro de meus pais que faleceram há anos, a única pessoa que ficou comigo a me cuidar e resolver quase tudo por mim foi o Jarbas, ele sim, sabe de tudo ou quase tudo sobre mim, ele conheceu meus pais e outros familiares.
- Você nunca falou de seus outros familiares.
- Fui criada em colégios internos, sabe, tinha facilidade em fugir deles, sou tipo uma interna da FEBEM.
- Nossa, não imaginava isso vindo de você.
- Pois é, nem sempre somos o que aparentamos.
- Verdade.
- Tenho tios e outros, mais não sou tão próxima a eles e nem pretendo ser, eles não são tão bons assim, só nos mantemos em negócios que temos sociedades, mais nada tão caloroso quanto a sua família.
- Nossa, por que não me disse isso antes?
- Para quê, para me deixar quanto aos outros.
- Você sofreu muito amor, me perdoe.
- Sim, mais isso também me fez forte, com a ajuda de Jarbas eu consegui passar por tudo, ele me auxilia bastante, consegui terminar meus estudos e ja estou em minha segunda facul, nunca deixando os negócios afinal são a base para o meu financeiro.
- Você é ótima.
- Obrigada, mais e os seus pais?
- Depois do ocorrido com minha tia, eles estão quase o tempo todo com ela.
- Me perdoe não ter ido com você, agora sabe um pouco mais sobre mim e que também estava nos braços da lei. Risos.
- Eu entendo amor, entendo tudo, me perdoe.
- Eu é que fui um tanto solta, devia ter te contado mais sobre mim, sabe, não tenho muito o costume de falar sobre minha vida, meu avô me ensinou muito quando estava comigo, e dentre seus ensinos ele me disse que certas fraquezas devem ficar sempre em um quarto bem trancadas.
- Não sei bem quanto a isso, mais se ele te disse, deve ser o mais certo. Risos.
- Sim, sempre é o mais certo a fazer.
Leticia olha para Allan ali perdido em pensamentos.
- O que foi amor?
- Sabe, eu também acho ás vezes que minha vida é meio que incompleta.
- Como assim?
- Não sei bem, mais sinto que há algo nela que ainda não me foi revelado.
- O futuro nunca nos é revelado, amor.
- Não é isso, mais sim o passado, sinto que há algo nele, sabe quando você sente que te falta algo, este algo eu sinto esta por ai.
- Além alguém de mim, jamais meu amor, nossa, você está um tanto espirita hoje.
- Você acredita em Deus?
- Sim, lógico.
- Eu não sei se acredito.
- Meu deus, um médico gato e ateu, interessante isso.
- Não, eu só não sei se posso ter toda fé depositada em algo só.
- Olhe, dizem que ele é amor, se é assim, então é BOM.
- Deve ser.
- Vem, fique mais perto de mim.
- Te amo.
- Eu é que estou cada vez mais louca pelo gato médico que tenho.
- Amo ouvir isso.
- O que mais quer ouvir amor?
O casal se beija e Leticia sente uma onda de energia lhe percorrer o corpo, nisso brotam lágrimas de seus olhos.
- O que foi amor?
- Preciso ir ao toillet.
Ali no toillet, Leticia lava o rosto e retoca make.
- Não pode ser, estou realmente amando ele.
                   12122020............

