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FLORES DE FERRO 6 IND 12 ANOS
DE PAULO FOG
ricardo fogaça

Resumo:
BOM


              Nove semanas ali na cela de Geul, sem poder sair para respirar, tendo 2 alimentações diárias com pouquissimos nutrientes, 1 bacia com água quente para higiene e uma moringa com água para consumo.
     Ao fundo da cela um rego feito em pedras para que Alice possa fazer suas necessidades, neste 1 vez ao dia corre uma água suja que passa por tantos locais até chegar por ali e levar os dejetos, enquanto isso ela covive com o forte odor de sua existência.
     Camille faz um riso, do outro lado Alice tenta se levantar do úmido colchonete de feno que já estava ali bem antes dela.
     A porta é aberta, 3 soldados a levanta, Camille olha para a mulher ali a sua frente, um trapo perto da rainha que fora.
     - Vamos sair um pouco.
     Alice é praticamente carregada, logo se vê dentro de uma pequena sala onde recebe medicinas preparadas por Ezador, as servas de Marisa lhe traz um vestido marron na latura dos joelhos, Alice é despida e logo ali de roupa trocada, recebe uma alimentação especial, com direito a vinho e pães de cereais.
     Camille olha para ela com certo pesar, porém logo dá espaço para uma gargalhada, 3 garotos escravos tiram medidas do corpo e pés de Alice.
     - A partir de amanhã, serás minha camareira.
     Camille diz aquilo com tanto orgulho, Alice nada responde, somente deixa o que sobrara no prato saindo da mesa.
     - Não vai me agradecer?
     - Isso, sabia que ia aprender.
     Ezador realiza um feitiço, Alice cai em sono profundo e é levada para um quarto simples porém bem melhor que a cela em que esteve.
     Um mensageiro do reino traz uma carta para Camille.
     - Só isso?
     - Sim rainha.
     - Pode ir.
     O rapaz sai as pressas dali, lá fora ele monta em um cavalo e segue em retorno ao castelo.
     - Noticias boas?
     - Nem tanto, a paspalha quer vir e ver a filha.
     - O que pretende?
     - Pelo menos a tiramos daquele buraco, lhe alimentaram e vai estar em ótima aparência amanhã.
     - Amanhã?
     - Sim, por quê?
     - Não se esqueça, temos negócios com os bárbaros do além leste.
     - Havia me esquecido.
     - O que fará?
     - Deixarei essa mal trapilha no jardim de hortências.
     - Vai deixa-la lá?
     - Sim com a mãe, coloque alguém de confiança para executar tudo.
     - Farei isso.
     - Tá vendo Ezador, tudo corre como planejamos.
     - Sei, mais ainda tenho minhas desconfianças.
     - Quanto aquilo?
     - Sim.
     - Fique tranquilo, tenho escutas por todo canto, saberei se existe a chance de algo ser enganoso.
     - Espero que sim.
     - O que foi Ezador, vai agora ficar controlando e discordando de mim?
     - Jamais.
     - Bom mesmo.
     Gerádia termina o suco de tangerina, caminha pela sala de costura enquanto algumas moças costuram vestidos novos e outras fazem reformas em vestimentas dos soldados.
     O mensageiro entra ali junto de uma serva.
     - E então?
     - Amanhã senhora.
     - Obrigado meu rapaz.
     - Posso ir?
     - Sim claro.
     O rapaz sai dali, porém Gerádia não perde tempo, olha para o traseiro do moço naquela calça grudada em suor.
     - Minha nossa, que saboroso. Risos.
     Alex termina o mingau, sai da cama e anda alguns passos, agora já consegue andar em distâncias maiores, tem treinado a dias.
     - Me chamou?
     - Sim, prepare meu cavalo, vou viajar amanhã.
     - Para onde senhor?
     - O que foi, tenho agora que lhe dizer para onde e.........
     - Me desculpe, ordens da rainha.
     - Gerádia?
     - Sim senhor.
     - Pois me leve até ela.
     - O que senhor?
     - Vai, vamos logo.
     O rapaz pega um carrinho de mão e Alex senta neste e o rapaz o leva até próximo ao quarto de Gerádia.
     - Pretende falar com quem?
     - Me deixe, quero falar com ela.
     - Ficou louco Alex, você perdeu a posição de cavaleiro.
     - Crisfri, eu preciso.
     - Vai embora, agora, retorne para seu quarto.
     - Não, eu quero.
     - Deixe-o. Gerádia sai de seu quarto, no corredor abre espaço para que o homem entre ali.
     - Não quero ser incomodada.
     - Mais rainha.
     - Tenho dito.
     Alex entra sem cerimônia no quarto dela, Gerádia fecha a porta, quando o homem vai sentar ali ela aponta a porta adjunta e eles seguem para o quarto de Yan.
     - Como pode ter feito isso, Alice é sua filha, você é cruel e sem coração.
     - Pronto, ja desabafou.
     - O quê?
     - Pelo que sei você perdeu o direito de ser cavaleiro.
     - Sempre o serei.
     - Não enquanto eu estiver no poder.
     - Por que Gerádia?
     Silenciosamente, a rainha se aproxima dele e o beija na face, coloca em seu bolso um bilhete.
     Alex ainda bravo, sai de perto da mulher que senta na cama do garoto.
     - O que quer?
     - Faça com que eu sinta segurança nisso.
     - Por que?
     - Um dia, você vai entender.
     - O quê?
     A rainha se aproxima dele o levando a cama, sob protestos porém ainda a sentir dor, Alex é tocado por ela, uma camareira coloca um copo do outro lado para escutar e sorri sem fazer barulho ao que ouve dali.

                                    15042020..........



Biografia:
amo ler e muito mais escrever, sou assim
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