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AMAR DEMAIS CAP 3
DE PAULO FOG E IONE AZ
paulo azambuja

Resumo:
BOM

3




             Três semanas depois, Priscila passando pelo corredor vindo de uma chamada de um quarto, ouve uma voz um tanto conhecida.
    Ela olha para os lados e ninguém por ali, crava os ouvidos á porta e logo fica estática ao ouvir.
    - Não pode ser. Ela sai rapidamente dali.
    No quartinho de produtos de limpeza, ela ali agachada, chora contida, acabara de ouvir que Larissa, mulher de Diogo, finalmente conseguira engravidar.
    - Não, isso não, aquela vaca não.
    Ali ela trama um plano, sai e logo bate a porta de Téo, no necro, ele demora para abrir.
    - O que foi homem, tava de sacanagem com um presunto ai?
    - Me respeite Priscila, sabe bem que não sou desses.
    - O problema aqui é outro.
    - O que foi dessa vez?
    - Sabe de algum abortivo eficaz?
    - O que?
    - Pois é, acho que andei me excedendo.
    - Pare com isso, você lá é de cometer erros crassos desses.
    - Pois é, mais desta vez foi.
    - Tem certeza?
    - Lógico, oras, sou mulher.
    - Tudo bem, de qualquer modo, você sabe que aqui tudo que tenho são produtos quimicos.
    - Tá certo, vou dar uma volta por ai, qualquer coisa eu retorno.
    - Priscila veja lá o que você vai fazer.
    - O que foi agora Téo, ficando velho e sentimental.
    - Não é isso, sabe os anos ensinam...
    - Pois guarde seus ensinamentos para seus netos garanto que sua filha já esta aprontando para ti.
    - Vai, sai logo.
    - Tá vendo, cheio de moral, se esquece que te conheço bem.
    - Vai.
    - Vou mesmo. Priscila faz uma dancinha ali na porta e sai, logo Téo abre um sorriso.
    Ela anda em certo desespero, até parar frente ao almoxarifado.
    - É isso, vai dar certo.
    Larissa sai do consultório e segue para a sala do esposo, ali fica por alguns minutos e quando sai ao dobrar o corredor uma maca vem em sua direção e a derruba, gritos, dor, logo 3 enfermeiras lhe presta socorro, na sua calça manchas de sangue, após exames e consulta o resultado, perdera o filho e não poderá gerar outro filho.
    Priscila ali aos fundos da cozinha comemora com cerveja em lata num copo de extrato tomate, quando Diogo surge como que um leão.
    - Foi você, vagabunda, puta, cretina, você.
    Ela tenta fugir mais leva um tapa dele e logo é agredida ali por diversos golpes e socos, ali surrada caída.
    - Não fui eu, não sei de nada.
    - Te quero fora daqui, fora.
    - Vá se fuder, corno.
    - Fora. Vocífera Diogo para ela.
    Dr Luan entra ali e sai com Diogo que ainda tenta agredir mais a mulher caída em sangue, 2 colegas a levanta e ela segue para o consultório, onde depois de alguns minutos, Luan a atende, ali ela tem uma surpresa, esta grávida.
    - Eu?
    - Sim, parabéns Priscila.
    - Que parabéns dr, grávida e sem grana, emprego, o que vou fazer?
    - Vou falar com o dr Diogo.
    - Não, eu não quero dr.
    - Por quê?
    - Ele me humilhou muito dr, além do que tem horas que a gente tem de pôr vergonha na nossa cara, chegou a minha, vou sair deste inferno, já deveria ter saído há tempos.
    - Tem certeza?
    - Toda dr, obrigado.
    Quatro meses depois, a barriga ja dando sinal, Priscila sai do caixa do mercado onde trabalha para tomar água, quando Larissa entra, conversa com um rapaz dali que aponta a direção do escritório.
    - Obrigado. Priscila retorna ao caixa e trabalha normalmente até que o gerente vem a ela.
    - Aconteceu algo?
    - Olhe Priscila, amanhã não precisa vir.
    - Por que?
    - Foi dispensada.
    - Como?
    - Acho que você deve imaginar.
    - Pois já vou agora, quero meu dinheiro.
    - Tudo bem, pode passar no escritório.
    - Também já estava cheia disso tudo.
    Com a grana na mão, ela anda pelas ruas em desacorsôo só, até entrar em um bar.
    - Oi.
    - Sim.
    - Um rabo de galo e cerva.
    - Tá.
    Logo um rapaz vem com o pedido e nota a situação dela.
    - Moça tem certeza de que vai beber, bem seu estado...
    - O que foi cara, agora também vai querer entrar na fila para ser o pai?
    - Jamais me desculpe.
    - Depois que inventaram desculpa, todo mundo continua com dentes.
    - Certo. Ela paga ao rapaz que sai balançando a cabeça para o balcão.
    Depois de 5 ela sai dali e segue para a casa, abre o portão com certa dificuldade e cai na calçada sendo resgastada por uma vizinha e sua mãe.
    - O que foi Priscila?
    - Ah, vai, todo mundo me põe de diabo nessa porra, mais não sou não.
    Um banho frio, café amargo e ali no sofá em camisola, tv ligada e a mãe ao lado dela, desaba em lágrimas.
    - Então foi despedida?
    - Aquela vagabunda da Larissa.
    - Só tem um jeito, vamos nos mudar daqui.
    - Não, isso não, quero ter meu filho aqui.
    - Por falar na criança, e o pai, quando veremos o tal?
    - Nem quero ver, aquele traste quero mais que ele morra.
    - Traste ou não, vivo ou morto, teve a participação, olhe Pri, filho é legal, dádiva, bom, mais cara é de fuder qualquer mulher.
    - Mãe.
    - Eu sei o que digo, acha que foi fácil quando aquele inútil do pai de vocês saiu de casa.
    - Mais você teve participação?
    - É isso que você acha não, pois esta na hora de saber umas coisas.
    - O quê?
    - Seu pai me traiu com sua madrinha.
    - O quê, D. Zefa?
    - Aquela piranha, pilantra, toda santa, não saia de igreja e peguei ela de joelhos fazendo aquilo no seu pai.
    - Cadela.
    - Depois teve outras e ao fim você já sabe.
    - Cana.
    - Também o covarde não tinha e não tem coragem para o trabalho.
    - Mãe. As lágrimas tomam conta das duas ali, pri olha para a mãe por aquele instante com uma atenção que há tempos não tivera afinal ela sempre culpara por todo o infortúnio e agora vê ali a sua frente uma mulher igual ela, fraca, frágil, cansada, desvalorizada mais nunca desiste.
    - Mãe.
    - Ainda vou ficar cara a cara com aquele imundo e quero ouvir daquela boca nojenta o por que dele ter participado daquele assalto.
    As duas não resistem e se entregam ao choro, quando Adrian entra ali com um rapaz alto, forte.
    - Mãe.
    - Olá filho, vão conversar já preparo um lanche para vocês.
    - Obrigado mãe.
    - Tá. Eles entram no quarto e Pri se ajeita, logo batem a porta e ela atende.
    - O que quer?
    - Este filho é de quem?
    Ali na sua frente, Diogo com um ramo de rosas vermelhas.