     Terminado o jantar o casal alonga em uma dança no clube 80’s onde Leticia se diverte com Allan, aos beijos o casal esbanja todo o seu amor para o público dali.
   Já perto das 3 da manhã ela recebe o seu amado em seu quarto.
- Acho lindo você assim, comigo.
- O que você fez comigo hein, só me sinto bem se estou contigo.
- Por que existe amor entre nós.
- Quer ser minha mulher?
- Eu já sou.
- Não é disso que falo, quer ser minha esposa?
Os olhos de Leticia cintilam ao ouvir aquilo, o tão esperado chegara para ela, seu corpo estremece, ela o beija e ele a recebe levando-a para a cama, ali seus corpos se misturam e o amor é feito num frenesi que faz ambos destilarem os sentidos em gemidos e outros gestos de extremo prazer.
- Sim, eu aceito, quero ser só tua, amor.
Ás 5, Allan sai da casa de Leticia sob protestos dela, assim que o homem some da vista ela aperta a campainha, Jarbas vem a ela.
- Senhora.
- Me diz agora, sem rodeios sabe que detesto isso, o que houve sobre o rapaz, diz logo?
- Acho que………..
- Tem haver com algo do passado, é isso?
- Sim.
- Conte logo.
- Senhora.
- Agora Jarbas. Leticia olha firme para Jarbas ali.
Edú e Dani entram no apartamento de Simone e encontra ela e Marcelo deitados na sala, de mãos dadas, Edú tenta acorda-los mais é impedido por Dani que retira o marido dali.
- Por quê?
- Coisa do coração.
O casal sai dali sem fazer qualquer barulho deixando-os ali dormindo.
Leticia ali na poltrona ouve tudo que Jarbas lhe conta.
- O que pretende dizer a ele?
- Tudo.
- Nem tudo, sabe que posso proibi-lo mais não vou, só irá censurar alguns trechos.
- Quais?
- Não seja tolo, sabe bem quais, agora me deixe, preciso reavaliar tudo isso.
- Por favor senhora.
- Me deixe Jarbas, você é muito fiel, ás vezes tão que se torna incapaz de ver algo além do óbvio.
- O que diz?
- Me deixe analisar os fatos, não percebe, o jogo virou novamente, por isso me sentia tão só, o frio me percorreu por completo.
- Não entendo.
- Não é para entender, só faça o que vou te dizer e sem falhas.
- Sim senhora.
Leticia lhe passa as orientações, Jarbas as ouve porém demonstra não estar em acordo em muitos pontos ali expostos por Leticia.
- E então?
- Farei o que diz.
- Sei que vai, afinal você é muito inteligente Jarbas.
Leticia sai para o seu quarto e Jarbas segue para o seu, ali trancado ele liga um rádio em volume baixo.
- Por que ela se preocupou por tanto assim?
   Logo é tomado pela recente lembrança de seu encontro no bar com Arlete.
   “ - O que faz aqui?
- Precisamos conversar.
- Por que, não quero, eu te deixei lá no passado.
- Sei disso, só nunca soube o por que.
- Já não importa mais.
- Importa sim, Jarbas eu sofri muito, fui uma mulher infeliz por sua causa, agora você aparece assim, do nada.
- Ele é mesmo nosso filho?
- Meu filho, só meu.
- Por que não me falou na época que iria cria-lo?
- Para quê, para que fizesse eu tira-lo.
- Nunca, jamais faria isso.
- Faria sim, não seja medíocre a tanto.
- Saia daqui.
- Canalha, cafajeste, como ousar me expulsar depois de tudo, eu te amei, mais do que a mim mesma.
- Pois fez mau, muito mau.
- Seu nojento. Arlete lhe dá um tapa.
- Eu mereço, agora vai.
- Nunca mais mexa com meus filhos.
- Como assim filhos, só tem o Glads ou mais algum?
- Ele tem um irmão gêmeo.
- O quê?
- Nos deixe em paz. Arlete sai correndo sem dar chance de Jarbas saber mais ou segui-la, ele paga a conta no bar e entra no seu carro, roda por ali e nada, como que se ela tivesse entrado na terra.
- Onde ela foi, como assim, gêmeo? “
   Jarbas deixa cair algumas lágrimas na única foto que guarda de recordação, ali ele com Arlete, jovens em uma festa junina.
   - Eu sempre te amei, querida.