                                      4



            Priscila sente as contrações, o dr Luan ali realiza o parto, gêmeos, meninos, a mãe é só alegria.
     No corredor, Sandra recebe a noticia de netos gêmeos porém não demonstra aquela alegria que transborda.
     - Mãe.
     - Pois é Adrian, agora para frente, nossa situação vai ser pior.
     - Sobre isso, preciso lhe falar.
     - O que foi?
     - Vou para a Espanha.
     - Fazer o quê?
     - Um colega me chamou, disse que lá o mercado é bom.
     - Você lá sabe falar espanhol?
     - Mãe, eles querem outros predicados não o idioma.
     - Sei não.
     - Quer ir comigo?
     - Esta louco, sair do país ainda mais agora que sua irmã entrou nessa fria.
     - Tá bem, você que sabe.
     Dois dias depois, Pri entra em casa e vê ali deitados em sua cama, seus dois filhos.
     - São lindos.
     - São maravilhosos.
     Mãe e vó ali a bajular os recém nascidos quando bate á porta.
     - Oi.
     - D. Priscila esta?
     - Sim.
     Priscila para ali frente a um homem gordo, bigode e cavanhaque.
     - Sou o dr Luis Amera.
     - E daí, o que quer?
     - Venho da parte do dr Diogo sou advogado, quero falar sobre a pensão dos meninos.
     - Aquele canalha.
     - Bem d. Priscila serei bem direto, o meu cliente não quer vinculos com os nascidos.
     - Isso eu já sabia, qual é a novidade?
     - Ele ja vai ser pai e....
     - De quem, a mulher ficou estéril, aquele nojento não tem outro filho.
     - Só pode ser de uma outra fonte.
     - Ordinário, vagabundo.
     A mulher ali se enfurece e solta os cachorors em gritos e palavrões ao advogado, até que Sandra entra no assunto.
     - Olhe dr, afinal o que veio fazer aqui?
     - Como ja havia dito, tratar do valor a ser depositado para as crianças.
     - Pois mande o seu patrão socar ele bem sabe onde este valor.   Sandra mantém a calma e olha para o advogado.
     - Em quanto estamos tratando? O homem escreve ali em um papel e passa a Sandra que lê atentamente.
     - Aceitamos.
     - Como? Interfere ali Priscila aos gritos e logo é repreendida por sua mãe.
     - Onde ela assina dr?
     - Aqui por favor. Sandra olha firme para a filha que ainda insiste em não aceitar mais é vencida pelo olhar sério e direto da mãe.
     - Pronto dr, precisa de algo mais?
     - Um número de conta a ser depositado mensalmente.
     Sandra entrega para o advogado que se despede saindo dali.
     - Tchau.
     - Tchau dr.
     Sandra fecha a porta, Pri ali desorientada ao saber que sua mãe lhe vendera.
     - Olhe acredite, também não gostei nada disso, mais estes inocentes que vocês trouxeram ao mundo não tem culpa da falta de juizo de pais tão insesíveis.
     - O que vou fazer agora?
     - Faremos o seguinte, vamos nos mudar.
     - Para onde?
     - Uma cidade do interior.
     - Mais.....
     - Ja esta decidido, com certeza você logo vai sair correndo para ele, depois vai querer saber quem é essa outra.
     - Essa outra não existe, eu sei eu sinto isso.
     - Sabe de nada, afinal ele ficara contigo enquanto tinha e tem a matriz.
     - Isso é diferente.
     - Diferente uma merda, põe logo nessa cabeça você sempre foi a outra.
     - Mãe.
     - Homem é sempre assim, depois da primeira a segunda é aquele gole inicial para os outros goles que virão.
     - O que diz?
     - Com certeza ele tem tantas outras, não estranharia se até for uma de suas colegas.

     16102018.............................
     


    


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