                                              21



                                Glads termina de servir o almoço aos garotos ali, Lourival observa o neto e sente um aperto no peito.
   - Vô.
- Oi.
- O que foi, esta ficando amarelo?
Lourival tenta falar e cai no chão.
- Vô. Grita Glads ali logo indo ao socorro do velho, as crianças ficam alvoraçadas e correm de um lado a outro, a ambulância chega, Lourival é levado para o hospital, Glads vai junto, Arlete fica com as crianças, Luciana é avisada por telefone e já prepara tudo para Lourival.
   No hospital, após exames e consultas, Lourival é diagnosticado, sofrera um AVC, fora para a UTI e ficará lá por ao menos 3 dias.
- Ele vai ficar bem tia?
- Sim, meu amor, fique tranquilo, esse velho é osso duro de roer.
- Tomara tia. Glads abraça Luciana que ainda fica sem jeito toda vez que fica perto do sobrinho, Cristiano chega ali.
- Ele esta melhorando.
- Que bom doutor.
- Senão trouxesse ele, com certeza o pior teria ocorrido.
- Obrigado doutor.
- Nada. Cristiano faz sinal para Luciana que entende dizendo que terá de resolver algumas coisas.
- Tudo bem tia e muito obrigado.
- Tá bom, querido. Ela sai junto de Cristiano e Ellis entra na sala.
   - Amor.
   - Ellis, você esta trabalhando?
   - Me desculpe amor, estava atendendo um caso que acompanho e............
   - Eu sei amor, fique tranquila, ele esta bem.
   - Ai que bom, e sua mãe, as crianças?
   - Tudo daquele jeito, aos nervos com mais esse acontecido.
   O casal fica de conversa, já no consultório de Cristiano, Luciana esta sentada no colo dele que acaricia o corpo da mulher.
- Quase que o velho se foi, tenho comigo que você quase fez festa disso.
   - Me respeite, tenho sentimento, ele é o único dos antigos que ficou.
   - Como se você fosse a novinha aqui.
   - O que foi doutor, já te servi e muito desse jeito aqui.
   - E a minha futura esposa?
   - Já é sua, me disse que vai marcar a data da união.
   - É tudo que quero e preciso.
   - Vai mesmo dar o golpe?
   - O que foi Luciana, sou um homem livre e mereço uma mulher daquela.
   - Sei, velha e rica, é isso?
   - Rica sim, mais velha, pare com isso esta com ciúmes, por que a Teresa é bem jovem, sabe que ela dá uns bons caldos ainda.
   - Cafajeste. Luciana tenta sair do colo do homem, ele a segura pelo cabelo e um beijo selvagem os une ali.
   Lourival recebe alta 3 dias depois, Glads vai busca-lo, Jarbas fez questão de leva-lo de carro e aguardar para trazer todos para a casa.
   - Muito obrigado sr Jarbas.
   - O que foi isso agora, já te disse, me chame de Jarbas.
   Lourival ouve aquilo, intervindo.
   - Melhor chama-lo de pai, Glads.
   - Pai?
   O olhar de todos ali, Jarbas fica assustado com Lourival ter anunciado assim, com um tapa na cara.
   - O que é isso vô, não esta se sentindo bem?
   - Fale logo com ele Jarbas, agora.
   Arlete vai para junto do filho, acaricia o ombro dele.
   - Este senhor tem algo para te dizer filho.
   - Como assim mãe, o quê ele tem para me dizer?
   Jarbas fica frente a Glads.
   - Eu sou teu pai.
   - O quê?
   - Eu namorei a Arlete, sua mãe, foi muito rápido, éramos jovens demais, ela engravidou, sou seu pai, Glads.
   - O que é isso, como você diz algo assim, do nada.
   Arlete vai para o filho.
   - Você sempre me perguntou, é ele, eu e ele nós.............
   - Por favor mãe, meu pai não existe, agora me deixe em paz.
   Glads sai correndo dali, Lourival olha para Arlete.
   - Vai fazer um café.
   - Por que, por que disse para ele?
   - Por que é o certo, ele tem de saber, saber que não foi filho do vento, nem de um morto.
   - Morto? Jarbas indaga isso.
   - Sim, sua namorada certa vez disse para o filho que o pai dele morrera em serviço.
   - Como assim?
   Arlete entra no assunto.
   - Eu não menti, para mim você morreu há muito tempo, eu te odeio Jarbas, odeio.
   Arlete tenta empurra-lo mais tropeça sendo segurada por Jarbas que a traz para si.
   - Você me deixou, grávida, nova, sem nenhum futuro, nosso filhos, por que Jarbas, por que?
   Lourival olha para Arlete em súplicas para Jarbas, o homem a abraça e sente as lembranças lhe agarrarem.
   - Eu tinha outra mulher, ela também ficou grávida.
   - O quê?
   - Eu te disse que tinha compromisso e............
   - Você não me falou que ela estava grávida.
   - Sim, ela estava.
   - E a criança?
   - Nasceu, mais também ficou em certo sem mim.
   - Por quê?
   - A família da mulher me tirou o direito de cria-la, ela morreu ao dar luz a criança.
   - Cruzes, Jarbas por que não me disse isso antes?
   - Nada cobre o fato de eu ter sido um mau caráter, eu fuji, me embranhei na AMAZÔNIA, lá fiz uma vida e fiquei por bons anos, depois retornei.
   - E seu filho?
   - Por favor, uma outra hora, juro, contarei o resto.
   Lourival ali sentado diz.
   - Não, não Jarbas, o que tinha de ser contado você já disse, o resto só pertence a você e seja quem for que tenha participo deste contigo, por que você sabe, a cobrança já veio para ti.


                               12122020...........…









                                                     22



                          A vida vai seguindo o seu curso, Allan com auxílio de seus pais procura por um apartamento para ele e Leticia.
   Já ela por sua vez, prepara tudo para o grande dia, sempre tendo Jarbas junto dela, Glads continua gerenciando os gastos e rendas do clube cada dia recebendo mais poder de ação na administração do clube, dado por Leticia porém com certas restrições, afinal ela é a dona de tudo, Jarbas fica contente sempre ao ver o crescimento do filho, Glads ainda quis parar e conversar com Jarbas, o tratamento para com o homem também mudou se tornando um tanto frio, distante.
   Arlete diminuira e muito suas saídas para coletar os reciclados, tendo que ficar mais tempo em casa e cuidar de Lourival e das crianças, em seu pensar, seja por isso que seu filho ainda não se demitira do clube, afinal o ganho dele é o que praticamente mantém tudo ali.
   Luciana é testemunha no cartório, finalmente Cristiano se casa com Teresa, antes da viagem de lua de mel para a Escócia, o homem passa o apartamento para o nome de Luciana, assim eles tem um momento num hotel barato.
   - Por que sinto ser nossa despedida?
   - Sou um homem casado agora e muito bem casado diga-se de passagem.
   - Imbecil, não precisa também esfregar na minha cara sua felicidade.
   - Olhe, tivemos nosso tempo e foi muito bom, só que agora tenho que me dedicar a minha amada Teresa.
   - Sei, vá embora de uma vez, eu vou ficar aqui mais um pouco.
   - Quer mesmo ficar aqui sozinha?
   - Sim, vai, adeus.
   - Tudo bem, adeus.
   Cristiano a beija na face e sai daquele quarto, minutos depois Luciana liga na portaria e pede 4 cervejas, tempos depois ela dança embriaga em cima da cama para o rapaz da recepção, com lágrimas represadas ela vai despindo o jovem ali e logo os dois iniciam o coito sem qualquer sentimento ou amor.


                                12122020....................


Biografia:
amo escrever e ler
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